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ECONOMIA BRASILEIRA
Exportação de café do Brasil recua em volume em 2025, mas alcança maior receita da série histórica

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Mesmo com queda nas sacas embarcadas, faturamento com vendas externas atinge US$ 15,5 bilhões, segundo o Cecafé

Por Informa Rondônia - terça-feira, 20/01/2026 - 08h33

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Porto Velho, RO – O desempenho das exportações brasileiras de café em 2025 foi marcado por um contraste entre quantidade e faturamento. Embora o volume vendido ao exterior tenha sido menor, a receita obtida com o produto atingiu o maior patamar já registrado desde o início da série histórica do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em 1990.

Ao longo do ano passado, foram exportadas 40,04 milhões de sacas de 60 quilos, o que representou retração de 20,8% na comparação com 2024. Em sentido oposto, o faturamento somou US$ 15,586 bilhões, resultado que superou em 24,1% o registrado no ano anterior. As vendas alcançaram compradores em 121 países, conforme dados divulgados pelo Cecafé.

Segundo o presidente da entidade, Márcio Ferreira, o recorde de receita decorreu principalmente da valorização do café no mercado internacional ao longo de 2025, aliada aos investimentos mantidos pelo setor produtivo. Ele afirmou que os produtores brasileiros continuaram aplicando recursos em tecnologia, inovação e qualidade, fatores que elevaram o padrão do café nacional e, por consequência, seu valor de mercado. Ferreira ressaltou ainda que o Brasil segue como a única origem capaz de exportar café para mais de 120 países, respondendo por mais de um terço do mercado global.

A redução do volume exportado já era esperada, de acordo com o dirigente. Ele explicou que os embarques recordes realizados em 2024 reduziram os estoques disponíveis no país e que a safra de 2025 sofreu impactos climáticos, combinação que limitou a oferta do produto ao longo do ano.

Outro fator que influenciou o resultado foi a imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro. Ferreira destacou que, durante quase quatro meses de vigência do chamado tarifaço, entre o início de agosto e o fim de novembro, os embarques destinados ao mercado norte-americano caíram 55%. Ele observou que o café solúvel permaneceu taxado mesmo após esse período.

No ranking dos principais destinos, a Alemanha passou a ocupar a primeira posição em 2025, com a compra de 5,4 milhões de sacas. Apesar da liderança, o volume exportado ao país europeu representou queda de 28,8% em relação a 2024 e correspondeu a 13,5% de todos os embarques brasileiros no ano. Os Estados Unidos, tradicionalmente no topo da lista, ficaram na segunda colocação, com a importação de 5,3 milhões de sacas, equivalentes a 13,4% do total, resultado 33,9% inferior ao do ano anterior.

Em relação aos tipos de café, o arábica liderou amplamente as exportações brasileiras em 2025, com 32,3 milhões de sacas embarcadas, o que correspondeu a 80,7% do total. Na sequência apareceu o café canéfora, que inclui as variedades conilon e robusta, com 3,9 milhões de sacas, ou 10% das vendas externas. O café solúvel respondeu por 3,6 milhões de sacas, representando 9,2%, enquanto o segmento de café torrado e torrado e moído somou 58.474 sacas, equivalente a 0,1% do volume exportado.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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