Cármen Lúcia aponta risco à liberdade do voto e defende integridade e tranquilidade no processo eleitoral
Porto Velho, RO – Com o calendário eleitoral de 2026 se aproximando, a Justiça Eleitoral intensificou o debate sobre os impactos da desinformação no voto. O tema foi colocado no centro das discussões pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, ao destacar que a circulação de conteúdos falsos tende a crescer e a afetar diretamente a liberdade de escolha do eleitor.
Durante a abertura de um seminário sobre segurança, comunicação e desinformação no processo eleitoral, foi ressaltado que as tecnologias não são prejudiciais por si mesmas, mas podem causar danos quando utilizadas de forma indevida. Segundo a ministra, a disseminação de mentiras com apoio tecnológico tem potencial para comprometer eleições ao interferir na formação da vontade do eleitor.
Em sua avaliação, práticas que buscam induzir resultados por meio da manipulação informacional fragilizam o processo democrático. Para ela, a dúvida instalada artificialmente “corrói as bases democráticas de um processo eleitoral”, ao afetar a confiança do cidadão no sistema de votação.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
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A presidente do TSE defendeu que o pleito seja preservado como um momento em que cada eleitor possa escolher seus representantes sem pressões externas ou ataques à liberdade de decisão. Também foi destacada a necessidade de conduzir o enfrentamento à desinformação com serenidade, de modo a evitar tumultos ou episódios de violência. “O processo eleitoral precisa ser garantido de maneira íntegra e tranquila”, afirmou.
O pronunciamento ocorreu em evento promovido pela própria Justiça Eleitoral, voltado a servidores dos Tribunais Regionais Eleitorais que atuam na preparação do próximo ciclo eleitoral. Cármen Lúcia permanece à frente do TSE até agosto, quando está prevista a posse do ministro Nunes Marques na presidência da Corte.
As eleições gerais de 2026 terão primeiro turno em 4 de outubro e segundo turno, se necessário, em 25 de outubro. Os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Paralelamente, o TSE mantém consulta pública sobre as regras eleitorais, com aprovação prevista até 5 de março, incluindo normas relacionadas ao combate à desinformação e ao uso de tecnologias como a inteligência artificial nas campanhas.




