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FALANDO SÉRIO
Netto no PT: barulho e sumiço; Confúcio e o pedágio; e Marcos Rogério e a “Síndrome de Amir Lando”

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A colonização e o debate sobre a recolonização dominam a agenda internacional

Por Herbert Lins - quinta-feira, 29/01/2026 - 15h53

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CARO LEITOR, a colonização foi um processo de invasão, ocupação e exploração territorial, política e cultural de um povo sobre outro, sendo a colonização europeia (séculos XV a XIX) a mais proeminente, impulsionada pela busca de riquezas. No Brasil, foi realizado por Portugal (1500-1822), focado na exploração econômica (pau-brasil, açúcar, ouro) e na escravização. No caso do nosso país, implementaram-se as Capitanias Hereditárias (1534) e o Governo-Geral (1548) para organizar uma exploração da colônia. Para explorar as riquezas, Portugal recorreu à escravização indígena (inicialmente) e, em larga escala, à mão de obra africana. A sociedade era estratificada, com o engenho e o senhor de engenho no centro do poder. O período colonial foi marcado por conflitos devido à resistência de indígenas e africanos, além de invasões francesas e holandesas. A colonização do Brasil chegou ao fim com a vinda da Família Real em 1808 e a independência em 1822, rompendo o Pacto Colonial com Portugal.

Exploração

A exploração colonial caracterizou-se pelo saque de recursos, uso de mão de obra escrava e subordinação econômica à metrópole, fundamentada no tripé: latifúndio (senhores de engenho), monocultura (cana-de-açúcar) e escravidão (indígena e negra).

Colonização

Por que é importante saber o significado do termo colonização? Por conta do discurso do presidente Lula (PT-SP) no Fórum Internacional da América Latina, que acontece desde ontem (28) no Panamá. É uma questão de tomada de consciência.

Discurso 

No discurso, o presidente Lula (PT-SP) disse: “Não há qualquer possibilidade de um país da América Latina, isoladamente, acreditar que resolverá seus problemas sozinho. São 525 anos de história. Já fomos colonizados e recolonizados. Precisamos mudar de comportamento.”

Debate

A colonização e o debate sobre a recolonização (ou neocolonialismo) dominam a agenda internacional, focando nas consequências contínuas do domínio europeu na África, Ásia e Américas. A discussão aborda reparações históricas, resistência cultural de povos originários, a luta contra novas formas de imperialismo econômico-político e autodeterminação dos povos.

Recolonização

É incrível a pobreza intelectual da maioria dos nossos parlamentares no Congresso Nacional. Quase nenhum representante político de qualquer unidade da federação consegue fazer um debate sobre o processo de recolonização como tentativa de subordinar os países emergentes, como o Brasil, a interesses globais.

Oposição

Falando em debate, continua o jogo de acusações entre os parlamentares rondonienses sobre a concessão da BR. 364. Os senadores da oposição Marcos Rogério e Jaime Bagattoli, ambos do PL, bem como os deputados federais oposicionistas ao governo do presidente Lula (PT-SP), continuam paralisados em relação aos preços abusivos do pedágio na BR. 364.

Cobrança

Contudo, o senador Confúcio Moura (MDB-Ariquemes) não deve ser o único a ser cobrado por uma reação enérgica em relação aos preços abusivos dos pedágios cobrados pelo uso da BR. 364. A cobrança de ação precisa ser feita a todos os parlamentares federais na sua totalidade.

Estrela

Liderando as pesquisas para governador, o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) pegou a síndrome do ex-senador Amir Lando (MDB-Porto Velho), ou seja, segue como estrela nacional. Em Rondônia, para ganhar eleição, vale presença, proximidade com a imprensa, diálogo com lideranças locais e grupos políticos e empresariais.

Ungido

Quem vem fazendo bem esse papel de dialogar com grupos políticos e empresariais, proximidade com a imprensa e começa a cumprir agenda com lideranças locais para marcar presença é o pré-candidato a governador e prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos-Vilhena). Flori é o candidato ungido pelo prefeito da capital, Léo Moraes (Podemos-Porto Velho).

Barulho

O ex-deputado federal Expedito Netto, agora filiado ao PT, fez um barulho danado e, repentinamente, desapareceu das manchetes dos jornais eletrônicos e páginas de redes sociais. Já algumas correntes do PT seguem queimando o próprio candidato Netto. Vai tentar compreender a petezada.

Opinião

Na minha opinião, o ex-governador Daniel Pereira daria mais resultado eleitoral para o PT e a frente de partidos progressistas. Daniel sabe dialogar com grupos políticos e empresariais, é próximo da imprensa e marca presença com lideranças locais.

Origem

O ex-governador Daniel Pereira tem origem na base petista. É conhecido em todo o estado por ter sido deputado estadual e governador de Rondônia. O homem tem uma retórica argumentativa, é bom no debate e suas alfinetadas viralizam nas redes sociais.

Indefinido

O ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho) chegou das férias e já começou a percorrer o estado para fortalecer o PSDB e o seu projeto político indefinido. Hildon não sabe se disputa o governo ou uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Confusão 

A indefinição do ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho) em relação a qual cargo pretende disputar gera uma confusão mental na cabeça do eleitor. O preço da indefinição se evidencia nas pesquisas de consumo interno.

Quebrar

Hildon Chaves foi prefeito de Porto Velho por oito anos e deixou o cargo com altos índices de aprovação. Ele conta com uma reputação ilibada e também preside a Associação dos Municípios Rondonienses (AROM), mas nem por isso conseguiu quebrar o seu isolamento político para construir sua candidatura ao governo.

Tira-teima

O ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho) deseja mesmo disputar novamente a Prefeitura de Porto Velho, uma espécie de tira-teima com o atual prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho). Para isso, Hildon precisa de um mandato, o mais lógico é concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Fantasma

Caso continue isolado no jogo eleitoral na sucessão do governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho), o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho) pode sofrer sua primeira derrota nas urnas. Daí pode se tornar um fantasma político como ex-prefeitos da capital que perderam a viabilidade eleitoral.

Antecipou

Um leitor da coluna lembrou que o pré-candidato a governador e prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD-Cacoal), se antecipou no discurso em relação ao PSD por pertencer à base governista do presidente Lula (PT-SP) ao dizer: “Quem está administrando precisa de dinheiro e de onde vier é bem-vindo”.

Base

O PSD conta atualmente com três ministérios no governo do presidente Lula (PT-SP) e faz parte da base do governista petista no Congresso Nacional. Já o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab (PSD-SP), ocupa uma secretaria no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) em São Paulo, ou seja, surfa com pés em duas pranchas.

Fisiologista

O PSD, por compor a base do governo do presidente Lula (PT-SP) e participar do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) em São Paulo, revela um posicionamento político fisiologista. Neste caso, o PSD é o novo MDB em escala nacional e regional.

Chapa

Falando em PSD, comenta-se nos bastidores caso o governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) siga o mesmo caminho do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que trocou o União Brasil pelo PSD, a chapa majoritária já estaria definida: Fúria governador, Elias Rezende vice-governador e Rocha Senador.

Votou

O deputado estadual Ribeiro do Sinpol (PRD), vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO), votou favoravelmente ao projeto que reduz a alíquota do ICMS sobre a venda do gado em pé para abate de 12% para 4% em Rondônia, aprovado na última sessão extraordinária.

Viabilidade

Segundo o deputado estadual Ribeiro do Sinpol (PRD), o projeto reduzindo a alíquota do ICMS sobre a venda do gado foi elaborado com base em estudos técnicos da Câmara Setorial da Carne, em parceria com a Secretaria de Estado de Finanças (SEFIN), demonstrando a viabilidade da redução tributária sem prejuízos à arrecadação estadual.

Criticado

O vereador Marcos Combate (Agir-Porto Velho) tem criticado os preços abusivos do pedágio cobrado pelo uso da BR. 364. Segundo Combate, vai encarecer os preços dos alimentos e dos combustíveis para a população por conta do efeito cascata me repassar para o consumidor final o valor abusivo do pedágio.

Construindo

O vice-presidente estadual do PT, advogado Edson Silveira (PT-Porto Velho), segue construindo sua pré-candidatura a deputado federal. Edson já se movimenta visitando a base petista na capital e no interior.

Promove

O secretário municipal de Saúde de Porto Velho, médico Jaime Gazola, deu os primeiros passos rumo à Câmara Federal. Jaime promove pequenas e grandes reuniões com lideranças da capital e do interior no intuito de reforçar sua visibilidade eleitoral.

Sério

Falando sério, em análises contemporâneas, o termo recolonização é utilizado para descrever a subordinação econômica do Brasil a interesses globais, a desindustrialização ou a exploração de recursos naturais por multinacionais, configurando uma forma de “nova dependência”.

AUTOR: HERBERT LINS





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