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PROBIDADE ADMINISTRATIVA
MPRO cobra do DER regras rígidas e convênios formais para uso de maquinário estadual em municípios

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Recomendação expedida pela 7ª Promotoria de Justiça de Porto Velho determina padronização, proíbe pedidos informais e exige justificativa formal em casos emergenciais

Por Informa Rondônia - quarta-feira, 04/02/2026 - 09h38

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Porto Velho, RO – O Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes de Rondônia (DER/RO) deverá informar ao Ministério Público de Rondônia (MPRO) quais medidas foram adotadas para adequar o uso de maquinário estadual em áreas municipais. A autarquia foi orientada a cumprir recomendação expedida no âmbito de Procedimento Administrativo conduzido pela 7ª Promotoria de Justiça de Porto Velho. O órgão ministerial advertiu que o descumprimento poderá resultar na adoção de providências legais.

A medida foi formalizada após apuração sobre a utilização de equipamentos do DER/RO em estradas vicinais de Colorado do Oeste antes da celebração de convênio com o município. De acordo com informações apresentadas pela autarquia, os serviços teriam sido executados em caráter emergencial, mediante solicitação municipal. A recomendação foi assinada pelo promotor de Justiça Geraldo Henrique Ramos Guimarães, responsável pelo caso.

Conforme o MPRO, embora situações emergenciais possam justificar atuação excepcional do poder público, a inexistência de formalização prévia expõe a administração a riscos jurídicos e questionamentos quanto à regularidade dos atos. Foi orientado que o DER/RO se abstenha de executar serviços em áreas de competência municipal sem convênio ou instrumento jurídico equivalente, exceto quando houver emergência devidamente comprovada.

Mesmo nos casos excepcionais, deverá ser apresentada motivação formal detalhada. A descrição da urgência, do local atendido, do maquinário empregado e da equipe envolvida deverá constar em registro próprio. Também foi determinada comunicação imediata à Direção-Geral e autuação em processo administrativo específico.

Entre as providências indicadas estão a proibição permanente de atendimento a solicitações informais, a exigência de processo administrativo prévio para qualquer serviço e a criação de protocolo interno padronizado para cooperação intergovernamental. Todas as demandas, independentemente da origem, deverão ser formalmente registradas.

Ao se manifestar, o promotor destacou que a recomendação não parte da presunção de má-fé. Segundo ele, a medida busca proteger o patrimônio público, gestores e servidores, assegurando transparência, controle e segurança jurídica, além de evitar que ações administrativas sejam interpretadas como favorecimento ou desvio de finalidade.

De acordo com o Ministério Público, a iniciativa tem caráter preventivo e visa resguardar o direito coletivo à probidade administrativa e ao uso adequado do patrimônio público. A adoção de regras claras, segundo o órgão, contribui para o cumprimento dos princípios constitucionais da administração pública e para o fortalecimento da confiança social na gestão dos recursos estaduais.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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