Cantor teve prisão preventiva restabelecida pela 3ª Vara Criminal do Rio; equipamento de monitoramento está desligado desde domingo, segundo a Seap
Porto Velho, RO – A prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, foi restabelecida pela 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, que o considera foragido desde esta terça-feira (3). A medida foi determinada após a revogação de liminar anteriormente concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que permitia ao artista responder ao processo em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica.
A Polícia Civil informou que diligências foram realizadas para o cumprimento do mandado na residência do cantor. No entanto, ele não foi encontrado e ainda não foi localizado.
Oruam responde a ação penal por tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, ambos da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Também figuram como réus no mesmo processo Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos.
Segundo a denúncia, durante operação da Polícia Civil realizada em 22 de julho de 2025 na casa do rapper, para cumprimento de mandado de busca e apreensão de um menor investigado por atos análogos ao tráfico de drogas e crimes patrimoniais, pedras de grande peso e volume teriam sido arremessadas contra os agentes.
O monitoramento eletrônico, imposto como medida cautelar, passou a registrar descumprimentos reiterados. De acordo com a Coordenação de Monitoração Eletrônica da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), o cantor utiliza tornozeleira desde 30 de setembro do ano passado e, a partir de 1º de novembro, foram registradas sucessivas violações, que somam 66 ocorrências, sendo 21 consideradas graves apenas em 2026, em sua maioria relacionadas à ausência de carregamento da bateria.
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Relatórios encaminhados mensalmente ao Judiciário apontaram ainda 22 incidentes entre outubro e novembro de 2025, incluindo períodos prolongados com o equipamento desligado e descumprimento do recolhimento domiciliar noturno em diversas datas.
Em 9 de dezembro de 2025, Mauro Davi compareceu à Central de Monitoração Eletrônica, ocasião em que o dispositivo foi substituído. A tornozeleira retirada foi submetida à perícia técnica, que identificou dano eletrônico possivelmente decorrente de alto impacto. Após a troca, segundo a Seap, o novo equipamento voltou a apresentar falhas por ausência de carregamento e permanece descarregado desde 1º de fevereiro deste ano.
As violações foram formalmente comunicadas ao Poder Judiciário, com relatórios remetidos à Terceira Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Diante do quadro, o Ministério Público requereu a prisão preventiva. Embora o juízo tenha reconhecido inicialmente o descumprimento das cautelares, a decretação da prisão não ocorreu naquele momento em razão da vigência da liminar do STJ.
Com a revogação da decisão superior, a juíza Tula Corrêa de Mello registrou que “as medidas alternativas se mostraram insuficientes”, determinando a retomada da prisão preventiva para assegurar a ordem pública e a efetividade do processo penal.
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que cumpre pena em penitenciária federal.




