Aula promovida por SaferNet Brasil e instituições parceiras abordou riscos, limites éticos e potencialidades da IA na educação, com foco na implementação obrigatória a partir de 2026
Porto Velho, RO – A implementação da BNCC Computação nas redes de ensino de Rondônia, obrigatória a partir de 2026, foi um dos eixos centrais da aula online realizada nesta terça-feira (3), com o tema “Inteligência Artificial e Educação: riscos, limites e potencialidades”. A formação foi direcionada a professores, gestores e técnicos da educação, dentro de uma programação voltada ao fortalecimento da educação digital.
Alinhada à Resolução CNE/CEB nº 1/2022, que regulamenta a BNCC Computação, a adequação curricular passa a ser exigência normativa. O cumprimento das diretrizes está relacionado ao acesso à complementação do Valor Aluno Ano Resultados (VAAR), do Fundeb. Também foram consideradas as Diretrizes Operacionais Nacionais sobre o uso de dispositivos digitais em espaços escolares, instituídas pela Resolução CNE/CEB nº 2/2025, que orientam a integração da educação digital e midiática aos currículos, respeitando cada etapa de ensino.
A iniciativa foi promovida pela SaferNet Brasil, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial da Educação (Gaeduc), e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O objetivo foi ampliar a compreensão sobre o uso da Inteligência Artificial no contexto educacional, com abordagem dos impactos, limites éticos e potencialidades pedagógicas.
Durante a aula, foram tratados temas como pensamento computacional, cidadania digital, ética, uso responsável de tecnologias e educação digital. Foi reforçado que a computação na educação não se limita ao uso de equipamentos, mas envolve a formação crítica e consciente dos estudantes para o ambiente digital.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, afirmou que o debate é necessário para preparar os estudantes diante das transformações tecnológicas. Segundo ele, a Inteligência Artificial já integra a realidade e deve ser compreendida de forma responsável nas escolas. “Investir na formação dos profissionais da educação é garantir que nossos estudantes tenham uma aprendizagem segura, ética e alinhada às transformações do mundo digital”, declarou.
A secretária de Estado da Educação, Albaniza Oliveira, informou que a Seduc tem apoiado as redes na adequação curricular, com foco na compreensão das diretrizes da educação digital por professores e gestores. Ela afirmou que a formação continuada fortalece a prática pedagógica e contribui para que a tecnologia seja utilizada como suporte ao processo de ensino-aprendizagem.
A gerente de Desenvolvimento Curricular, Luciana Dermani de Aguiar, avaliou que o tema é estratégico e atual. Segundo ela, discutir Inteligência Artificial envolve desafios como letramento digital, transparência das plataformas e mudanças na forma de buscar e referenciar informações. “A implementação da BNCC Computação vai além do uso de computadores, exigindo a integração progressiva de habilidades digitais e do pensamento computacional ao currículo”, destacou.
A participação ocorreu mediante inscrição prévia, condição para o envio do link de acesso e para a certificação. A ação integra medidas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas educacionais e ao apoio às redes de ensino na execução da BNCC Computação em Rondônia.




