Frota com identidade visual roxa passa a circular na capital com tecnologia embarcada, veículos adaptados e ampliação do atendimento a pessoas com TEA
Porto Velho, RO – A rotina de quem utiliza o transporte coletivo em Porto Velho começou a ser impactada pela circulação de 51 ônibus zero quilômetro incorporados ao sistema urbano. Os veículos, identificados pela cor roxa, passaram a operar com recursos tecnológicos e equipamentos voltados ao conforto e à acessibilidade dos passageiros.
Entre as mudanças implementadas estão ar-condicionado, internet sem fio, sistema de geolocalização global e entradas para carregadores de diferentes modelos de celulares em todas as poltronas. Também foi instalado elevador para pessoas com deficiência. A adaptação contempla cadeirantes e usuários com mobilidade reduzida, incluindo micro-ônibus conhecidos como “verdinho”.
A frota renovada integra-se aos veículos já existentes e amplia o atendimento. O serviço também foi estendido a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com a disponibilização de mais dois veículos especializados destinados a esse público.
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A nova fase do transporte coletivo foi apresentada pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade (Semtran). De acordo com o secretário Iremar Torres, a escolha da cor teve caráter estratégico e simbólico. Segundo ele, a proposta não era ser discreta, mas chamativa, com regionalização e ligação à cultura amazônica. “O roxo caiu muito bem, remetendo ao nosso açaí.” Ele acrescentou que a identidade visual facilita a identificação dos ônibus nas vias urbanas.
A percepção de mudança também foi relatada por usuários. Morador do bairro Eletronorte e estudante de História, Aquilla Isaac utiliza o transporte coletivo desde 2018 para se deslocar até a faculdade. Ele afirmou que notou diferença ao embarcar, pela primeira vez, em um dos novos veículos da linha Cohab, que costuma utilizar com frequência. Segundo o universitário, a experiência foi positiva e o conforto era necessário para proporcionar segurança e bem-estar compatíveis com as necessidades dos cidadãos.
Antônio Paulo, de 59 anos, residente no bairro Socialista, acompanhou as transformações do sistema ao longo dos anos. Ex-cobrador de ônibus em 2005, ele relatou que, anteriormente, os veículos eram antigos e não possuíam ar-condicionado. “Hoje mudou bastante, com veículos melhores e mais conforto.”




