Reações ao vídeo do deputado revelam maioria crítica e cobrança por atuação prática em meio a novo embate político
Quatro horas após a publicação do vídeo em que o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) critica a homenagem da escola de samba Acadêmicos de Niterói ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ambiente nos comentários indicava um cenário de forte contestação ao parlamentar. No material, ele classifica o episódio como “uma aberração jurídica” e afirma que se trataria de “propaganda eleitoral antecipada”, chegando a defender que o Tribunal Superior Eleitoral torne Lula inelegível. No texto que acompanha o vídeo, o deputado sustenta que recursos públicos teriam sido direcionados à escola e cobra providências do TSE.
A repercussão, no entanto, mostrou-se majoritariamente crítica. Entre manifestações irônicas, cobranças diretas e provocações políticas, parte expressiva dos usuários utilizou o espaço para questionar a atuação parlamentar. “Bora trabalhar um pouco”, escreveu um usuário. Outro afirmou: “O tempo que tu tá se incomodando com escola de samba tava lutando por melhoria aqui na sua cidade isso sim”. Também houve quem trouxesse episódios controversos à tona, com comentários como: “Falando em TSE, já exonerou a parentaiada do seu gabinete?”. Em tom semelhante, um terceiro registrou: “O que aconteceu com o seu mandato?”.
Ainda que minoritários, comentários de apoio também apareceram. Um usuário escreveu: “Coronel está certo”, enquanto outro defendeu que o parlamentar deveria “mostrar pra eles quem sabe eles entendem”. Houve ainda manifestações alinhadas ao conteúdo do vídeo, reforçando críticas ao presidente e à homenagem.
O episódio evidencia um fenômeno recorrente na arena digital: a audiência não se limita a reagir ao tema proposto, mas redireciona o debate para a avaliação do próprio emissor. No caso, até o fechamento do Pitaco da Casa, predominava o uso do espaço para cobrar resultados concretos e relembrar momentos minimamente problemáticos da trajetória política do deputado.
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É preciso registrar que o parlamentar tem pleno direito de questionar fatos, apresentar denúncias, reunir provas e recorrer às instituições de controle e ao próprio Judiciário se entender que houve irregularidade. A controvérsia não reside nesse ponto. O que se observa é a exposição de um homem público em um momento sensível de sua trajetória, após anos de atuação política marcada por forte ênfase em pautas ideológicas e confrontos retóricos.
Eleito e reeleito, Chrisóstomo construiu sua presença política nesse campo de disputas simbólicas. Ainda assim, a reação ao vídeo sugere que parte de sua própria base — ou ao menos de seu público mais amplo — demonstra expectativa por uma comunicação menos centrada no embate e mais voltada à demonstração prática de resultados. Em vez de apenas indignação, surgem pedidos por prestação de contas e evidências concretas de atuação legislativa.
No ambiente polarizado que marca o debate nacional, a estratégia de confronto permanente tende a produzir engajamento imediato, mas também amplia a exposição a críticas fora da bolha ideológica. Nesse contexto, o deputado enfrenta o desafio de dialogar com uma audiência que, mesmo heterogênea, sinaliza cansaço com a lógica do antagonismo permanente — o conhecido Fla-Flu político que reduz o debate a lados fixos e simplificados.
A leitura final do episódio aponta para um recado vindo de dentro da própria arena em que o parlamentar escolheu atuar. Ao reagir ao vídeo com cobranças e questionamentos, sua audiência oferece indícios claros de expectativa sobre como ele deve se posicionar daqui em diante. Se pretende preservar espaço e competitividade eleitoral, os sinais estão dados: além da retórica, cresce a demanda por demonstrações objetivas de trabalho e por uma narrativa que vá além do confronto ideológico.
Com informações de: Instagram/Coronel Chrisóstomo (PL)









