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SAÚDE
Implante hormonal de longa duração passa a ser ofertado pelo SUS em Porto Velho

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Método garante proteção contraceptiva por até três anos e será disponibilizado na rede pública municipal

Por Yan Simon - quinta-feira, 19/02/2026 - 08h42

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Porto Velho, RO – A rede pública de saúde de Porto Velho passa a contar, a partir deste mês, com a oferta do implante hormonal subdérmico como método de planejamento reprodutivo. A disponibilização do dispositivo amplia o acesso a uma tecnologia contraceptiva de longa duração, com proteção contra gravidez não planejada por até três anos, por meio do Sistema Único de Saúde.

Com eficácia superior a 99%, o implante consiste em um pequeno bastonete flexível inserido sob a pele, responsável pela liberação contínua de hormônios. Por não depender do uso diário, o método se diferencia de outros anticoncepcionais e é considerado um dos mais seguros atualmente. A oferta será realizada pela Prefeitura de Porto Velho, sob coordenação da Secretaria Municipal de Saúde.

A iniciativa marca a primeira vez em que o município recebe e disponibiliza esse tipo de tecnologia pelo SUS, após pactuação firmada com o Ministério da Saúde. A estratégia é direcionada a mulheres em idade fértil, entre 14 e 49 anos, com prioridade para adolescentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e pacientes que apresentam contraindicação clínica ao uso de anticoncepcionais à base de estrogênio.

De acordo com a gestão municipal, a incorporação do implante moderniza o atendimento em saúde reprodutiva. O prefeito Léo Moraes afirmou que, pela primeira vez, mulheres de Porto Velho terão acesso gratuito, pelo SUS, a um método que antes estava restrito à rede privada, destacando que a medida fortalece a autonomia feminina e o planejamento familiar. Segundo ele, um mutirão deverá ser realizado para reduzir a demanda reprimida.

O acesso ao procedimento seguirá um fluxo definido para garantir a segurança clínica das pacientes. A primeira etapa ocorre na Unidade Básica de Saúde de referência, onde será realizada consulta de planejamento familiar. Durante o atendimento, o histórico médico será avaliado para verificar a indicação do método. Após a triagem, o pedido será registrado no sistema de regulação municipal, responsável pelo agendamento em unidade especializada, onde profissionais habilitados farão a inserção do implante.

O secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, ressaltou que a organização do processo assegura transparência e suporte técnico adequado. Segundo ele, a unidade básica funciona como porta de entrada para a avaliação inicial, enquanto a regulação coordena o encaminhamento para a realização do procedimento com segurança.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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