Senador compartilha diálogo com estudante e relaciona política pública ao acesso à universidade
Porto Velho, RO – Em 2012, a política de reserva de vagas no ensino superior público brasileiro foi instituída com a sanção da Lei nº 12.711 pela então presidenta Dilma Rousseff, determinando que universidades e institutos federais destinassem pelo menos metade de suas vagas a estudantes oriundos da rede pública, com critérios de renda e distribuição proporcional entre pretos, pardos e indígenas. Já em 2023, a legislação foi atualizada após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ampliando o alcance da política ao incluir quilombolas entre os beneficiários e estabelecer mecanismos de monitoramento e ajustes periódicos.
A partir desse marco legal, o senador Confúcio Moura divulgou conteúdo nas redes sociais em que comenta a política de cotas e apresenta um diálogo com uma estudante sobre experiências relacionadas a preconceito e trajetória acadêmica. No vídeo, a entrevistada relata situações vividas e afirma: “que o cara ficou com tanta raiva por ela estar estudando e mandou o pai embora. Aí você vê a diferença, como as pessoas podem dizer que não existe…”. Em resposta, o parlamentar afirma de forma direta: “É preconceito. Existe.”
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Ao detalhar outro episódio, a estudante diz: “Aqui na nossa cidade, meu pai era muito bem-vindo e tal, mas teve uma vez que eu cheguei de chinelo, mal vestida, e o segurança veio atrás de mim.” Em seguida, ao ser questionada pelo senador — “Então você é a favor da lei de cotas?” — ela declara apoio à política e descreve sua trajetória: “Claro que eu sou. Eu não entrei aqui na UNIR por lei de cotas, eu entrei em ampla concorrência, mas pelo vestibulinho, que eu já cursava em uma faculdade particular. E aí, como eu não estava aguentando pagar, porque eu era muito nova, eu não tinha condições, e aí saiu essa oportunidade, eu já trabalhava aqui, e aí saiu essa oportunidade de cursar aqui, fazer um vestibulinho. Então, eu entrei aqui, não tinha lei de cotas, foi por ampla concorrência, mas na época entrou eu e o Roger, dois negros. E a Patrícia. Porque a gente não estava dando conta de pagar na parte de fora.”
Na mesma gravação, Confúcio Moura apresenta sua avaliação sobre a política pública e afirma: “A Lei de Contas é um resgate da história da exploração brasileira, do colonialismo brasileiro, da escravatura brasileira, onde os negros sempre foram massacrados por mais de 300 anos no Brasil. E nesse estágio de pobreza e submissão, nada melhor para ter um crescimento na escala social do que o acesso à escola de qualidade, à universidade pública. Aí o Lula criou e implantou a lei de cotas no Brasil. E é um sucesso. Mudou a cor das universidades brasileiras. A entrada indígena, as quilombolas, que são negros, né? Maravilhoso. É um sucesso absoluto. Justiça social. Não é isso mesmo?”
Ao final do diálogo, a estudante reforça a importância do acesso ao ensino superior e afirma: “É a oportunidade de todo mundo precisar. Hoje em dia é fundamental você ter isso. Pra qualquer coisa, pra qualquer área que você vai trabalhar, você tem que ter isso.”
Com informações de: Governo federal, Instagram (Confúcio Moura) / @confucio.moura




