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CUIDADO
Porto Velho mantém vigilância ativa da Mpox e confirma quatro casos sob monitoramento

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Rede municipal de saúde segue em alerta, com notificações obrigatórias, isolamento assistencial e orientação à população

Por Yan Simon - sexta-feira, 20/02/2026 - 09h11

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Porto Velho, RO – Quatro pacientes permanecem internados em isolamento assistencial e em estado geral estável em Porto Velho, após confirmação de infecção por Mpox, enquanto outros dois casos notificados anteriormente já tiveram alta médica. O acompanhamento integra o monitoramento contínuo realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que mantém a rede preparada para atendimento e controle da doença.

Ao todo, o município contabilizou seis notificações. Duas foram descartadas. As confirmações se dividiram em dois registros no fim de dezembro de 2025, já encerrados com evolução favorável, e dois identificados em fevereiro de 2026, que seguem internados conforme o protocolo clínico vigente.

Desde janeiro, ações de orientação e vigilância vêm sendo executadas nas Unidades Básicas de Saúde, com reforço das diretrizes para notificação obrigatória de casos suspeitos, definição de fluxo de atendimento e manejo clínico. As normas determinam que a comunicação ocorra em até 24 horas por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (e-SUS Sinan), além do isolamento do paciente até a completa cicatrização das lesões, o que permite resposta rápida e medidas de controle oportunas.

A Mpox é uma zoonose causada por vírus do gênero Orthopoxvirus e se manifesta principalmente por erupções cutâneas ou lesões na pele, que podem surgir no rosto, palmas das mãos, solas dos pés e também em regiões como boca, olhos, órgãos genitais e ânus. O quadro costuma iniciar com sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e exaustão, geralmente por cerca de três dias, antes do aparecimento das lesões, que evoluem por estágios até a cicatrização. A transmissão ocorre, sobretudo, por contato direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.

Entre os sinais mais recorrentes estão as lesões de pele, linfonodos inchados, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e sensação de fraqueza. Diante de sintomas, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde ou Unidade de Pronto Atendimento para avaliação, evitar contato próximo com outras pessoas e não compartilhar objetos de uso pessoal.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, o acompanhamento é permanente e a rede segue preparada para atender a demanda. Ele afirmou que o monitoramento ocorre desde janeiro, com vigilância ativa e orientação para que pessoas sintomáticas busquem atendimento para avaliação. A relação das unidades de saúde da Semusa está disponível para consulta pela população.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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