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FALANDO SÉRIO
Léo, Flori e Camargo vão para o “tudo ou nada”; Bolsonaro leu Falando Sério na cadeia; e Rocha tem nova missão no PSD

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A afeição dos cidadãos pelos políticos mal afamados por conta do perfil associado ao termo “rouba, mas faz”

Por Herbert Lins - segunda-feira, 23/02/2026 - 14h53

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CARO LEITOR, há algumas décadas pretéritas, foi cunhado pela imprensa nacional o termo “rouba, mas faz” para designar políticos que gozam de popularidade pelo público-alvo por serem vistos com capacidade de entrega, ou seja, fazedores de obras e realizadores de bons governos, mas que possuem a pecha de corruptos. Relacionou-se o termo primeiramente com o político paulista Adhemar de Barros. No final da ditadura militar, o título coube a Paulo Maluf – outro político paulista. No período recente, a imprensa nacional atribui o título ao presidente Lula (PT-SP) por conta do Mensalão e da Operação Lava Jato. No campo político, existe sim a afeição dos cidadãos pelos políticos mal afamados por conta do perfil associado ao termo “rouba, mas faz”.  Estudos revelam que existem incidências de escândalos de corrupção nos países desenvolvidos, mas a incidência maior se manifesta nos países subdesenvolvidos (ou em desenvolvimento). Assim, para se combater a corrupção, exige-se uma abordagem multifacetada, unindo transferência ativa, fortalecimento das instituições de controle e a implementação de rigorosas políticas de compliance tanto no setor público quanto no privado.

Corrupção

Os estudos no campo da Ciência Econômica indicam que a corrupção reduz a capacidade de atração de investimentos externos e atravanca o crescimento econômico do país. Já no campo da Ciência Política, a corrupção destrava a burocracia estatal, em especial, nos governos de países subdesenvolvidos, emergentes ou ditatoriais.

Realizar

Para se combater a corrupção no Brasil, faz-se necessário realizar pesados investimentos em digitalização e desburocratização, ou seja, simplificar regras para evitar o “jeitinho brasileiro”. Além disso, fortalecer os órgãos de fiscalização e controle.

Educar

Para educar a população, fortalecer o ensino da língua materna e da matemática no intuito de fortalecer o raciocínio lógico. Por conseguinte, aprofundar os estudos em ética, moral, moralidade e promover a participação social por meio de mecanismos democráticos para exigir respeito e integridade com o dinheiro público.

Reputação

O presidente Lula (PT-SP) sofreu e ainda sofre ataques sistemáticos à sua reputação por parte da grande imprensa nacional e grupos políticos da extrema-direita mediante a propagação de mentiras, calúnias e informações manipuladas para destruir a sua imagem pública.

Popularidade

O maior problema do presidente Lula (PT-SP) são alguns correligionários e aliados que se aproveitam da sua popularidade para cometer atos de corrupção. Esses acreditam que são imunes e imputáveis por conta da popularidade de Lula.

Abusam

Os correligionários e aliados que abusam da confiança e da popularidade do presidente Lula (PT-SP) para cometer atos de corrupção não têm respeito e consideração pelo líder maior, e pior, não zela pela reputação de si mesmos.

Comparei

Falando em consideração, o vice-presidente estadual do PL de Rondônia e pré-candidato a senador Bruno do Bolsonaro (PL) ligou para esse colunista para informar que, na visita que fez ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), levou a coluna na qual comparei os dois a Dom Quixote e Sancho Pança da obra de Miguel de Cervantes.

Inseparáveis

Segundo o pré-candidato a senador Bruno do Bolsonaro (PL), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) leu a coluna Falando Sério, datada de 06 de janeiro do ano em curso. Para quem não sabe, na obra, Dom Quixote é sonhador e fantasioso, Sancho Pança é realista e sério. Sancho foi fiel a Dom Quixote e eram inseparáveis.

Conquistar

Segundo a obra de Miguel de Cervantes, Sancho Pança decidiu acompanhar Dom Quixote e se tornou fiel escudeiro após receber a promessa do cavaleiro de que lhe daria o governo de uma ilha. No caso do Bruno do Bolsonaro (PL), devido à sua lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), poderá conquistar o mandato de senador por Rondônia com seu apoio direito.

Assumiu

Aconteceu, como anunciamos, o registro da nova composição do Diretório Estadual do PSD de Rondônia no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) se daria depois do carnaval. Desse modo, na sexta-feira (20), o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) assumiu oficialmente a presidência da legenda no âmbito estadual.

Provisório

Segundo informações do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), o Diretório do PSD em Rondônia é provisório e a validade será de 20 de fevereiro de 2026 a 31 de maio de 2027. Por ser diretório provisório, pode cair a qualquer momento por decisão da Executiva Nacional da legenda.

Definitivo

Para se tornar Diretório Estadual definitivo, o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) precisa formalizar o PSD em nove municípios com Diretórios Municipais definitivos, daí convocar a convenção estadual para eleger o Diretório Estadual definitivo.

Mudas

O deputado estadual Alan Queiroz (Podemos) viabilizou a entrega de 37 mil mudas de café clonal para produtores rurais de Candeias do Jamari. A iniciativa representa um investimento de R$ 80 mil e atende a uma solicitação apresentada pelo assessor Naldo do B&B, com o objetivo de fortalecer a agricultura familiar e ampliar a produtividade no campo.

Atendeu

O DER atendeu ao pedido do deputado estadual Alex Redano (Republicanos) no sentido de promover a recuperação da rodovia RO-459, que liga o município de Alto Paraíso à BR-364. A RO-459 é considerada rota estratégica para o deslocamento de moradores, estudantes e produtores rurais, além de ser fundamental para o escoamento da produção local.

Entrevista I

Na sexta-feira (20), o prefeito Léo Moraes (Podemos) concedeu entrevista no programa A Hora do Povo na Rádio Rondônia com o radialista Edson dos Anjos e no programa Conexão com Ivan Frazão no jornal eletrônico Rondônia Ao Vivo. Léo estava acompanhado do prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos), e do deputado estadual, delegado Rodrigo Camargo (Republicanos).

Entrevista II

Em ambos os programas de entrevista, o prefeito Léo Moraes (Podemos) lançou a pré-candidatura a governo do prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos), e do deputado estadual, delegado Rodrigo Camargo (Republicanos), ao Senado pelo Podemos. Léo disse que vai para “o tudo ou nada” ao lançar Flori candidato a governador e Camargo candidato a senador.

Ressaltou

Durante as entrevistas, o prefeito Léo Moraes (Podemos) ressaltou que o Podemos administra importantes colégios eleitorais, a exemplo de Porto Velho, Pimenta Bueno, Vilhena e São Miguel de Guaporé. Além disso, o protagonismo das gestões bem avaliadas possibilita à legenda disputar o Palácio Rio Madeira.

Lixo

Falando em gestão, a SECOM da Prefeitura de Porto Velho informou à coluna que a Sistemma Serviços Urbanos pode sim assumir o contrato da coleta de lixo da capital, mas sem realinhamento de preços do contrato emergencial em vigor.

Licitações

Falando em preço, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE/RO) suspendeu licitações da Prefeitura de Nova Mamoré. O prefeito Marcélio Brasileiro (PL) do município em voga, usou as redes sociais para responder às matérias publicadas em jornais eletrônicos versando sobre a suspensão das licitações. Segundo ele, antes mesmo da decisão do TCE/RO, já tinha suspendido por termo as licitações.

Suplente

Falando em Nova Mamoré, o vereador Jair da 29 (PL) continua preso por conta da Operação Godos, deflagrada pelo Ministério Público de Rondônia em novembro de 2025. Com mais de sessenta dias ausente das sessões na forma regimental, a Mesa Diretora da Câmara Municipal ainda não deu posse ao primeiro suplente, vereador Abílio da 28 (PL).

Sério

Falando sério, a persistência do lema “rouba, mas faz” no Brasil decorre de uma cultura política populista e paternalista, onde parte do eleitorado perdoa a corrupção em troca de obras visíveis. Essa mentalidade está enraizada no país há décadas e na comparação entre políticos honestos e desonestos, perpetuando o fenômeno por conta da burocratização e da desigualdade social.

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AUTOR: HERBERT LINS





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