Animal foi atacado com paus e pedras na Ilha do Governador e sofreu lesões graves, segundo laudo veterinário
Porto Velho, RO – Seis homens denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) permanecem presos preventivamente após terem sido flagrados agredindo uma capivara na zona norte da capital. A medida foi mantida após audiência de custódia realizada no fim de março.
A acusação aponta que Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo atuaram de forma coordenada durante o ataque ocorrido na madrugada de 21 de março, no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador. Conforme a denúncia, dois adolescentes também participaram da ação.
De acordo com o Ministério Público, o animal foi cercado e atingido com pedras e pedaços de madeira com pregos. O laudo veterinário anexado ao processo registrou traumatismo craniano e lesão ocular severa, caracterizando maus-tratos com emprego de crueldade. A prática também foi enquadrada como caça ilegal de animal silvestre.
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As investigações indicaram que as agressões foram registradas em vídeo pelos próprios envolvidos, que teriam demonstrado comportamento de deboche enquanto o animal era submetido a sofrimento intenso. Ainda segundo o MP, as pedras lançadas durante o ataque atingiram veículos estacionados, provocando danos materiais.
Os suspeitos foram identificados após diligências da Polícia Civil e admitiram a prática no momento da prisão. Eles alegaram que pretendiam abater o animal para consumo. A denúncia também menciona indícios de repetição de conduta criminosa, com o reconhecimento de um dos acusados como autor de agressões contra outra capivara dias antes, no mesmo bairro.
Além das acusações criminais — que incluem maus-tratos, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa — o Ministério Público solicitou a fixação de indenização pelos danos ambientais, morais coletivos e materiais. O prejuízo foi estimado em R$ 44.632,57, valor que deverá ser destinado a instituições de atendimento veterinário, recuperação do animal e ao Fundo Estadual de Meio Ambiente.
Com informações de: Agência Brasil
