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IMUNIZAÇÃO
SUS adota vacinação seletiva contra Mpox em Rondônia para públicos com maior risco de exposição

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Imunizante não faz parte do calendário de rotina e segue estratégia nacional definida pelo Ministério da Saúde

Por Yan Simon - sábado, 28/02/2026 - 12h28

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Porto Velho, RO – A rede pública de saúde em Rondônia permanece organizada para executar a estratégia nacional de vacinação contra a Mpox, voltada exclusivamente a grupos com maior risco de exposição ou de agravamento da doença. A oferta do imunizante ocorre de forma seletiva no Sistema Único de Saúde (SUS) e não está prevista para a população em geral.

A aplicação da vacina segue diretrizes do Ministério da Saúde e é operacionalizada no estado pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa), com apoio da Secretaria de Estado da Saúde e das secretarias municipais. O foco da ação é a proteção de públicos vulneráveis, a redução da transmissão do vírus e o fortalecimento da resposta do sistema de saúde diante de casos suspeitos ou confirmados.

No estado, os fluxos de atendimento e os protocolos de vigilância epidemiológica permanecem ativos, com monitoramento contínuo do cenário da Mpox. A estratégia prevê tanto a profilaxia pós-exposição quanto a pré-exposição, conforme avaliação técnica e clínica dos serviços de saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, a profilaxia pós-exposição pode ser indicada para pessoas que tiveram contato direto com casos confirmados, especialmente em situações de convivência domiciliar, contato íntimo ou exposição ocupacional sem o uso adequado de equipamentos de proteção. Já a profilaxia pré-exposição é direcionada a grupos considerados de maior risco epidemiológico.

Entre os públicos contemplados estão profissionais de saúde que atuam diretamente no atendimento de casos suspeitos ou confirmados, trabalhadores de laboratório que manipulam Orthopoxvirus, pessoas vivendo com HIV em condição de imunossupressão significativa, mediante avaliação clínica, além de indivíduos inseridos em contextos de maior vulnerabilidade à exposição ao vírus.

O Ministério da Saúde reforça que não há recomendação de vacinação em massa. A oferta do imunizante depende da análise do risco epidemiológico e da disponibilidade de doses encaminhadas aos estados. A orientação à população é que procure as unidades de saúde em situações de possível exposição ou diante do surgimento de sintomas compatíveis com a doença.

As autoridades de saúde também destacam medidas preventivas, como a higienização frequente das mãos, o isolamento imediato de pessoas diagnosticadas até a completa cicatrização das lesões, a não utilização de objetos pessoais compartilhados, o uso de máscaras ao se aproximar de pessoas doentes, a limpeza de superfícies potencialmente contaminadas e a evitação de contato direto com casos suspeitos ou confirmados.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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