Mercado financeiro também revisa estimativas para Selic e dólar, segundo dados divulgados pelo Banco Central
Porto Velho, RO – A taxa básica de juros permanece em 15% ao ano, patamar definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e considerado o mais elevado desde julho de 2006, quando alcançou 15,25%. Na ata da última reunião, realizada no fim de janeiro, foi informado que a redução dos juros poderá ser iniciada em março, caso a inflação siga sob controle e o cenário econômico não apresente surpresas. Ainda assim, foi sinalizado que os juros deverão permanecer em nível restritivo.
De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (2), a estimativa para a Selic ao fim de 2026 foi reduzida de 12,13% para 12% ao ano. Para 2027, a projeção indica taxa de 10,5%, seguida de 10% em 2028 e 9,5% em 2029. A política de juros é utilizada como principal instrumento para cumprimento da meta de inflação. Quando elevada, a taxa encarece o crédito, estimula a poupança e tende a conter a demanda, impactando os preços e a atividade econômica. Quando reduzida, o crédito se torna mais acessível, favorecendo consumo e produção.
No campo da inflação, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 3,91% para 2026, após sete semanas consecutivas de queda. Para 2027, a projeção recuou de 3,8% para 3,79%. Em 2028 e 2029, a expectativa é de inflação em 3,5% em ambos os anos. A estimativa para este ano permanece dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, fixada em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Em janeiro, o IPCA registrou alta de 0,33%, influenciado pelo aumento nos preços da energia elétrica e da gasolina, repetindo o percentual observado em dezembro. Com esse resultado, a inflação acumulada em 2025 chegou a 4,44%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
As projeções para o crescimento econômico também permaneceram estáveis. A expectativa do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em 1,82%. Para 2027, a previsão é de expansão de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029 a estimativa aponta crescimento de 2% ao ano.
No terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira avançou 0,1%, resultado considerado estabilidade pelo IBGE. O desempenho foi impulsionado pelas atividades da indústria e da agropecuária. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está prevista para terça-feira (3). Em 2024, o país registrou crescimento de 3,4%, configurando o quarto ano consecutivo de alta e o melhor resultado desde 2021, quando a expansão atingiu 4,8%.
O mercado também manteve a previsão para o dólar em R$ 5,42 ao fim de 2026. Para o encerramento de 2027, a estimativa é de R$ 5,50.
Com informações de: Agência Brasil
