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SAÚDE
Porto Velho intensifica ações de conscientização sobre tuberculose e alerta para abandono de tratamento

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Programação educativa da Semusa durante o mês de março busca ampliar informação, incentivar diagnóstico precoce e reforçar a importância da continuidade do tratamento na capital

Por Yan Simon - quarta-feira, 04/03/2026 - 09h22

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Porto Velho, RO – Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam um cenário de alerta em Porto Velho em relação ao tratamento da tuberculose. Informações da Divisão de Vigilância Epidemiológica indicam que, na coorte de 2025, referente aos casos diagnosticados em 2024, a taxa de cura de novos casos de tuberculose pulmonar positiva ficou em 58,1%. O índice está abaixo do percentual recomendado pelo Ministério da Saúde, que estabelece mínimo de 85%. No mesmo período, o abandono do tratamento alcançou 32,5%, percentual muito superior ao limite máximo de 5% preconizado pelas autoridades sanitárias.

O levantamento municipal também mostra que, entre 2018 e 2025, considerando dados parciais, foram registrados 4.059 casos notificados da doença em Porto Velho. Desse total, 1.197 pacientes interromperam o tratamento e 71 mortes foram associadas à tuberculose.

Diante desse cenário, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), organizou uma série de atividades educativas ao longo de março, em referência ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março. A programação prevê ações de orientação e mobilização nas unidades de saúde da capital.

A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa provocada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, conhecida como bacilo de Koch. Mesmo sendo considerada curável e contando com tratamento gratuito oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a enfermidade ainda é considerada um importante problema de saúde pública no Brasil e também em Porto Velho.

A gerente da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Semusa, Ivonete Santos, explica que um dos principais desafios enfrentados pelo sistema de saúde é a interrupção precoce do tratamento por parte dos pacientes. Segundo ela, muitas pessoas iniciam a medicação, percebem melhora dos sintomas e acabam abandonando o tratamento antes do período indicado, o que aumenta o risco de agravamento da doença e pode levar ao desenvolvimento de resistência bacteriana aos medicamentos.

O tratamento contra a tuberculose tem duração mínima de seis meses e deve ser realizado de forma contínua, com uso diário de medicamentos. Todo o acompanhamento e fornecimento dos remédios são realizados gratuitamente nas unidades de saúde da rede municipal.

Na capital, o diagnóstico é feito por meio do Teste Rápido Molecular para Tuberculose. A orientação é que pessoas que apresentem tosse por três semanas ou mais procurem a Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa para avaliação médica. A coleta de escarro é realizada na própria unidade e posteriormente encaminhada ao Laboratório Municipal (LAM).

Entre os principais sintomas da doença estão tosse persistente por três semanas ou mais, com ou sem catarro, febre no final do dia, suor noturno, perda de peso, cansaço excessivo, dor no peito e presença de sangue no escarro. Ao perceber esses sinais, a recomendação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde do bairro para investigação adequada.

O secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, informou que as equipes estão sendo mobilizadas para ampliar as ações de acompanhamento e conscientização da população. Segundo ele, a tuberculose tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente na rede municipal, sendo fundamental que os pacientes procurem atendimento e mantenham a medicação até o final do período recomendado.

O prefeito Léo Moraes também destacou que a gestão municipal tem priorizado ações voltadas à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao suporte aos pacientes durante todo o tratamento, como forma de fortalecer o enfrentamento da doença e ampliar a proteção à saúde pública.

Durante o mês de março, as unidades de saúde da capital receberão atividades educativas com palestras, rodas de conversa e distribuição de materiais informativos. A programação inclui palestra para acadêmicos da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) no dia 11 de março, roda de conversa na USF Aponiã no dia 23 de março pela manhã, um Pit Stop na Avenida 7 de Setembro com Campos Sales no dia 24 de março às 16h, roda de conversa na USF Agenor de Carvalho no dia 25 de março às 16h e palestra na Casa Roseta no dia 26 de março às 15h, direcionada aos profissionais da instituição.

As iniciativas seguem orientações do Ministério da Saúde e têm como objetivo ampliar a mobilização social, incentivar a prevenção, estimular o diagnóstico precoce e reforçar a importância da adesão completa ao tratamento.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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