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CRIME ORGANIZADO
Operação da PF prende sete policiais militares suspeitos de ligação com facções e milícias no Rio

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Investigados foram afastados das funções por decisão do STF e são acusados de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro

Por Yan Simon - quarta-feira, 11/03/2026 - 09h40

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Porto Velho, RO – Sete policiais militares do estado do Rio de Janeiro foram presos nesta quarta-feira (11) durante a terceira fase da Operação Anomalia, deflagrada pela Polícia Federal para apurar a atuação de agentes públicos em benefício de organizações criminosas. Os investigados foram conduzidos para a unidade prisional da própria corporação, localizada em Niterói, e passarão por processos administrativos disciplinares, conforme informou a Polícia Militar.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), todos os policiais investigados também foram imediatamente afastados de suas funções públicas. A decisão incluiu ainda a autorização para quebra do sigilo de dados de aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Durante a ação, agentes federais executaram sete mandados de busca e apreensão em diferentes regiões. As diligências ocorreram em bairros da capital fluminense — Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz — além dos municípios de Nova Iguaçu e Nilópolis, na Baixada Fluminense.

As investigações apontam que os policiais utilizavam as prerrogativas da função pública para favorecer grupos criminosos. Segundo a Polícia Federal, foi identificada uma estrutura que prestava apoio logístico ao tráfico de drogas e a milícias, além de atuar na proteção de criminosos e na ocultação de ganhos obtidos de forma ilícita. A corporação afirma que o grupo também participava de mecanismos para ocultar recursos provenientes dessas atividades.

De acordo com a PF, os envolvidos deverão responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais. O material recolhido durante as buscas será submetido a análise para verificar a possível participação de outros agentes no esquema investigado.

A operação integra as investigações da força-tarefa Missão Redentor II, criada para cumprir diretrizes estabelecidas pelo STF no acórdão da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas. Segundo a Polícia Federal, a iniciativa busca padronizar ações de inteligência voltadas ao enfrentamento de facções ligadas ao tráfico de drogas e armas, além de interromper fluxos financeiros dessas organizações e suas conexões com agentes públicos.

Um dia antes da operação, na terça-feira (10), três policiais civis também foram presos pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. Entre eles estava o delegado titular de uma delegacia da capital. O grupo é investigado por utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes do Comando Vermelho, além de envolvimento em práticas de corrupção e lavagem de dinheiro.

Com informações de: Agência Brasil, Polícia Federal

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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