Pesquisa revela empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro
CARO LEITOR, a 23ª rodada da pesquisa da Genial Quaest caiu como um banho de água fria no Palácio do Planalto e na cúpula partidária do PT, bem como dos partidos de esquerda que formam o arco de aliança em torno do nome do presidente Lula (PT-SP). Os números apontaram empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT-SP) na disputa presidencial, cada um com 41%. A ascensão do filho zero um do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) pressiona a comunicação do governo a promover reformulações na comunicação institucional e chama a cúpula do PT à responsabilidade para repensar a estratégia de comunicação no sentido de frear o crescimento da preferência do eleitor pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Neste caso, Flávio não assumiu o personagem do pai, pelo contrário, revelou para os eleitores o seu perfil político mais moderado, racional e com ampla capacidade de diálogo e negociação, construído ao longo do tempo no exercício do mandato de deputado estadual e como senador. Assim, Flávio, como herdeiro do capital político do seu pai, pode encerrar a biografia de Lula com uma derrota eleitoral imposta pelo bolsonarismo.
Registro
A 23ª rodada da pesquisa da Genial Quaest – registro BR-05809/2026, divulgada ontem (12), revelou empate técnico entre o presidente Lula (PT-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial. A pesquisa entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 06 e 09 de março do ano em curso, com margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais e para menos.
Galo
O empate técnico entre o presidente Lula (PT-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial pressiona o PSD de Gilberto Kassab a rever sua estratégia e definir o candidato do partido mediante a ascensão de Flávio. Kassab queria cozinhar o galo até meados do mês de abril.
Haddad
O banho de água fria do empate técnico entre o presidente Lula (PT-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial pode forçar o PT a substituir Lula pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), o que é bem visto entre os banqueiros da Faria Lima pró-Lula.
Herdeiro
O presidente Lula (PT-SP) não tem um herdeiro político que possa chamar de seu, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), e também não quer encerrar a sua carreira política derrotado pelo bolsonarismo. Contudo, Lula tem um afilhado político em quem pode apostar, ou seja, Fernando Haddad, que chegou em segundo lugar na corrida presidencial de 2018.
Jantei
Falando em bolsonarismo, ontem (12), a convite, jantei na casa do pré-candidato a senador e vice-presidente estadual do PL, Bruno do Bolsonaro (PL), em Ji-Paraná. O pré-candidato a governador, senador Marcos Rogério (PL), também estava presente e tivemos uma dupla entrevista, ou melhor, uma prosa descontraída com ambos os pré-candidatos.
Diferente
Em conversa com o pré-candidato a governador, senador Marcos Rogério (PL), percebi um político mais experiente, atento a detalhes, aberto ao diálogo, moderado e preocupado como vai encontrar o estado caso seja eleito governador em outubro próximo. Diferente da impressão deixada daquele Marcos Rogério nas eleições de 2022, ou seja, de arrogante, pedante, fechado para tratativas políticas e sisudo com a imprensa.
Humano
O Marcos Rogério do jantar de ontem (12) me fez lembrar do Marcos que me entrevistou quando eu respondia pela presidência estadual do Partido Humanista da Solidariedade (PHS) no âmbito estadual – fundido com o Podemos. Nessa época, era um Marcos mais humano, receptivo e carismático.
Confidenciou
Durante a nossa prosa, percebi que o senador Marcos Rogério (PL) amadureceu com os erros, ele mesmo confidenciou que não tem mais tempo para errar. Daí começamos a abordar os problemas do estado, os olhinhos de Rogério brilhavam e demonstravam muita vontade para resolver os gargalos do governo, em especial, a saúde e a segurança pública.
Geograficamente
O senador Marcos Rogério (PL) regionalizou a sua campanha ao governo de Rondônia a partir dos arranjos políticos na nominata de deputado estadual e federal. Neste caso, Rogério cobriu geograficamente todos os pontos do estado por meio das candidaturas proporcionais.
Bruno
Falando em candidaturas, o pré-candidato a senador e vice-presidente estadual do PL, Bruno do Bolsonaro (PL), foi muito receptivo e impressiona a sua espontaneidade. Ele me contou sua história de vida desde criança no bairro Caladinho em Porto Velho, como chegou a Ji-Paraná e como se deu a sua aproximação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
Carregar
O pré-candidato a senador e vice-presidente estadual do PL, Bruno do Bolsonaro (PL), além de espontâneo, é expansivo e carismático. Creio que, no corpo a corpo com o eleitorado, vai dar muito trabalho aos adversários, principalmente por carregar o sobrenome Bolsonaro com autorização oficializada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
Peixe
O Bruno do Bolsonaro (PL) mantém alguns trabalhos sociais com pessoas carentes e, na conversa comigo durante o jantar, revelou que “não é por ser de direita que não se preocupa com quem passa fome”. Ele foi enfático em dizer: “Em vez de dar o peixe, é importante ensinar a pescar.”
Bolsonarismo
A cidade de Ji-Paraná, amanhã (14), se torna a capital do bolsonarismo em Rondônia com a presença do presidenciável Flávio Bolsonaro. Ele e a cúpula nacional do PL participam do lançamento da pré-candidatura ao governo do senador Marcos Rogério (PL), além de abonar a ficha de filiação do deputado federal Fernando Máximo na legenda para disputar uma vaga ao Senado.
Organizado
O PL está organizado no âmbito nacional e no âmbito estadual. Dessa vez, a cúpula do PL em Rondônia aprendeu com os erros do passado e construiu uma chapa majoritária competitiva com Marcos Rogério, Fernando Máximo e Bruno do Bolsonaro. Além de regionalizar a campanha com as candidaturas proporcionais. Contudo, o nome do candidato a vice-governador para compor a chapa majoritária será a cereja do bolo.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
Organizou
Enquanto o PL se organizou para a corrida eleitoral no âmbito estadual. O PSD e a federação partidária Renovação Solidária, formada pelos partidos PRD e Solidariedade, sob a coordenação do governador Coronel Marcos Rocha (PSD), seguem se organizando para o embate eleitoral.
Desorganizados
Os partidos de esquerda não conseguem se entender e a Caminhada Esperança não deu liga como previmos. Cada qual foi para o seu lado em busca de seus respectivos interesses próprios na corrida eleitoral. O MDB e a federação União Progressistas seguem desorganizados no jogo eleitoral e o tempo urge por conta do calendário eleitoral e das escolhas dos caminhos que podem levar ao sucesso eleitoral nas urnas.
Sinaliza
Falando em caminhos, as mudanças nas últimas horas no primeiro e segundo escalão no governo realizadas pelo governador Coronel Marcos Rocha (PSD) sinalizam que realmente não deixará o governo em abril próximo, contrariando os nossos prognósticos e de outros que apostavam na renúncia de Rocha para concorrer ao Senado.
SEFIN I
O governador Coronel Marcos Rocha (PSD) exonerou no dia de ontem (12), o secretário de Finanças (SEFIN), Luiz Fernando, após longos anos à frente das finanças do estado e reconhecido pela sua capacidade técnica. Brevemente, ele será o mais novo filiado do PSD e, com as bênçãos de Rocha, poderá compor a chapa majoritária do PSD encabeçada por Fúria, como candidato a vice-governador ou senador.
SEFIN II
No lugar de Luis Fernando na SEFIN, assumiu a titularidade da pasta o adjunto Franco Maegki Ono, mais conhecido como japonês nos meandros do poder. Ele é servidor de carreira da Secretaria de Estado de Finanças (SEFIN) e deverá conduzir a pasta imprimindo o seu estilo de linha dura e rigor fiscal com as contas públicas.
Pontes
A secretária de estado da Educação, Professora Albaniza Batista de Oliveira, não chegou a esquentar a cadeira à frente da pasta, já foi exonerada do cargo por não construir pontes com a Assembleia Legislativa, Ministério Público e Tribunal de Contas. No seu lugar, assumiu o publicitário Massud Jorge Brada Neto, por uma escolha do governador Coronel Marcos Rocha (PSD).
Reputação
A principal missão do novo secretário de estado de Educação, publicitário Massud Jorge Brada Neto, é arrumar as gavetas da pasta, executar o orçamento com transparência e conduzir as políticas educacionais do estado. Massud já trabalhou no Ministério Público de Rondônia e no Tribunal de Contas, goza de confiança e passagem livre por conta da sua reputação ilibada no trato com a coisa pública.
Entregar
O secretário de Saúde, Coronel PMRO Jefferson Rocha, também foi exonerado. À frente da SESAU, Jefferson conseguiu entregar o Hospital Regional de Guajará-Mirim, a reforma do Hospital de Base e do CEMETRON. Além de zerar filas de exames e cirurgias eletivas. Contudo, não conseguiu entregar o EURO de Porto Velho.
Disputar
À frente da SESAU, Coronel PMRO Jefferson Rocha deixou em andamento as obras de requalificação do Hospital João Paulo II e ampliação do Hospital Regional de São Francisco. Jefferson poderá disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo PSD ou Avante.
Jeito
O médico neurocirurgião Edilton Oliveira dos Santos assume a SESAU, que atua no município de Cacoal, é aliado do pré-candidato a governador e prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD). Neste caso, ele deverá imprimir à frente da SESAU, o jeito Fúria de governar.
Sinalização
Diante das mudanças no CPA, o vice-governador Sérgio Gonçalves (União) pode guardar o terno comprado para vestir na posse e usá-lo em outra ocasião. Cancelar o bufê de comemoração e desconvidar quem convidou para assumir o governo com ele, diante da sinalização do governador Coronel Marcos Rocha (PSD) que permanecerá no cargo até o término do mandato.
Inaugurou
Falando em comemoração, o pré-candidato a governador e prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), inaugurou na noite de ontem (12), o Hospital Municipal de Cacoal. A inauguração foi comemorada por Fúria como grande legado da sua administração e um marco para melhorar a saúde no âmbito local.
Enigma
Como hoje é sexta-feira 13, vou deixar um enigma no ar. O rei pode fazer tudo, desde que a rainha não descubra, inclusive as liberalidades sexuais. Contudo, uma traição forjada não gera efeitos positivos perante as leis divinas e dos homens para fazer com que a rainha assuma os destinos do reino.
Sério
Falando sério, o presidente Lula (PT-SP), para ganhar do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), precisa melhorar a percepção econômica dos eleitores em relação ao poder de compra, principalmente, o eleitor do PT que é o de baixa renda. Por sua vez, a equipe econômica do governo desenhou uma política pública que favoreceu mais o eleitor bolsonarista. Esse eleitor aplaudiu, mas, na hora do voto, vai votar naquele que ele prefere, ou seja, o herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).

[Saiba como o Informa Rondônia seleciona seus colunistas e especialistas convidados]




