Artigo analisa a disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, critica a política externa americana e alerta para possíveis impactos nas relações comerciais do Brasil
Professor Nazareno*
A China é um país comunista e hoje tem um PIB que rivaliza com o dos Estados Unidos. Fala-se que a partir dos anos 2030/2035 os chineses vão superar os americanos em produção de riquezas. Com uma economia planejada, mão de obra farta, sem participar praticamente de nenhuma guerra há tempos e com investimentos maciços em sua infraestrutura básica, os orientais estão dominando o mundo e isso, claro, irrita muita gente mundo afora, como os norte-americanos, por exemplo. Só que a China é uma potência nuclear desde 1964 com mísseis balísticos intercontinentais capazes de atingir qualquer parte do mundo em questão de minutos. Pequim confirma que tem mais de 600 ogivas nucleares e daqui a cinco ou dez anos passará de mil dessas armas mortíferas. Donald Trump e o seu país, que está em franca decadência, têm muito medo dos chineses.
Os imperialistas estadunidenses entendem que precisam deter o progresso e o avanço dos comunistas, mas por serem muito covardes e medrosos não os enfrentam diretamente. Aliás, os Estados Unidos sempre tentaram medir forças com quem não as tem: Vietnã, Cuba, Venezuela, Síria, Líbia, Iugoslávia, Coreia do Norte (antes de ter as bombas nucleares), Panamá, República Dominicana. A China de hoje, aliada da Rússia e da Coreia do Norte, é um páreo muito duro para os arrogantes e assassinos americanos. Por isso, os Estados Unidos tentam, dessa forma, inviabilizar o progresso chinês atacando os seus principais amigos e fornecedores. A Venezuela foi invadida e bombardeada e teve o seu presidente preso. Agora, o país caribenho está proibido de negociar com os chineses. Todo o petróleo e o gás venezuelanos têm de ser negociados (roubados) só com os EUA.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
O Brasil tem como maior parceiro comercial justamente a China. E o nosso país precisa colocar “as barbas de molho”. Trump vai arrumar uma desculpazinha qualquer para travar a nossa relação comercial com os chineses. O Irã foi invadido, bombardeado e teve o seu líder assassinado por que negocia e fornece petróleo para o gigante asiático. Sem petróleo e sem outras commodities, a China para de crescer. Desculpas esfarrapadas e mentirosas sempre foram inventadas pelos malditos “yankees” só para saquear e dominar os países mais fracos. O Iraque tinha armas de destruição em massa, a Venezuela produzia drogas, o Irã tem bombas atômicas e por aí vai. E o Brasil? Ora, o Brasil tem o crime organizado, que precisa ser considerado como uma organização terrorista. Além do mais, o nosso país é governado pelo Lula, um homem de esquerda e não alinhado a eles.
Isso sem falar que metade da nossa população é da extrema-direita reacionária que se considera norte-americana “da gema”. Não só presta continência àquela bandeira estrangeira, como sempre teve e ainda tem o sonho de morar ou mesmo de visitar aquele país surreal, habitado em sua maioria por ladrões, genocidas, assassinos e viciados em drogas. Os Estados Unidos são o câncer do mundo e hoje parece que são mandados pelos sionistas. Lula pode até ganhar as próximas eleições daqui, mas não tomará posse. “O golpe de Estado de verdade virá, com certeza, com uma vitória petista”. Os americanos para defender os seus interesses matam a sua própria mãe. E o pior é que não temos como nos defender. Nossas Forças Armadas não aguentariam meia hora de combate com a “máquina de matar gente” daquele país agressor. De qualquer maneira, os EUA vão nos invadir e dominar. Por isso, derrotar a extrema-direita nas urnas já seria um bom caminho.
*Foi Professor em Porto Velho

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