Investigação da PF aponta acesso ilegal a informações fiscais de autoridades; suspeito ainda não foi localizado
Porto Velho, RO – A quebra de sigilos telemáticos de dispositivos móveis e dados armazenados em nuvem vinculados ao empresário Marcelo Paes Fernandez Conde foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi tomada com base em elementos reunidos pela Polícia Federal no âmbito da segunda fase da Operação Exfil, que apura a comercialização de dados sigilosos.
Além da autorização para acesso às informações digitais, também foram expedidos mandados de prisão e de busca e apreensão contra o empresário. Até o momento, ele não foi localizado pelos agentes. A medida contou com o aval da Procuradoria-Geral da República.
As investigações indicam que dados fiscais protegidos por sigilo legal teriam sido acessados de forma irregular por integrantes de um esquema que envolvia servidores públicos, terceirizados, despachantes e intermediários com acesso aos sistemas da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras.
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Segundo a Polícia Federal, o empresário é apontado como financiador do esquema. Teriam sido fornecidas listas de CPFs e realizado pagamento em dinheiro no valor de R$ 4,5 mil para obtenção das informações. O material coletado indica que os dados pertenciam a ministros do Supremo Tribunal Federal, familiares e outras autoridades.
Entre os atingidos estariam o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ministros do Tribunal de Contas da União, deputados federais, ex-senadores, dirigentes de agências reguladoras e um ex-governador. Ao todo, 1.819 pessoas teriam tido dados acessados de forma indevida.
A defesa do empresário informou que tomou conhecimento das medidas, mas ainda não teve acesso ao teor da decisão judicial. De acordo com o advogado Nélio Machado, foi solicitado acesso aos autos e a equipe aguarda análise do pedido para definição das providências cabíveis.
Com informações de: Agência Brasil
