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OPINIÃO DE PRIMEIRA
O MDB de Rondônia tem futuro?; NOVO vem com nomes fortes; e 14 deputados caíram fora de suas legendas

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Rico em história, rico em vitórias, rico em passado. Mas a pergunta é: o MDB de Rondônia tem futuro?

Por Sérgio Pires - quarta-feira, 08/04/2026 - 15h10

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O MDB sempre foi um grande partido em Rondônia. Elegeu o primeiro governador, Jerônimo Santana. Elegeu outro, Valdir Raupp. Teve grandes senadores, deputados federais, deputados estaduais, inúmeros prefeitos e vereadores. Foi, por longo tempo, o maior partido político do Estado, unindo, em suas fileiras, algumas das maiores lideranças que já tivemos.

Seria preciso mais que um livro para nominar a todos. Isso foi no passado. Hoje, dividido, com uma ou duas lideranças fortes, só por milagre conseguirá eleger alguém em outubro. Pelo seu passado ilibado e por sua história pessoal, quem sabe Amir Lando tenha alguma chance ao Senado. Mas, quem mais?

Com um único grande líder (Confúcio Moura) o partido foi levado para a base de apoio ao governo do presidente Lula, ignorando o racha ideológico que tomou conta do país e, obviamente, de Rondônia, virando as costas para o eleitorado conservador e de direita, que, em sua imensa maioria, é contra a esquerda, o esquerdismo e o atual governo brasileiro.

O MDB perdeu seu presidente regional, o deputado federal Lúcio Mosquini, que quer se reeleger – e tem enormes chances disso – por contestar a posição de apoio ao socialismo vindo do seu partido, de cima para baixo. Mosquini, que conhece a política local como ninguém, sabia que, no partido que presidia, não teria chance alguma perante a imensa maioria do eleitorado. Está agora no PL.

E os demais emedebistas históricos e com voto? Amir está voltando agora. Valdir Raupp e a ex-deputada Marinha Raupp, campeões de votos, não querem nada mais com a política. Nem o excelente ex-vice-governador Orestes Muniz. Dois deputados federais que o partido elegeu caíram fora (Mosquini e Thiago Flores) e, agora, surge uma nominata de pouquíssimos conhecidos e muitos desconhecidos, alguns que estão começando na política.

Houve época em que o MDB elegeu mais da metade dos prefeitos do Estado. Na penúltima eleição, elegeu apenas nove. Em 2024, elegeu apenas quatro. Algum deles se destaca na política rondoniense?

Agora o partido nega que está sob uma espécie de intervenção do Diretório Nacional, afirmando, por alguns dos seus membros, que não há qualquer documento neste sentido e que há apenas alguém, que se diz representante do presidente Baleia Rossi esteve aqui, impondo orientações. Ora, não tem ninguém com comando regional que possa usar seu celular e falar diretamente com o presidente nacional, para que ele desminta a intervenção? Até agora ela não foi desmentida.

Enfim, está assim aquele que já foi o maior partido político de Rondônia. Sem nomes fortes, sem lideranças conhecidas, sem ligação direta com o povão, não há partido que sobreviva.

O MDB tem uma rica história, tem um grande passado. Mas a pergunta é: o MDB de Rondônia tem futuro?

TRÊS MULHERES PODEROSAS, EX-DEPUTADO E NOMES CONHECIDOS NA RELAÇÃO DE CANDIDATOS DO PSD À CÂMARA FEDERAL

Além de Luís Fernando Pereira, que concorre ao Senado, três mulheres e dez homens foram apresentados pelo partido para disputarem as oito cadeiras da Câmara Federal. Alguns nomes são muito conhecidos e bons de voto. Outros, surgindo agora, em busca de espaço na política estadual. São treze os candidatos que o partido presidido pelo governador Marcos Rocha, o PSD, apresentou para concorrer à Câmara Federal. Duas ex-deputadas, uma federal, outra estadual, estão na relação e também um ex-deputado federal.

As mulheres: a agora ex-primeira dama de Cacoal, Joliane Fúria, que por muito pouco não se elegeu deputada federal na eleição passada; a atuante ex-deputada federal Jaqueline Cassol, que concorreu ao Senado na última eleição, alcançando mais de 104 mil votos e, ainda, a ex-deputada estadual e hoje vereadora de Ouro Preto do Oeste, Rosária Helena.

Na relação masculina, está o ex-deputado federal Luiz Cláudio da Agricultura, que dirigia a Emater até o último final de semana. Também consta o nome do pastor Evanildo Abreu, vereador de Porto Velho. Mas há novidades importantes. Uma delas o radialista e homem de Televisão Adilson Honorato, figura popular e muito querida nos meios da mídia. O Dr. Fábio da 429, muito conhecido em sua região, também está no pacote. Daniel Pittbull, Júnior Lopes e Fernando Vilas, este um empresário de Ariquemes, completam a relação.

Com tantos nomes quentes, o partido de Rocha sonha com pelo menos duas cadeiras na nova composição da bancada federal. Os mais otimistas falam em até uma a mais, mas daí já passa para a fase do devaneio, até porque os demais partidos também vêm com gente muito boa de voto.

PODEMOS COMPLETA RELAÇÃO PARA A CÂMARA COM NOMES FORTES E DOIS DOS ATUAIS DEPUTADOS FEDERAIS

Quem imaginava, há alguns meses atrás, que o Podemos, então um partido apenas em ascensão em Rondônia, conseguisse apresentar uma nominata das mais quentes para a disputa das oito cadeiras na Câmara Federal? Pois graças à liderança do prefeito Léo Moraes, presidente regional, o partido conseguiu formatar um grupo político dos mais fortes, com chances reais de eleger um ou dois deputados federais nas eleições de outubro.

Pois foi Léo que comandou o processo de atração de nomes importantes para a relação de candidatas para sua sigla e manteve outros, que lá já estavam. Primeiro, atraiu a juíza aposentada Euma Tourinho, em sua assessoria, preparando a candidatura dela, que tem grandes chances de dar certo. Trouxe para o Podemos, por exemplo, a atual deputada federal Cristiane Lopes, que busca a reeleição e, ainda, a dra. Tânia Sena, líder dos garimpeiros da região e um nome dos mais respeitados em todas as ações em que atua, inclusive como ativa líder sindical.

No time masculino, o partido de Moraes confirmou a busca de novo mandato do controvertido deputado Rafael Fera, que saiu do partido num dia e voltou no outro. Outro nome forte é do ex-secretário de saúde Jaime Gazola, já experiente na política, como vereador em Porto Velho. No time também estão o pastor Valadares, Jair Top Car, Almir do Sindsef e Uender Nogueira.

De um partido pouco mais que nanico, o Podemos, com a eleição de Léo para a Prefeitura da Capital, deu um salto de importância na política regional. A tal ponto que o apoio dele está sendo disputado por pelo menos dois concorrentes ao Palácio Rio Madeira/CPA, também conhecido como Palácio do Governo.

PL TEM DUPLA FORMADA AO SENADO E UMA NOMINATA DAS MAIS PODEROSAS PARA A DISPUTA DA CÂMARA FEDERAL

O PL de Rondônia vem com tudo para a eleição de outubro. Além de um dos nomes mais fortes ao Governo (o presidente regional da sigla, senador Marcos Rogério), o partido já tem os dois nomes ao Senado, uma nominata muito forte para a Câmara Federal e, ainda, tomou a maioria na Assembleia Legislativa, com sete deputados.

Para o Senado, o partido tem pelo menos um nome fortíssimo: o do deputado federal e ex-secretário de saúde do Estado, Fernando Máximo. Ele foi o campeão de votos para a Câmara Federal na última eleição e aparece muito bem em todas as pesquisas. O outro é o pecuarista Bruno Scheid, de Ji-Paraná escolhido a dedo, pessoalmente, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Já em busca das cadeiras da Câmara Federal, o partido terá candidaturas poderosas. E a lista ainda não está completa. Mas estão certos o atual deputado federal Lúcio Mosquini, em busca do quarto mandato; o Coronel Chrisóstomo, que quer chegar pela terceira vez ao Congresso; a vereadora Sofia Andrade, destaque na Câmara de Porto Velho; o Coronel Régis Braguin, cujo comando na PM rondoniense entrou para a história no combate ao crime e, ainda, o líder empresarial Marcelo Lessa, de Ariquemes.

Neste momento, Marcos Rogério aparece sempre em destaque em todas as pesquisas, incluindo as que passaram a ter obrigatoriedade de registro na Justiça Eleitoral. Seus principais adversários são Adailton Fúria e Hildon Chaves. Rogério conta com um handicap, num Estado extremamente bolsonarista: tem o aval pessoal de Jair Bolsonaro e do presidenciável Flávio Bolsonaro, que veio a Rondônia para lançá-lo candidato ao Governo.

ERRO CRASSO: ATÉ A 25ª HORA, MUITA GENTE ACHAVA QUE MARCOS ROCHA RENUNCIARIA PARA CONCORRER

Há muito tempo o governador Marcos Rocha afirmava que não concorreria ao Senado. Até a 25ª hora, muitos dos que não o conhecem como um homem de palavra e que dá grande valor à honra pessoal, ainda afirmavam que ele voltaria atrás. Mesmo na sua equipe, muitos torciam para que Rocha concorresse. Outros tantos, que achavam que Sérgio Gonçalves poderia ser a continuidade do atual governo, torciam para que ele assumisse. E que Rocha saísse para concorrer.

Um erro crasso de quem não conhece de perto o político e o homem. Marcos Rocha tem defeitos como todos os políticos, mas quando empenha sua palavra; quando vai a público fazer uma afirmação, aquela que depende apenas dele, da sua decisão pessoal, não há retorno.

No sábado à noite, horas antes do prazo final que, se candidato, teria que se desincompatibilizar, o Governador postou um vídeo nas redes sociais, acabando com a boataria e as Fake News: avisou, pela enésima vez, que não sairia do seu cargo e que só o passaria ao seu sucessor no dia 5 de janeiro.

Tinha gente, inclusive com experiência na vida pública, que jurava por todos os santos que Marcos Rocha não iria aguentar a pressão da família, de amigos, de eleitores, de correligionários, do comando nacional do PSD e que, na última hora, mudaria de planos.

Quem o conhece mais de perto, contudo, sabia: nem todos os políticos são iguais, quando empenham sua palavra. Mas Marcos Rocha é um político diferente. Manteve o que disse, contra todas as pressões. E quer entregar muito mais ao Estado, nos próximos meses. Palavra ele tem!

QUEM DIRIA? PARTIDO NOVO VEM COM NOMINATA MUITO FORTE PARA DISPUTAR A ELEIÇÃO EM RONDÔNIA

Uma das surpresas para esta eleição que se aproxima é o Partido Novo. Com figuras nacionais fortes em nível nacional, como o deputado gaúcho Marcelo Van Hatten, o ex-governador mineiro Romeu Zema; o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles; o desbravador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, entre muitos outros, em Rondônia a sigla era praticamente desconhecida. Até agora.

Nos últimos dias, o Novo conseguiu adesões poderosas. Já tem nomes fortes para a Câmara Federal, como o empresário e especialista em questões ambientais Maurício Conti. Contudo, a maior surpresa é na relação de candidatos potencialmente fortes para disputarem vagas na Assembleia Legislativa, onde até agora o partido não tinha nenhum representante.

Tem um agora. E um nome de peso. O Dr. Luiz do Hospital, de Jaru, eleito em 2022 com 18.248 votos, o oitavo com maior votação, vai disputar a reeleição pelo Novo. Mas tem muito mais nomes conhecidos. Lucas Follador, vereador em Ariquemes, é um deles. Outro: o ex-deputado Ari Saraiva, de Ji-Paraná, com passagem destacada na Assembleia Legislativa.

Tem mais: o quatro vezes deputado Edson Martins, ex-prefeito de Urupá; dr. Gilbert, vereador de Porto Velho; o ex-vice-prefeito da Capital, Edgar do Boi e, ainda, entre outros candidatos, outro vereador de Porto Velho, Luis Jeovar e, para concluir com chave de ouro, um dos mais famosos e assistidos apresentadores da TV rondoniense, Augusto José.

Ou seja: o Novo vem com tudo para a disputa de outubro. Parece irreal, mas é a mais pura verdade!

GRANDE TROCA DE PARTIDOS NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: 14 SE ALOJARAM EM NOVAS SIGLAS PARA CONCORRER

Dos 24 deputados estaduais, 14 deles trocaram de partido durante a janela que autorizava a mudança, sem perda de mandato. Todos, claro, fazendo contas e optando por qual sigla teriam mais chances de reeleição. Houve também casos em que o parlamentar não conseguiu espaço em outros partidos, porque, se entrassem, tirariam as chances de eleição de vários outros.

O PL, do candidato ao governo Marcos Rogério, saltou de um para sete deputados: Alan Queiroz, Ezequiel Neiva, Dra. Taíssa Sousa, Lucas Torres, Luizinho Goebel, Num Barroso e Jean Mendonça.

O segundo em tamanho é o PRD, aliado ao governo Marcos Rocha e Adailton Fúria e presidido por seu chefe da Casa Civil, Elias Rezende. Mudaram para ele Ribeiro do Sinpol, Jean Oliveira, Pedro Fernandes, Edevaldo Neves, Lebrinha e Rosângela Donadon, totalizando uma bancada com seis nomes.

A Federação União Brasil/Progressistas, que tem como candidato o ex-prefeito Hildon Chaves, tinha Cirone Deiró e Ieda Chaves e agora tem um terceiro nome: Ismael Crispin.

O PSD, aliado ao candidato Adailton Fúria (assim como o PRD), ficou bem menor. Tem apenas o deputado mais votado em 2022, Laerte Gomes; Cássio Góis e Eyder Brasil.

O Avante agora tem um representante, o ex-presidente da Casa, deputado Marcelo Cruz. E o Partido Novo cooptou Luizinho do Hospital. O presidente Alex Redano permanece no Republicanos. O Podemos fica com um deputado: Delegado Camargo.

Por fim, a Federação PT, PV e PC do B manteve sua única representante: Cláudia de Jesus.

PSB OFICIALIZA SAMUEL COSTA PARA O GOVERNO E LANÇA INDÍGENA PARA CONCORRER AO SENADO

O PSB terá candidato ao Governo de Rondônia. E não será seu presidente regional, o bom de voto Vinicius Miguel. Mesmo tendo se afastado do cargo de secretário municipal e tendo o aval do prefeito Léo Moraes, Vinicius preferiu não disputar novamente e indicar outro nome: o do advogado e jornalista Samuel Costa. Samuel sonhava em ter seu nome escolhido pelos partidos de esquerda, ficou sem espaço depois que o PT decidiu por Expedito Netto.

Samuel é um forte defensor do governo Lula. Na TV, onde participa de programa de grande audiência na REMA TV, se notabiliza nos debates por confrontar críticas ao lulismo e ao esquerdismo. Nas suas atividades políticas, sempre foi de esquerda.

Samuel já concorreu ao Governo e à Prefeitura, sempre por partidos nanicos. É a primeira vez que tem o aval de uma legenda um pouco mais forte. O PSB tem cinco senadores e 17 deputados federais e, obviamente, está na base de apoio ao governo Lula.

Junto com Samuel, o PSB apresentou, como sua candidata ao Senado, a representante indígena Neidinha Suruí. Ela é conhecida por defender pautas ambientalistas e também a agenda de direitos humanos.

A indicação de Neidinha Suruí e de outros nomes teria sido um dos motivos para que o senador Confúcio Moura passasse a pensar em desistir da sua reeleição, porque já não contaria com o apoio de todos os eleitores da esquerda rondoniense. Mas isso é apenas uma ilação.

EM GUAJARÁ, ONDE QUASE 20 MIL VIVEM DO BOLSA FAMÍLIA, MEIO MILHÃO DE REAIS POR UM SHOW DE FORRÓ

Guajará-Mirim volta ao mapa nacional. Não pelo fato de que 92 por cento de toda a sua área é intocada, nem pela má qualidade de vida da sua população, nem por ter apenas seis mil pessoas com carteira assinada enquanto cerca de 20 mil habitantes vivem do Bolsa Família, com renda individual aproximada de 770 reais.

O motivo é outro: a Prefeitura contratou um show da cantora Juliana do Bonde e da banda Bonde do Forró, conhecido por apresentações com repertório popular e músicas de duplo sentido.

Neste sábado, dia 11, em parceria com a Secretaria de Cultura e Juventude do Estado (Sejucel), haverá show gratuito para a população, ao custo de meio milhão de reais aos cofres públicos.

Guajará entra, assim, no circuito de cidades pequenas, com orçamento limitado e diversos problemas estruturais, que optam por investir em shows nacionais. Situações semelhantes ocorreram em outras regiões do país, como cidades do Nordeste que anunciaram shows de alto custo e tiveram eventos barrados pela Justiça, e casos em Minas Gerais também cancelados por decisão judicial.

Em Guajará, o evento está confirmado para o Bumbódromo, com expectativa de grande público.

PERGUNTINHA

Qual sua opinião (acredita ou não?) sobre esta informação dada por parte da imprensa brasileira: “o Brasil registrou o sexto maior crescimento econômico entre os países do G20 em 2025, com expansão de 2,3 por cento do Produto Interno Bruto. O resultado levou a economia brasileira a atingir cerca de 12 trilhões e 700 bilhões de reais, superando o desempenho de economias como Estados Unidos, Canadá e o bloco da União Europeia no período. Com o resultado, o país completa cinco anos consecutivos de crescimento econômico, mantendo trajetória de recuperação após os impactos da pandemia?”

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AUTOR: SÉRGIO PIRES





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