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ECONOMIA BRASILEIRA
Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 5,09% em 2026, aponta Banco Central

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Boletim Focus registra nova alta na estimativa do IPCA, enquanto mercado mantém previsão para a taxa Selic e ajusta expectativa de crescimento da economia.

Por Yan Simon - segunda-feira, 01/06/2026 - 15h35

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Porto Velho, RO – A expectativa das instituições financeiras para a inflação oficial do país voltou a subir. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (1º), a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,04% para 5,09% em 2026.

Com o novo ajuste, a estimativa permanece acima do limite máximo da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Dessa forma, o teto permitido é de 4,5%.

A revisão representa a décima segunda elevação consecutiva nas projeções do mercado. Entre os fatores apontados para a pressão inflacionária estão os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis, com impactos também sobre outros setores da economia.

Mesmo com a alta das projeções para o ano, os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o IPCA acumulado em 12 meses atingiu 4,39% em abril. No mesmo mês, a inflação oficial ficou em 0,67%, influenciada principalmente pelo aumento dos preços dos alimentos.

Para os anos seguintes, as estimativas sofreram poucas alterações. A projeção para 2027 passou de 4,01% para 4,02%, enquanto para 2028 e 2029 as previsões seguem em 3,66% e 3,5%, respectivamente.

No campo da política monetária, a taxa básica de juros permanece como principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Atualmente, a Selic está em 14,5% ao ano, após redução de 0,25 ponto percentual promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião realizada em abril.

Entre junho de 2025 e março deste ano, a taxa foi mantida em 15% ao ano, o maior patamar registrado em quase duas décadas. Embora a desaceleração da inflação tenha permitido o início do ciclo de cortes, o cenário internacional e a pressão sobre combustíveis e alimentos seguem sendo fatores observados pela autoridade monetária.

Na ata da última reunião, o Banco Central informou que acompanha os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis efeitos sobre a trajetória da inflação. A próxima decisão sobre os juros está prevista para os dias 16 e 17 de junho.

Segundo os analistas consultados pelo Focus, a Selic deverá encerrar 2026 em 13,25% ao ano. Para 2027, a expectativa é de recuo para 11,25%, enquanto para 2028 e 2029 a projeção é de 10% ao ano.

As previsões para a atividade econômica também foram atualizadas. O mercado elevou de 1,89% para 1,9% a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Para 2027, a estimativa permanece em 1,7%, enquanto para 2028 e 2029 a projeção é de expansão de 2% em ambos os anos.

Dados do IBGE mostram que a economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores. No acumulado de 12 meses, a expansão foi de 2%.

Já para o câmbio, o mercado financeiro manteve a expectativa de que o dólar encerre este ano cotado a R$ 5,16. Para o final de 2027, a projeção é de R$ 5,25.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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