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SEGURANÇA PÚBLICA

Hildon Chaves critica baixa execução de R$ 46 milhões federais para segurança em Rondônia

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Auditoria do TCE-RO aponta que Estado aplicou R$ 6,1 milhões em 2025, equivalente a 13,2% dos recursos disponíveis do Fundo Nacional de Segurança Pública

Por Yan Simon - segunda-feira, 24/08/2026 - 07h24

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Porto Velho, RO – Rondônia executou apenas R$ 6,1 milhões dos cerca de R$ 46 milhões disponíveis em 2025 por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), segundo dados apresentados no guia “Os Desafios dos Próximos 4 Anos”, elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) em parceria com o Ministério Público de Contas (MPC-RO). A diferença entre o montante disponível e o efetivamente aplicado passa de R$ 39 milhões.

Os números foram utilizados pelo candidato ao Governo de Rondônia Hildon Chaves, da Federação União Progressista, para criticar a capacidade de execução dos recursos destinados à segurança pública estadual.

De acordo com o levantamento citado pelo candidato, os repasses federais para Rondônia cresceram 33% entre 2022 e 2025, passando de R$ 34,5 milhões para R$ 46 milhões. No mesmo período, entretanto, o percentual de execução apresentou queda sucessiva.

Em 2022, o Estado teria executado 93,2% dos valores disponíveis. O índice caiu para 73% em 2023, 52,9% em 2024 e chegou a 13,2% em 2025. Em valores absolutos, foram utilizados R$ 32,2 milhões em 2022 e R$ 6,1 milhões no ano passado.

“Isso significa que, de cada R$ 100 disponíveis, apenas R$ 13 viraram policiamento, equipamento ou proteção real no ano passado”, afirmou Hildon. O candidato relacionou a baixa execução à necessidade de melhorar a gestão dos recursos federais destinados ao setor.

Ex-promotor de Justiça e ex-prefeito de Porto Velho por dois mandatos, Hildon sustenta que o problema não está apenas na disponibilidade financeira. “Rondônia não tem um problema de recursos, tem um problema de gestão. A União mandou o recurso, e o governo do Estado simplesmente não usou”, declarou.

O material apresentado pela campanha também compara a situação rondoniense com a aplicação de recursos do FNSP em outros estados. No Pará, aproximadamente R$ 25 milhões teriam sido empregados na aquisição de 2,8 mil armas de eletrochoque, dez veículos blindados destinados ao enfrentamento do crime organizado e equipamentos de perícia e tecnologia para a Polícia Científica, incluindo um scanner a laser 3D.

No Mato Grosso do Sul, conforme os dados citados, mais de R$ 176 milhões foram utilizados para aquisição de 624 pistolas, 522 viaturas policiais e distribuição de quase mil coletes balísticos às forças de segurança.

Hildon afirma que pretende enfrentar o problema logo no início de uma eventual administração. O Plano de Governo 2027-2030 apresentado por sua candidatura e registrado na Justiça Eleitoral inclui, entre as medidas previstas para os primeiros 100 dias, a proposta de “destravar a execução dos recursos da segurança pública”.

Segundo o candidato, a intenção é converter os valores disponíveis em estrutura para as forças policiais. “No meu governo, o rondoniense vai ver os policiais na rua, combatendo a criminalidade, com viatura nova, equipamento em dia e delegacia funcionando”, afirmou.

Os dados citados por Hildon se referem à execução dos recursos federais disponíveis para a segurança pública e não significam, por si só, que todo o montante não aplicado tenha sido definitivamente perdido ou devolvido à União. A crítica apresentada pelo candidato concentra-se no baixo percentual efetivamente executado em 2025.

Com informações de: Governo de Rondônia, Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, Tribunal de Contas do Estado de Rondônia; Ministério Público de Contas

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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