Em sabatina da SIC TV, candidato do União Brasil falou sobre saúde, segurança pública, contas do Estado, Previdência, industrialização, trajetória política, idade e definiu os adversários na disputa pelo Governo
Porto Velho, RO – O candidato ao Governo de Rondônia Hildon Chaves, do União Brasil, classificou Adaílton Fúria como “afoito”, rejeitou a prioridade de construção de um novo prédio para o Iperon, prometeu entregar um novo Hospital João Paulo II em dois anos e meio e apresentou propostas para saúde, segurança pública, gestão das contas estaduais e industrialização durante sabatina realizada pela SIC TV. A entrevista foi exibida na terça-feira, 15 de setembro, dentro da série da emissora com os candidatos ao Governo de Rondônia.
Logo no início, Hildon retomou a própria trajetória. Falou do período como promotor de Justiça, da atuação empresarial no setor de educação e dos dois mandatos como prefeito de Porto Velho. Ao tratar da administração municipal, afirmou que a capital recebeu 820 quilômetros de asfalto durante os oito anos de sua gestão e apresentou dois pontos como bases de sua proposta administrativa: combate à corrupção e qualidade da gestão.
“Por isso eu afirmo que os recursos públicos, os recursos das prefeituras, dos governos, são sim suficientes para o atendimento das demandas do nosso povo”, declarou.
A saúde ocupou parte significativa da sabatina. Hildon disse que, quando assumiu a Prefeitura de Porto Velho, as unidades de saúde precisavam de reparos, afirmou que houve revitalização da estrutura existente e implantação de seis novas unidades. Também citou a utilização de tecnologia para que usuários pudessem consultar a disponibilidade de medicamentos e afirmou que a cobertura da atenção básica passou de pouco mais de 50% para a faixa dos 70%.
Ao passar para a estrutura estadual, concentrou as críticas no Hospital João Paulo II. “Foram várias tentativas de resolver, porque isso é uma vergonha para todos os rondonienses. Infelizmente ninguém resolveu essa questão até agora”, afirmou. Hildon assumiu o compromisso de construir uma nova unidade e indicou prazo de dois anos e meio.
Também disse que pretende reorganizar o atendimento estadual para reduzir o transporte de pacientes entre municípios.
Dentro desse modelo, citou especialmente os casos de trauma e ortopedia. A proposta apresentada é contratar hospitais em municípios com maior estrutura para realizar procedimentos de menor complexidade, evitando que todos os pacientes sejam encaminhados para Porto Velho. Hildon usou como exemplo uma fratura simples, cujo atendimento, segundo os valores mencionados por ele na entrevista, ficaria entre R$ 7 mil e R$ 10 mil no mercado, e defendeu a criação de uma tabela para contratação desses serviços pelo Estado.
Na segurança pública, Hildon foi questionado sobre policiais militares que estariam trabalhando fora da atividade policial. O candidato disse não ter confirmação do número apresentado na pergunta, mas afirmou que pretende rever a situação. Ao mencionar estruturas como Tribunal de Contas e Ministério Público, declarou: “Já têm os seus orçamentos, então cada um contrate a sua estrutura.” Ele ressalvou que determinadas situações podem exigir a presença de policiais e disse que qualquer mudança deverá ser construída com a própria tropa.
Ainda nesse tema, lembrou os 21 anos como promotor. “A minha prioridade é defender a vida, salvar vidas, salvar pessoas”, afirmou. Em seguida, declarou ter colocado aproximadamente 500 assassinos na cadeia. Hildon também falou em rever questões relacionadas aos praças e citou necessidades existentes no Corpo de Bombeiros, na Polícia Científica e na Polícia Civil.
Ao falar de desenvolvimento econômico, o candidato disse que Porto Velho recebeu R$ 2 bilhões em investimentos privados na construção civil durante os oito anos de sua administração. Também citou Jaru como exemplo de município com obras e afirmou que uma função do governo deve ser criar condições para a prosperidade. Segundo Hildon, durante as viagens de campanha pelo estado, encontrou uma preocupação recorrente com a saída de jovens. “Os jovens estão indo embora. Os jovens estão sem esperança, sem esperança de crescimento, de valorização”, declarou.
Outro bloco tratou das contas públicas e do Iperon. Em pergunta gravada, o candidato Pedro Abib apresentou números sobre comprometimento do orçamento estadual e crescimento do passivo previdenciário. Hildon respondeu que o problema previdenciário é recorrente no país, lembrou reformas realizadas ao longo dos anos e disse que gestão e ajustes serão necessários. Como comparação, afirmou que encontrou a Previdência municipal com cerca de R$ 300 milhões em caixa quando assumiu Porto Velho e que o montante passou de R$ 1 bilhão ao final de sua administração.
Na sequência, foi questionado sobre o projeto mencionado durante a entrevista para construção de um prédio destinado ao Iperon. A resposta foi direta. “De maneira nenhuma. De maneira nenhuma. O Estado é um péssimo gestor. Imagine o Estado agora virando imobiliária. Vai dar errado. Isso não vai dar certo”, afirmou. Hildon também disse: “Deixem os recursos bem aplicados, corram de bancos como o Banco Master.”
Sobre a situação financeira do Estado, afirmou que, se eleito, pretende repetir medidas que disse ter adotado na Prefeitura de Porto Velho. “Chegando ao governo do Estado, eu vou fazer o que eu já fiz à frente da prefeitura de Porto Velho. É fazer mais com menos.” Entre as medidas citadas estiveram corte de despesas consideradas desnecessárias, revisão de contratos e análise de aluguéis.
A industrialização também entrou na entrevista. Hildon defendeu que Rondônia agregue valor a parte do que produz em vez de manter a produção voltada principalmente à saída de matéria-prima. Citou alimentos, produção agrícola e soja, além da possibilidade de utilização da posição geográfica do estado para abastecimento de outros mercados da região amazônica.
Questionado sobre a expressão “tiozão”, usada por ele anteriormente, Hildon tratou da própria idade e de comentários sobre sua condição física. Disse estar próximo dos 60 anos e afirmou: “Eu não tenho nenhum problema de saúde.” Também mencionou a possibilidade de ter tido episódios assintomáticos de Covid e relacionou essa hipótese a dificuldades que havia comentado anteriormente.
No bate-pronto do fim da sabatina, Hildon foi convidado a definir os adversários em poucas palavras. Adaílton Fúria foi chamado de “afoito”. Expedito Netto foi definido como “idealista”; Marcos Rogério, como “bem-intencionado”; Pedro Abib, como “um jovem idealista”; e Samuel Costa, como “um guerreiro, um batalhador”.
Nas considerações finais, Hildon pediu que o eleitorado pesquise o histórico dos candidatos, as experiências de vida, o que já administraram e a experiência de gestão de cada concorrente. “Eu faço um pedido a todos vocês que pesquisem muito, principalmente o perfil dos candidatos a governador do nosso Estado de Rondônia, quais as experiências de vida, o que eles já administraram, quais as experiências de gestão”, declarou.
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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