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Camargo surge como alternativa para a Saúde; Rafael Fera entra nos cálculos para 2028; e Léo levou Paroca ao poder na Câmara?

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Coluna aborda a disputa presidencial, a movimentação de Mariana Carvalho, a revisão de contratos do Estado, os bastidores da Sesau, os planos envolvendo Rafael Fera para 2028 e a articulação que levou Zé Paroca ao comando da Câmara

Por Herbert Lins - quarta-feira, 14/10/2026 - 09h10

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Prof. Herbert Lins – MTE 1143

Nos bastidores do poder, acordos são rompidos, alianças se redesenham e a política cobra seu preço

CARO LEITOR, o presidente Lula (PT-SP) corre o risco de perder a Presidência para Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diante do desgaste econômico e do sentimento antipetista. Em 2022, prometeu picanha, farofinha e cervejinha, mas a expectativa de bem-estar social não se traduziu em alívio suficiente para muitos brasileiros. Governou olhando pelo retrovisor, apostando em programas sociais, sem apresentar um horizonte convincente de autonomia econômica. O Brasil quer empreender, mas enfrenta impostos elevados, burocracia, juros altos e o custo de uma máquina pública pesada. Ao ignorar essas aspirações, Lula abriu espaço para o discurso adversário. A economia, somada à rejeição ao PT, tornou-se um teste decisivo para sua reeleição. Flávio pode capitalizar esse descontentamento, mas a eleição permanece aberta: o eleitor decidirá se cobra a conta do governo ou renova sua confiança.

Prosperidade

Por que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) venceu Lula (PT-SP) no primeiro turno? A resposta está no discurso de prosperidade: enquanto Flávio projeta o futuro, Lula insiste nas realizações passadas, sem convencer sobre como pretende melhorar a vida do brasileiro.

Sonham

Como digo nas entrevistas, o trabalhador CLT e o informal da periferia também sonham em empreender, conquistar autonomia e prosperar. Porém, muitos hesitam diante da burocracia, da carga tributária elevada e dos riscos que envolvem abrir um negócio no Brasil.

Ferramenta

O empreendedorismo é uma ferramenta de transformação social. Em A Riqueza das Nações, Adam Smith analisa como o trabalho, o interesse individual e a liberdade econômica contribuem para a prosperidade. Empreender pode gerar renda, empregos e riqueza.

Repete

Convicto de que está eleito, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) evita debates e entrega as ruas a Lula (PT-SP). Repete o erro do salto alto de Fernando Henrique Cardoso, favorito em São Paulo, mas derrotado na eleição municipal de 1985.

Custar

Convencido da vitória, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reduziu o ritmo da campanha para negociar seu eventual governo. Carlos Bolsonaro (PL-SC) alerta: não há eleição ganha. Enquanto isso, Lula ocupa as ruas, e o salto alto pode custar caro.

Adesão

Rondônia, tradicionalmente identificado com a direita, viu o PT realizar uma passeata de grande proporção, algo raro nos últimos tempos. Petistas, antes acomodados, ocuparam as ruas da capital. Mas o destaque foi a adesão dos jovens.

Contato

A presença do político nas bases é insubstituível. WhatsApp e redes sociais ampliam o alcance, mas não substituem o olho no olho, a escuta e o contato direto com a população. Política se faz com presença, confiança e compromisso com as pessoas.

Movimentou

O Dia das Crianças, na capital, foi marcado por ações sociais de empresas e políticos, com brincadeiras, distribuição de brinquedos e doces. A iniciativa levou alegria à criançada e movimentou diferentes bairros de Porto Velho.

Mariana

Chamou a atenção da coluna a passagem da ex-deputada federal Mariana Carvalho (Republicanos) por alguns bairros da capital. Recebida com carinho, gritos e abraços, ela demonstrou manter proximidade com moradores e presença nas comunidades.

Anunciou

O governador eleito Marcos Rocha (PL) anunciou que pretende auditar os contratos firmados na gestão do governador Coronel Marcos Rocha (PSD). A revisão deve alcançar áreas estratégicas, como SESAU, SEDUC, SESDEC, SEOSP, SEDEC, CAERD e DER.

Identificar

A auditoria poderá identificar sobrepreços, desperdícios ou serviços desnecessários, caso existam. A revisão ou o encerramento de contratos irregulares pode gerar economia aos cofres públicos, liberando recursos para investimentos em infraestrutura e serviços essenciais, sempre com transparência e respaldo legal.

Sinalizou

Em resposta à coluna, o deputado federal eleito Jaime Gazola (Podemos) descartou a possibilidade de assumir a Secretaria de Estado da Saúde (SESAU). Direto ao ponto, afirmou: “Fui eleito deputado federal”. Com isso, sinalizou que sua prioridade é exercer o mandato conquistado nas urnas, afastando, por ora, especulações sobre sua ida para o Executivo estadual.

Radar

Diante da recusa de Jaime Gazola em assumir a SESAU, surge o nome do vice-governador eleito Delegado Rodrigo Camargo (Podemos) como alternativa para comandar a Saúde. Conhecido pelo ritmo intenso de trabalho, ele desponta no radar político.

Questionam

Nos bastidores, porém, há ressalvas sobre a capacidade do Delegado Camargo para gerir uma pasta tão complexa. Críticos questionam seu preparo técnico e equilíbrio emocional para enfrentar os desafios da Saúde, área que exige experiência, diálogo e decisões ponderadas.

Espaço

Resta agora convencer Cristiane Lopes (Podemos) a trocar Brasília por Rondônia, abrindo espaço para que o primeiro suplente, Rafael Fera (Podemos), permaneça na Câmara Federal. Fera foi aliado de primeira hora do governador eleito Marcos Rogério (PL).

Interesse

Por que a cúpula do Podemos teria interesse em manter Rafael Fera no mandato federal? A estratégia pode mirar 2028, garantindo ao parlamentar visibilidade política, presença institucional e espaço para construir sua candidatura à Prefeitura de Ariquemes.

Desempenho

Em 2022, Rafael Fera em Ariquemes, obteve 14.465 votos (1,66%) para deputado federal. Em 2026, alcançou 15.035 votos (1,61%). O desempenho mantém seu nome no tabuleiro político e alimenta as especulações sobre uma possível disputa pelo Paço Municipal da capital do Vale do Jamari.

Popularidade

O prefeito Léo Moraes (Podemos) surfa na popularidade e pode se beneficiar da parceria com o governador eleito Marcos Rogério (PL). Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também poderá ampliar os recursos federais destinados à capital.

Precisam

Diante desse cenário, os partidos de oposição a Léo precisam se organizar desde já para 2028. Mais do que criticar a gestão, será necessário formar quadros competitivos, construir alianças e apresentar projetos capazes de conquistar a confiança do eleitorado de Porto Velho.

Apontado

O vereador Adriano Gomes (PRTB) é apontado por colegas como responsável pelo rompimento do acordo para manter o Pastor Evanildo (PSD), pai do deputado Marcelo Cruz (Avante), na presidência da Câmara Municipal de Porto Velho.

Agiu

Em conversas informais, segundo relatos de bastidores, Adriano teria afirmado que, com Evanildo na presidência, trabalharia pela cassação do prefeito Léo Moraes (Podemos). A informação teria chegado ao prefeito, que agiu para desmontar o acordo.

Arranjo

Astuto, Léo Moraes teria articulado a mudança de cenário, abrindo caminho para Zé Paroca (Avante) assumir a presidência da Casa. No fim, a disputa virou um arranjo entre aliados: Marcelo Cruz e Paroca pertencem à mesma sigla, o Avante.

Sério

Falando sério, na política rondoniense, palavra empenhada virou artigo de luxo, acordo tem prazo de validade e lealdade dura até aparecer uma cadeira mais confortável. Nos bastidores, todos juram defender o povo, mas brigam mesmo é pelo poder. E o eleitor? Esse só é lembrado quando chega a hora de pedir votos.

Com informações de: Herbert Lins

Rodapé da coluna

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AUTOR: HERBERT LINS





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