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FUMAÇA EM RONDÔNIA

Porto Velho registra qualidade do ar prejudicial à saúde mesmo com queda de 32,8% nas queimadas

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Fumaça transportada por ventos do Amazonas eleva índice de poluição na capital a 120; Prefeitura orienta moradores sobre medidas de proteção

Por Yan Simon - quarta-feira, 14/10/2026 - 07h02

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Porto Velho, RO – Apesar da redução de 32,8% nos focos de incêndio registrados em Porto Velho neste ano, a capital de Rondônia enfrenta problemas na qualidade do ar. O Índice de Qualidade do Ar (IQA) atingiu 120 pontos, conforme monitoramento da empresa suíça IQAir, patamar considerado prejudicial para grupos sensíveis, especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

O levantamento municipal aponta que, entre janeiro e o início de outubro de 2026, foram contabilizados 680 focos de incêndio na capital. No mesmo intervalo de 2025, haviam sido identificados 1.013 registros. A diminuição das ocorrências locais, entretanto, não impediu que a fumaça de queimadas em outras regiões chegasse à cidade.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), correntes de vento transportam para Rondônia a fumaça produzida por incêndios no Amazonas. Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram a concentração de fumaça naquele estado e sua dispersão em direção a municípios vizinhos, incluindo Porto Velho.

A situação ocorre em meio ao aumento expressivo das queimadas no território amazonense. Dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indicam que, somente nos dez primeiros dias de outubro, foram identificados 1.380 focos de incêndio, quantidade 271% superior à registrada no mesmo período de 2025.

A estiagem na região, que também afeta o rio Madeira, contribui para agravar as condições ambientais. Diante da presença de fumaça e da baixa umidade, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) recomenda que os moradores aumentem o consumo de água, utilizem máscaras de proteção quando necessário e mantenham os ambientes umidificados com toalhas molhadas ou recipientes com água.

A orientação é direcionada principalmente às pessoas mais vulneráveis aos efeitos da poluição atmosférica. A secretaria também reforça a necessidade de evitar queimadas e comunicar às autoridades situações que possam provocar incêndios.

O prefeito Léo Moraes ressaltou que, embora parte da poluição tenha origem fora do município, a participação dos moradores é necessária para diminuir os impactos ambientais. Segundo ele, medidas preventivas e denúncias de queimadas contribuem para proteger a população, principalmente crianças, idosos e pessoas com maior vulnerabilidade.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Arthur Borin, também pediu a colaboração dos moradores. Ele destacou que a fumaça transportada de outros estados exige atenção redobrada à saúde e reforçou a importância de impedir novos focos de incêndio no território municipal.

As denúncias relacionadas a queimadas, descarte irregular de resíduos e outras práticas que ofereçam risco de incêndio podem ser encaminhadas pelo WhatsApp (69) 98423-4092. O atendimento presencial ocorre na sede da Sema, localizada na rua General Osório, nº 81, Centro, das 8h às 14h.

Além da redução nas ocorrências de incêndio em 2026, dados do Programa Queimadas, vinculado ao Inpe, apontam diminuição de 60% na poluição atmosférica de Porto Velho entre 2024 e 2025.

Em 2024, a capital enfrentou um período de intensa fumaça associado à estiagem e às condições climáticas extremas. Conforme informações da Agência Nacional de Águas (ANA), a influência do El Niño contribuiu para o agravamento da seca e para o aumento do risco de incêndios. Naquele período, a poluição comprometeu a qualidade ambiental, afetou a navegação no rio Madeira e provocou problemas respiratórios na população.

Mesmo com os indicadores locais de queimadas abaixo dos registrados nos anos anteriores, a possibilidade de temperaturas elevadas e períodos prolongados de baixa umidade mantém a necessidade de acompanhamento das condições climáticas.

Entre as ações adotadas pelo município estão a ampliação das fiscalizações, campanhas de conscientização, intensificação das vistorias e contratação de uma organização especializada no combate a incêndios.

A Prefeitura de Porto Velho informou que mantém o monitoramento dos focos de incêndio e dos indicadores de qualidade do ar, além das medidas preventivas voltadas à redução dos impactos da fumaça sobre a população.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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