Levantamento da Semusa aponta 57 casos de dengue até outubro, contra 212 em 2025, e reforça a necessidade de combater os criadouros do Aedes aegypti.
Porto Velho, RO – A classificação de Porto Velho como município de médio risco de infestação pelo Aedes aegypti mantém as autoridades de saúde em alerta, mesmo diante da diminuição dos casos de dengue em 2026. O resultado consta no 2º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre maio e junho, e orienta as estratégias de prevenção adotadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).
De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Geisa Brasil, o índice identificado não significa que exista uma ameaça imediata de surto. Entretanto, a permanência do mosquito nas áreas monitoradas exige acompanhamento contínuo e medidas para impedir sua reprodução.
O levantamento também permite identificar regiões que necessitam de maior atenção das equipes de saúde. Com base nesses dados, os agentes de combate às endemias realizam atividades de fiscalização, identificação de criadouros e orientação aos moradores.
A redução dos registros da doença aparece nos dados epidemiológicos atualizados até 19 de outubro de 2026. Neste ano, foram contabilizados 57 casos de dengue na capital rondoniense. Em 2025, o município registrou 212 ocorrências, enquanto em 2024 o total chegou a 584 casos.
Outras doenças transmitidas pelo mesmo mosquito também são acompanhadas pela Vigilância em Saúde. Os registros de chikungunya passaram de 20 casos em 2024 para 61 em 2025. Até 19 de outubro deste ano, foram contabilizadas 27 ocorrências.
Em relação à zika, houve 16 notificações confirmadas em 2024 e cinco em 2025. No período analisado de 2026, nenhum caso havia sido registrado no município.
Apesar dos números menores, a Semusa ressalta que a circulação do Aedes aegypti continua exigindo cuidados da população. A presença de recipientes com água acumulada em residências, terrenos e quintais pode favorecer a reprodução do mosquito, responsável pela transmissão das três doenças.
Entre as recomendações estão a limpeza frequente de calhas, a vedação adequada de caixas-d’água, a colocação de areia nos pratos de plantas e o descarte correto de objetos capazes de armazenar água da chuva. Pneus, garrafas, baldes e outros recipientes também devem permanecer protegidos ou ser eliminados quando não utilizados.
A atenção precisa ser intensificada durante o período chuvoso, quando o acúmulo de água em ambientes externos pode ampliar as condições favoráveis à proliferação do transmissor. A verificação periódica de ralos, quintais e demais espaços das residências integra as medidas recomendadas pela Vigilância em Saúde.
O prefeito Léo Moraes destacou que o enfrentamento das doenças transmitidas pelo mosquito depende tanto das atividades desenvolvidas pelo poder público quanto da colaboração dos moradores. Segundo ele, a administração municipal trabalha no fortalecimento das ações de vigilância e prevenção, enquanto os cuidados domésticos contribuem para reduzir os riscos à comunidade.
Além da eliminação dos criadouros, a Secretaria Municipal de Saúde orienta a população a procurar atendimento médico diante de sinais suspeitos de dengue, chikungunya ou zika.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, explicou que sintomas como febre, dores musculares, dor de cabeça e manchas avermelhadas na pele exigem avaliação profissional. Ela ressaltou que o diagnóstico correto permite definir o tratamento adequado e diminuir a possibilidade de complicações.
A recomendação é buscar a unidade de saúde mais próxima ao perceber manifestações compatíveis com essas doenças. Paralelamente, o município mantém as atividades de vigilância epidemiológica e as ações educativas para estimular a eliminação de possíveis focos do mosquito ao longo de todo o ano.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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