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Lula anuncia maior participação popular e regulamentação das plataformas digitais após reeleição

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Presidente conquistou mais de 64 milhões de votos, agradeceu apoio dos eleitores e afirmou que enfrentou interferência externa durante a disputa eleitoral

Por Yan Simon - segunda-feira, 26/10/2026 - 08h51

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Porto Velho, RO – A ampliação da participação da população nas decisões do governo e o fortalecimento da comunicação digital estão entre as mudanças anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para seu próximo mandato. Reeleito neste domingo (25), com mais de 64 milhões de votos, o petista apresentou as primeiras diretrizes da nova gestão durante pronunciamento realizado em São Paulo, após a confirmação do resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Durante o discurso, Lula afirmou que pretende modificar a relação entre o governo e a sociedade, permitindo maior envolvimento dos cidadãos nas decisões administrativas. A utilização das plataformas digitais também deverá ocupar uma posição mais relevante na comunicação institucional da Presidência da República.

“Nós vamos fazer o povo participar mais nas nossas decisões”, declarou o presidente, ao abordar as mudanças previstas para o próximo mandato.

Outro tema destacado foi a necessidade de estabelecer regras para o funcionamento das plataformas digitais no Brasil. Segundo Lula, a campanha eleitoral enfrentou interferências provenientes do exterior, realizadas por meio dessas ferramentas. O presidente defendeu que práticas criminosas cometidas no ambiente virtual recebam tratamento equivalente ao aplicado aos delitos praticados fora da internet.

Lula também criticou a atuação de grandes empresas de tecnologia que, conforme sua avaliação, movimentam bilhões de reais, deixam de recolher tributos no país e procuram influenciar os resultados das eleições brasileiras.

“Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual crime na vida real”, afirmou.

O pronunciamento ocorreu por volta das 22h20, no hotel InterContinental, na capital paulista. Depois de conversar com jornalistas e apoiadores, o presidente deixou o estabelecimento em direção à avenida Paulista, onde eleitores se reuniram para comemorar sua vitória.

A reeleição garante a Lula seu quarto mandato à frente da Presidência da República. O petista governou o Brasil entre 2003 e 2010 e retornou ao cargo em 2023. Ele completará 81 anos na terça-feira (27) e destacou, durante o discurso, ser o único presidente brasileiro sem diploma universitário a conquistar quatro eleições presidenciais.

Ao comentar o resultado das urnas, Lula agradeceu o apoio recebido de diferentes segmentos da população. O presidente mencionou especialmente a participação de jovens e idosos na votação, ressaltando a mobilização de eleitores durante a segunda etapa da disputa.

O petista relatou ter acompanhado situações de pessoas com dificuldades de locomoção que receberam auxílio de familiares para comparecer às seções eleitorais. Segundo ele, a participação desses cidadãos demonstrou a importância atribuída ao voto e à preservação do processo democrático.

“Eu queria agradecer ao povo brasileiro a generosidade que eles têm comigo há muito tempo”, declarou.

O deputado federal André Janones, responsável por coordenar ações de apoio à candidatura de Lula nas redes sociais, também foi mencionado pelo presidente. O parlamentar participou das atividades de comunicação desenvolvidas durante o segundo turno e esteve presente no pronunciamento realizado após a apuração.

Entre as autoridades que acompanharam a manifestação estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Alexandre Padilha, Wellington Dias e Esther Dweck, além de parlamentares e representantes políticos ligados à campanha.

Também participaram do encontro Fernando Haddad, Aloizio Mercadante, Camilo Santana, Marina Silva, Simone Tebet, Eduardo Suplicy, Sâmia Bonfim, João Campos e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, que atuou na coordenação de comunicação da campanha presidencial.

A disputa eleitoral foi acompanhada por manifestações realizadas em diferentes regiões brasileiras após o primeiro turno. Os atos reuniram participantes em defesa da democracia, da Constituição Federal e de direitos estabelecidos após o encerramento da ditadura militar.

Lula disputou o segundo turno contra Flávio Bolsonaro, em uma eleição marcada por diferenças entre as propostas dos candidatos para áreas como economia, direitos humanos e políticas sociais.

No campo econômico, o presidente reeleito pretende dar continuidade à estratégia adotada em sua atual administração. Entre as prioridades estão os investimentos públicos, a manutenção dos programas de transferência de renda e a execução de iniciativas voltadas à infraestrutura, à indústria e à geração de empregos.

O Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida estão entre os programas que deverão ser preservados e aperfeiçoados. A continuidade das políticas de combate à fome e das medidas de proteção social também integra o planejamento apresentado pelo governo.

Na área fiscal, Lula defende a manutenção do arcabouço que estabelece parâmetros para o crescimento das despesas públicas. Em relação à tributação, sua proposta prevê maior progressividade, com participação proporcionalmente superior das pessoas de renda mais elevada no financiamento das atividades do Estado.

A valorização do salário mínimo acima da inflação, a preservação dos direitos trabalhistas e os investimentos em inovação, reindustrialização e fontes renováveis de energia também fazem parte das propostas econômicas do presidente.

Para a educação, estão previstas medidas destinadas à ampliação da oferta de vagas em creches e pré-escolas, ao aumento das matrículas em tempo integral e à formação de professores.

Programas como o Pé-de-Meia e o Pé-de-Meia Licenciatura deverão continuar entre as iniciativas federais. O governo também pretende reforçar o Bolsa Mais Professores, com o objetivo de estimular a formação de docentes e ampliar a permanência desses profissionais nas redes públicas de ensino, especialmente em localidades e áreas do conhecimento com carência de professores.

As propostas apresentadas integram as prioridades defendidas por Lula para o novo mandato, que terá início em janeiro de 2027, após a vitória conquistada nas eleições presidenciais de 2026.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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