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GARIMPO ILEGAL

PF destrói 72 equipamentos usados no garimpo ilegal no Rio Madeira e inutiliza 16 mil litros de diesel

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Operação Nêmesis foi realizada entre Calama e São Carlos, em Rondônia, com apoio do Ibama; mercúrio e celulares apreendidos poderão ajudar a identificar responsáveis e financiadores.

Por Yan Simon - quarta-feira, 28/10/2026 - 09h21

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Porto Velho, RO – A identificação dos proprietários de dragas e dos possíveis financiadores da exploração clandestina de ouro no Rio Madeira passou a integrar as investigações da Polícia Federal após a apreensão de oito aparelhos celulares e três frascos de mercúrio. Os materiais foram recolhidos durante uma ofensiva realizada na terça-feira (27), em Rondônia, e serão submetidos à análise para auxiliar na apuração das responsabilidades pela atividade ilegal.

A intervenção também resultou na inutilização de 72 embarcações e equipamentos utilizados na extração irregular de minério, além de 16 mil litros de óleo diesel empregados no abastecimento das estruturas de garimpo. A ação ocorreu em um trecho do Rio Madeira localizado entre os distritos de Calama e São Carlos, na região de Porto Velho.

Entre os bens inutilizados estão 25 bombas de draga, 21 motores, 17 dragas, quatro bombas de água, três voadeiras e dois rebocadores. Conforme a Polícia Federal, os equipamentos eram empregados tanto na retirada do ouro do leito do rio quanto nas etapas de beneficiamento do material extraído sem autorização.

Os trabalhos foram executados por equipes da Polícia Federal, com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), durante a Operação Nêmesis. A mobilização teve como finalidade combater o garimpo ilegal e desarticular estruturas utilizadas na exploração de recursos minerais em território rondoniense.

Além da inutilização dos equipamentos, a operação permitiu reunir elementos que poderão contribuir para o avanço das investigações. A análise dos celulares apreendidos poderá fornecer informações relevantes para identificar quem controla as embarcações e quem disponibiliza recursos financeiros para a manutenção da atividade clandestina.

De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos poderão ser responsabilizados por usurpação de bem da União, extração de recursos minerais sem autorização e uso de substância tóxica.

As investigações continuam para esclarecer a participação dos responsáveis pelas estruturas encontradas no Rio Madeira e identificar os possíveis financiadores do garimpo ilegal na região.

Com informações de: Polícia Federal

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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