Informa Rondônia — Novembro Azul
JUSTIÇA

Médica é denunciada por morte de paciente em lipoescultura e Justiça suspende seu exercício da medicina

Médica é denunciada por morte de paciente em lipoescultura e Justiça suspende seu exercício da medicina
Pronto
0%Atalhos: Espaço (play/pausa), S (parar), ←/→ (volta/avança)
🛠️ Acessibilidade:

MPRJ afirma que ela perfurou o intestino da paciente em três pontos e que não tem título de especialista em cirurgia plástica; Promotoria aponta ao menos três mortes após procedimentos

Por Yan Simon - sexta-feira, 06/11/2026 - 09h47

Informa Rondônia Compartilhe esta reportagem
0 ações
Link copiado.

Porto Velho, RO – A Justiça do Rio de Janeiro recebeu denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro contra a médica Geysa Leal Correa pela morte de uma paciente após um procedimento de lipoescultura. Ao receber a denúncia, o juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo determinou a suspensão imediata do exercício da medicina pela profissional.

Segundo o MPRJ, a médica perfurou o intestino da paciente em três pontos distintos durante o procedimento.

De acordo com as investigações, a paciente apresentou queixas imediatas de dores intensas e falta de ar, mas teve os sintomas minimizados pela médica. Só no dia seguinte, com o agravamento crítico do quadro, foi transferida para o Hospital do Coração Samcordis. Aline Heloisa morreu nove dias depois, em 22 de novembro, em razão de infecção generalizada.

A denúncia sustenta ainda dois pontos sobre as condições em que o procedimento foi feito: a médica não tem título de especialista em cirurgia plástica, e o local não dispunha dos recursos necessários para o pronto atendimento de intercorrências graves.

O Ministério Público afirmou que a denunciada “já tinha um histórico marcado por sucessão de tragédias envolvendo suas pacientes — inclusive já tendo sido denunciada por homicídio pelo MPRJ — evidenciando o descaso com a vida humana”.

Conforme a Promotoria, há pelo menos três casos de óbito após procedimentos de lipoaspiração e lipoescultura, além de ocorrências que resultaram em deformidades permanentes em pacientes.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro informou que a profissional está regular na instituição. “Até o momento, não foi recebida nenhuma notificação judicial a respeito do caso. O Cremerj reitera que, ao receber, cumprirá qualquer ordem judicial”, diz o conselho.

Denúncia recebida não é condenação: significa que a Justiça aceitou a acusação e que a ré passa a responder ao processo, no qual é assegurado o direito de defesa.

Foto: Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





COMENTÁRIOS: