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EDITORIAL
A Capital reencontrada: o método por trás da reconstrução de Porto Velho e o desafio de 2026

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Reposicionamento simbólico, comunicação como ferramenta de gestão e a transição para um ciclo de consolidação administrativa em 2026

Por Informa Rondônia - quinta-feira, 08/01/2026 - 11h10

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Em 2025, Porto Velho atravessou um movimento que extrapolou o campo das obras e dos serviços públicos. A gestão municipal optou por uma estratégia deliberada de reposicionamento institucional da cidade, tratando identidade urbana, pertencimento e visibilidade pública como elementos centrais da administração. Não se tratou de um processo espontâneo, tampouco de um ajuste pontual de imagem. Houve decisão política explícita de reconstruir a relação entre a capital e seus moradores, utilizando a comunicação institucional como instrumento permanente de gestão.

Esse reposicionamento teve como ponto de partida a compreensão de que a cidade havia perdido centralidade simbólica no imaginário coletivo. Em resposta, a gestão passou a adotar uma narrativa contínua que recolocou Porto Velho como eixo do discurso público. A cidade deixou de ser apenas cenário das ações administrativas e passou a ser protagonista da mensagem institucional, com foco na valorização da história, dos espaços urbanos e da identidade local.

As ações simbólicas e culturais desempenharam papel estruturante nesse processo. Eventos públicos com grande participação popular foram incorporados à agenda municipal, promovendo ocupação dos espaços urbanos por famílias e diferentes segmentos da população. Símbolos históricos, especialmente referências à Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, passaram a ser utilizados de forma recorrente em ações públicas, reforçando vínculos com a memória coletiva e com a formação histórica da capital. O efeito prático dessas iniciativas foi a reativação do sentimento de pertencimento e a reconstrução da autoestima urbana.

Paralelamente ao campo simbólico, houve avanço concreto na infraestrutura e nos serviços públicos. A pavimentação asfáltica ganhou ritmo, projetos antes travados foram destravados e ações estruturadas de drenagem urbana começaram a ser implementadas. A política de limpeza urbana deixou de ser episódica e passou a operar em caráter permanente. Um marco relevante foi a mudança de status do hospital municipal, que deixou de ser apenas uma promessa administrativa e passou à condição institucional, integrando efetivamente a estrutura da saúde pública da capital.

Esse conjunto de ações produziu reflexos externos. A gestão municipal recebeu premiações e reconhecimentos institucionais, e Porto Velho passou a ter maior visibilidade em âmbito nacional. O reconhecimento não se limitou a aspectos técnicos, mas dialogou diretamente com a percepção de que a cidade havia retomado protagonismo no debate urbano e administrativo.

Do ponto de vista da gestão, observou-se alinhamento consistente entre discurso público, ações administrativas e entregas. A comunicação deixou de operar apenas como canal informativo e passou a ser utilizada para mobilização social e reconstrução da confiança pública. A cidade, enquanto conceito e território, ocupou posição central na narrativa institucional, reforçando a coerência entre planejamento, execução e comunicação.

Esse reposicionamento encontrou respaldo na avaliação política. Pesquisas de opinião realizadas em 2025 indicaram 75% de aprovação da gestão do prefeito Léo Moraes. O dado, por si só, não explica o fenômeno, mas ajuda a dimensionar a adesão social a uma estratégia que combinou ações materiais e simbólicas. A aprovação reflete, sobretudo, a percepção de coerência entre o que foi anunciado, executado e comunicado ao longo do ano.

A transição para 2026 ocorre em um cenário distinto. A nova gestão inicia o ano com orçamento pleno, ampliação das responsabilidades fiscais e planejamento de grandes obras de infraestrutura. Estão previstos novos investimentos na área da saúde, continuidade e ampliação do programa de pavimentação, avanços em drenagem urbana e mobilidade, além da expansão de políticas de ação e inclusão social. A requalificação de espaços públicos e a implementação de políticas estruturantes com foco em planejamento, execução e transparência passam a ocupar o centro da agenda administrativa.

No campo político-institucional, o prefeito Léo Moraes mantém presença constante em meios digitais e veículos de comunicação, utilizando esses canais para alinhar expectativas da população em relação a 2026. Há uma assunção pública dos desafios administrativos futuros, com discurso voltado à consolidação das entregas e ao aprofundamento das mudanças iniciadas no ano anterior.

A síntese desse ciclo é objetiva. 2025 foi o ano do reposicionamento simbólico e da retomada institucional de Porto Velho. Um período em que a cidade voltou a se reconhecer no próprio discurso e a ocupar espaço no imaginário coletivo. Já 2026 se apresenta como o ano da consolidação administrativa, no qual a narrativa construída será testada pela capacidade de execução de obras estruturais, pela sustentabilidade fiscal e pela manutenção da confiança pública. O desafio deixa de ser reconstruir a identidade e passa a ser sustentar, com entregas concretas, a centralidade que Porto Velho voltou a ocupar.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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