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COLUNA DO SPERANÇA
Gonçalves e a fragilidade na corrida ao CPA; Máximo e a troca partidária rumo ao Senado; Nazif e a tentativa de “ressurreição”

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Disputas antecipadas, migrações estratégicas e o retorno de velhos nomes marcam o tabuleiro político de Rondônia às vésperas das eleições

Por Carlos Sperança - terça-feira, 13/01/2026 - 15h29

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Nesta terça-feira, 13, o jornalista Carlos Sperança aborda os principais movimentos do cenário político rondoniense, destacando a dificuldade de Porto Velho em apresentar um nome competitivo ao governo do Estado, com o vice-governador Sérgio Gonçalves exposto à artilharia dos adversários; a articulação do deputado federal Fernando Máximo, que se prepara para mudar de partido visando uma candidatura ao Senado; e a volta de ex-parlamentares derrotados nas últimas eleições, como Mauro Nazif, que tentam retomar espaço e protagonismo no processo eleitoral de 2026.

Dados gigantes

Diariamente novas descobertas são anunciadas sobre a Amazônia. Isso é natural por conta de sua vastidão, pelo muito que ainda falta estudar sobre a região. No entanto, algumas notícias de descobertas e revelações não representam apenas informações extras sobre a realidade da floresta: são dados de extrema relevância para o país e o mundo.

A ação dos EUA na Venezuela revelou a fragilidade da segurança na região. Uma poderosa ave de rapina mergulha e leva impunemente um pintinho de um quintal de galinhas. Há também denúncias sobre a atuação em território brasileiro da facção criminosa venezuelana Tren de Aragua. São evidências que afirmam a necessidade de controlar com rigor o território amazônico, o que depende de boa diplomacia e força militar. 

Só o que foi destruído não volta mais ou ao menos demora muito a se recompor. Por isso é tão importante a nova coleção de mapas e dados lançada pelo MapBiomas Solo, ao mostrar que o Brasil estoca 37,5 gigatoneladas de carbono orgânico do solo (COS) nos 30 cm superficiais – e mais da metade desse volume (52%) está na Amazônia. Sendo percentuais e extensões gigantes, é preciso redobrada atenção com o volume de madeira retirada ilegalmente da floresta, com danos para o bioma em geral e a degradação desse rico solo em particular. Os prejuízos que o crime traz, em consequência, também são gigantescos.

A ressurreição

Derrotados em eleições recentes, alguns ex-deputados estaduais estarão de volta a disputa neste ano buscando a ressurreição política. Um deles é o ex-prefeito e ex-deputado federal Mauro Nazif (PSB). Seguem a lista outros parlamentares que já foram do alto clero do legislativo estadual, como o ex-presidente Hermínio Coelho, o dirigente partidário Jair Montes (Avante). Do interior buscam a volta ao topo os ex-deputados Adelino Folador (Ariquemes), Cássia dos Muletas (Jaru), Só na Bença (Pimenta Bueno) e Carlos Magno (Ouro Preto do Oeste). Para federais os ex-parlamentares: Amir Lando (Porto Velho), Natan Donadon (Vilhena), Nilton Capixaba (Cacoal), José Amauri (Jaru).

Nome competitivo

Chama atenção o fato de Porto Velho, que possui um terço do eleitorado de Rondônia não contar com um nome competitivo para disputar o governo estadual. O único candidato postando o CPA é o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil), considerado presa fácil pelos opositores do interior. O ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) seria o nome mais robusto para enfrentar as lideranças do interior como o senador Marcos Rogerio (PL-Ji-Paraná), o prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), entre outros nomes cogitados. Já se tratando ao Senado, a capital poderá emplacar uma das duas cadeiras com Fernando Máximo (a caminho do PL).

As mudanças

Algumas mudanças partidárias já estão se encaminhando para as eleições de outubro. Em vista da janela partidária aberta em março se prolongando em abril, dispositivo que permite a troca de partidos sem a punição da perda de mandato. A principal delas é a do deputado federal Fernando Máximo (União Brasil) aderindo ao PL para disputar o Senado. Segue também com o deputado federal Lucio Mosquini (MDB) que ainda não acertou a nova agremiação. Deixará o MDB onde era general – e onde mandava nos recursos do fundão eleitoral – para ser apenas soldado no PP ou nos Republicanos?

Áreas congestionadas

Observando as nominatas regionais se constatam baitas congestionamentos de candidaturas a Câmara dos Deputados na região de Rolim de Moura e Cacoal (Zona da Mata e região do Café), e Ji-Paraná, na região central. Senão vejamos, por Rolim e Cacoal são postulantes à Câmara dos Deputados Joliane Fúria, Jaqueline Cassol, Expedito Junior e Luís Claudio. Em Ji-Paraná e região central a coisa ainda é com mais canibalismo. Por ali existem, pelo menos 15 postulantes à Câmara dos Deputados, apenas dois em melhores condições de emplacar mandatos que são os ex-prefeitos Jesualdo Pires e Esaú Fonseca. Congestionamento no Cone Sul além com os clãs Donadon (com Natan), Neiva de Carvalho (com Viveslando) e Clã Goebel com Evandro Padovani.

O atrevimento

O lançamento de nomes como do deputado federal Mauricio Carvalho, do ex-deputado federal Expedito Neto e do coronel Braguim além do vice-governador Sergio Gonçalves, também pertencente ao baixo clero tem sido malhado pelo “atrevimento”, pelo balão de ensaio, pelo jogo de cena na atual conjuntura política estadual. Mas na história política de Rondônia alguns políticos saíram do anonimato para se tornarem signatários do alto clero. O mais recente é o próprio atual governador Marcos Rocha (União Brasil) considerado um mero participante em recentes eleições estaduais e que acabou reeleito. O que se dizer do ex-prefeito Roberto Sobrinho, que saiu do zero nas pesquisas para uma virada sensacional? Amorim não bateu na disputa ao Senado o prodigioso Amir Lando, na década passada? 

Via Direta

*** O PT prepara forte nominata para a Assembleia Legislativa. Desde a ex-senadora Fatima Cleide (Porto Velho), a atual deputada estadual Claudia de Jesus (Ji-Paraná), a dirigente do Sintero Leo Simão, ao ex-vereador Sidney Orleans, entre outros nomes conhecidos *** Já em plena era do pedágio mais caro do Brasil a população rondoniense se revolta com a omissão da classe política que deixou a situação chegar a este ponto *** A conclusão geral é que os políticos rondonienses não se omitiram de graça. É o mesmo sistema vigente em outros estados, com a diferença é que a omissão rondoniense está custando a tarifa mais elevada do País.

AUTOR: CARLOS SPERANÇA





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