A igreja corre um sério risco quando troca Jesus Cristo pela idolatria do poder
CARO LEITOR, as palavras fé, ousadia e alegria norteiam a minha vida e minhas escolhas. Como sou ousado, não tenho medo de escrever sobre religião e política, principalmente quando a igreja corre o sério risco de trocar Jesus Cristo pela idolatria de poder. Neste caso, causa-me espécie quando a fé passa a ser moldada por pautas políticas, e não pelo Evangelho. Debruçado nos livros de Geografia e Religião da renomada geógrafa brasileira Zeny Rosendahl, aprendi que a igreja e a reflexão teológica mostram que nenhum projeto de Estado ou de poder político pode ser confundido com o Reino de Deus. O pensamento geográfico alerta que, quando o Estado deixa de ser laico, ele caminha para se tornar um Estado teocrático, consequentemente, faz surgir um falso Deus. Ultimamente, presenciamos igrejas brasileiras aplaudindo mais políticos do que exaltando Jesus Cristo e o Evangelho, esquecendo que o Reino inaugurado por Jesus não se identifica com partidos, ideologias ou líderes políticos, mas confronta todos eles a partir da cruz, da ressurreição, misericórdia e graça. Assim, sem medo de ser feliz, afirmo que a igreja não existe para ser transformada em palanque político ou sustentar projetos de poder, mas para testemunhar o Reino de Deus que nasce na cruz e aponta para o caminho da nova criação.
Concepção
Cristãos não são proibidos de participar da vida pública, orar pelas autoridades e buscar justiça. Na minha concepção, o que não se pode é divinizar políticos, relativizar pecados por conveniência ou transformar o púlpito da igreja em palanque político.
Erro
Quando a fé é reduzida a pautas políticas e defendem líderes com fervor quase religioso, a política deixa de ser instrumento de transformação social e passa a ser objeto de adoração. Por conseguinte, sacralizam políticos e repetem o erro do nacionalismo cristão.
Chamados
Os cristãos não são chamados a defender políticos ungidos, justificar o injustificável e trocar o Evangelho por projeto de poder político. Os cristãos são chamados para seguir a Jesus Cristo, testemunhar os milagres, discernir os tempos e buscar o Reino de Deus.
Jesus
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) bastou ser indicado como candidato a presidente da República pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), que aceitou Jesus, passou a frequentar cultos e fazer lives de pregação.
Confessou
Falando em Jesus, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em entrevista ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, confessou que a CPMI do INSS identificou o envolvimento de igrejas e líderes religiosos em esquemas de fraude contra aposentados.
Pressão
Segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o colegiado da CPMI dos INSS tem sofrido pressão de comunidades religiosas para que nomes influentes não sejam investigados ou expostos. Quem serão esses grandes pastores? Quais igrejas estão envolvidas no escândalo do INSS?
Espiritual
O pastor Silas Malafaia não é o escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) para visitá-lo e dar apoio espiritual na carceragem da Polícia Federal em Brasília. A defesa de Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes do STF autorização para o bispo Robson Lemos Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, e o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, para visitarem Bolsonaro.
Tripudiou
A coluna perguntou ao senador Confúcio Moura (MDB-Ariquemes) e ao senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) por mensagem no WhatsApp sobre o episódio narrado pelo governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) quando um parlamentar recém-eleito para o Senado tripudiou dele perguntando: “Quem é você? Você foi eleito por um acaso, isso não existe, isso é um absurdo.”
Feitio
O senador Confúcio Moura (MDB-Ariquemes) negou que tenha distratado o governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) em qualquer momento e que não faz parte do seu feitio ser agressivo ou deselegante com ninguém. Realmente, Confúcio possui uma capacidade de resiliência extraordinária e equilíbrio emocional invejável.
Pergunta
Já o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) não respondeu à mensagem de WhatsApp com a pergunta se tripudiou do governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) quando foi a Brasília atrás de recursos dos nossos parlamentares federais. Assim, se não foi Confúcio, fica a pergunta no ar: então foi Rogério?
Palanques
Em colunas pretéritas, escrevi que a Caminhada Esperança, formada por partidos de esquerda, não resistiria ao início da pré-campanha eleitoral. O MDB, PSB, PDT e as federações partidárias PT/PCdoB/PV e Rede/PSOL deverão construir seus próprios palanques para dar sustentação financeira aos candidatos proporcionais.
Complementar
Os partidos MDB, PSB, PDT e as federações partidárias PT/PCdoB/PV e Rede/PSOL, bem como as legendas de direita, centro-direita e extrema-direita, precisam lançar candidatos a governadores para ter acesso aos recursos do FEFC e complementar o financiamento das campanhas dos candidatos a senadores, deputados estaduais e federais.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
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Racha
O primeiro racha na Caminhada Esperança aconteceu com a federação Rede/PSOL ao lançar o nome do advogado Samuel Costa (Rede-Porto Velho) como candidato a governador e a ativista indigenista, Neidinha Suruí (Rede-Porto Velho) como candidata a senadora.
Milionário
O MDB e a federação partidária PT/PCdoB/PV possuem acesso milionário ao FEFC. Caso o MDB ou a federação PT/PCdoB/PV lance candidatos a governadores e senadores, podem receber até R$ 9 milhões do FEFC. Em face disso, fortalecer o financiamento de campanha dos candidatos a deputados federais e estaduais.
Aceitou
O MDB deseja captar os recursos do FEFC destinado para candidaturas a governador no sentido de irrigar outras candidaturas. Estrategicamente, procurou nomes para disputar o governo de Rondônia pela legenda nas próximas eleições. Entre os nomes sondados, o advogado e empresário Paulo Andrade, proprietário da UNOPAR, aceitou o desafio.
Seguir
A federação partidária PT/PCdoB/PV, não muito diferente do MDB, deverá seguir na mesma linha estratégica de lançar candidatos a governador e senadores para captar recursos do FEFC no intuito de fortalecer o financiamento de campanha dos candidatos a deputados federais e estaduais. Para a missão, o PT já conta com o nome do ex-deputado federal Expedito Netto.
Coadjuvante
O PDT do ex-senador Acir Gurgacz (PDT-Ji-Paraná) deverá figurar como coadjuvante numa possível coligação com o MDB ou com a federação partidária PT/PCdoB/PV. Resta saber qual será o destino do PSB, comandado no estado pelo professor Vinicius Miguel (PSB-Porto Velho).
Andanças
Falando em destino, o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho), retorna de suas férias e deverá começar a percorrer os municípios do interior. Quando terminar suas andanças, deverá avaliar se concorre ao cargo eletivo de governador ou de deputado federal.
PMRO
O governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) exonerou o Coronel PMRO Régis Braguim do cargo de comandante-geral da Polícia Militar após pressão exercida por deputados estaduais. No seu lugar, assumiu o Coronel PMRO Glauber Souto para conduzir a briosa PMRO.
Mudanças
Segundo fontes palacianas, o governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) deverá promover novas mudanças nos próximos dias no primeiro e no segundo escalão. Quem for disputar eleição em outubro próximo deverá deixar o cargo para se dedicar à campanha eleitoral.
Destinou
O deputado estadual Alan Queiroz (Podemos-Porto Velho) destinou R$ 67 mil de emenda parlamentar para a Associação Aproavicon no município de Nova União. O recurso destinado servirá para a compra de equipamentos agrícolas e atende a uma solicitação do vereador Valdeir de Souza (União-Nova União).
Ônibus
O prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho) entrega à população da capital 51 ônibus novos para realizar o transporte coletivo de passageiros. Os veículos contam com entradas USB e Tipo C para recarga de celulares em todas as poltronas, além de ar-condicionado, Wi-Fi, sistema de GPS, recursos de acessibilidade e passagem com preço reduzido.
Banda
Aconteceu na manhã de ontem (14), a cerimônia de abertura oficial da Sede/Museu da Banda do Vai Quem Quer (BVQQ), marcando o início das atividades do Carnaval 2026, que antecedem a saída do maior bloco carnavalesco de rua da Região Norte. O evento contou com a presença dos vereadores Marcio Pacele (Republicanos-Porto Velho) e Dr. Breno Mendes (Avante-Porto Velho).
Ferrari
O médico Luiz Ferrari confirmou a sua pré-candidatura a deputado estadual pelo Avante. Ferrari, nas eleições que disputou, ganhou, mas não levou porque foi prejudicado pelo quociente eleitoral partidário das legendas. Agora no Avante, Ferrari tem grandes chances de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Sério
Falando sério, o cristão precisa compreender que o Reino de Deus não é um partido, uma ideologia e um Estado cristão. O Reino de Deus nasce da cruz, cresce na evangelização e vence pelo testemunho. Os projetos de poder político operam por coerção, alianças políticas e interesses temporários. Misturar os dois é trair o Evangelho.









