Previsões climáticas e ações preventivas orientaram encontro interinstitucional realizado em Porto Velho
Porto Velho, RO – A possibilidade de chuvas acima da média nos próximos meses e o risco de elevação dos rios em áreas historicamente vulneráveis levaram órgãos ambientais, de fiscalização e de resposta a emergências a alinhar estratégias de monitoramento e prevenção em Rondônia. As projeções indicam maior atenção às regiões norte e oeste do estado, inseridas na bacia do Rio Madeira, onde, apesar de os níveis estarem dentro da normalidade, não se descarta a ocorrência de alagamentos que exijam acompanhamento contínuo.
Também foi apontado que, a partir do segundo semestre de 2026, pode haver intensificação do período de estiagem. Diante desse cenário, foi ressaltada a necessidade de planejamento antecipado para reduzir impactos ambientais, sociais e econômicos associados a eventos climáticos extremos, tanto em períodos de cheia quanto de seca.
As medidas em andamento incluem ações preventivas voltadas à redução de riscos, com preparação de brigadistas, manutenção de equipamentos, organização de estoques emergenciais de água e cestas básicas e atenção permanente a localidades mais suscetíveis. O trabalho é conduzido pela Defesa Civil, com apoio do Corpo de Bombeiros, e busca ampliar a capacidade de resposta para garantir suporte rápido a comunidades isoladas ou expostas a cheias sazonais.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
Avanços no monitoramento ambiental e na integração de dados também foram apresentados. Informações atualizadas sobre volumes de chuva, níveis dos rios, focos de calor e alterações na vegetação têm permitido intervenções mais precisas. Os efeitos dos extremos climáticos na saúde pública, como o aumento de doenças relacionadas à água e às mudanças nos vetores, foram destacados, reforçando a necessidade de integrar vigilância ambiental e estratégias preventivas de saúde voltadas às populações mais vulneráveis.
Esse alinhamento foi discutido durante a primeira reunião do ano promovida pelo Ministério Público de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente, realizada na sexta-feira (30/1), no edifício-sede da instituição, em Porto Velho. O encontro foi presidido pela coordenadora do Gaema, promotora de Justiça Valéria Giumelli Canestrini, e contou com representantes de órgãos federais, estaduais e municipais, além de instituições de pesquisa, concessionárias de serviços públicos e forças de segurança.
Durante a reunião, as instituições foram convidadas a apresentar seus planejamentos, permitindo a construção de um panorama conjunto das ações em curso, dos recursos disponíveis no estado e das possibilidades de cooperação. O Ministério Público informou que permanece à disposição para contribuir com o aprimoramento do trabalho desenvolvido por cada órgão, além de acompanhar o planejamento e cobrar medidas estruturais, como a implementação de planos municipais de proteção e defesa civil, com o objetivo de garantir a continuidade das políticas públicas e reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a população.




