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OPERAÇÃO ITERUM
PF inutiliza 29 embarcações em operação contra garimpo ilegal no Rio Madeira, em Porto Velho

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Ação conjunta com o Ibama apreendeu mercúrio, celulares e arma ilegal; dois suspeitos foram presos em flagrante

Por Informa Rondônia - quarta-feira, 11/02/2026 - 10h14

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Porto Velho, RO – Vinte e nove embarcações e motores empregados na extração ilegal de ouro foram inutilizados no leito do Rio Madeira, em Porto Velho, durante operação realizada pela Polícia Federal em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A medida foi adotada no próprio local, após constatada a impossibilidade de remoção dos equipamentos utilizados na atividade ilícita.

A ofensiva integra a Operação Iterum, deflagrada na terça-feira (10/2), com a finalidade de prevenir e reprimir a exploração irregular de ouro e outros crimes ambientais na região. A iniciativa dá sequência às operações Leviatá, Boiúna e Hefestos, também direcionadas ao enfrentamento do garimpo ilegal no Rio Madeira, evidenciando a continuidade das ações de fiscalização na Amazônia Legal.

Durante as diligências, a existência de uma estrutura organizada foi identificada. Motores, dragas e balsas de médio e grande porte estavam sendo utilizados, o que indicou capacidade de atuação em larga escala, distinta de práticas de caráter artesanal. Além dos equipamentos, foram apreendidos aparelhos celulares que estavam com os suspeitos abordados a bordo das embarcações.

Frascos contendo mercúrio — substância considerada altamente tóxica e empregada no processamento ilegal do minério — também foram recolhidos, assim como um armamento mantido de forma irregular. Em razão da posse da arma, dois envolvidos foram presos em flagrante e encaminhados à unidade da Polícia Federal em Rondônia, onde as providências legais cabíveis foram adotadas.

Segundo as autoridades, o garimpo ilegal no leito do Rio Madeira é responsável por danos ambientais relevantes, entre eles o desmatamento e a contaminação por mercúrio, além de impactos diretos sobre populações indígenas e comunidades ribeirinhas.

As investigações terão prosseguimento para identificar financiadores, operadores logísticos e demais integrantes da cadeia criminosa, inclusive aqueles responsáveis pelo suporte material e pela receptação do ouro extraído de forma ilegal. Os investigados poderão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da União, associação criminosa e outros delitos que venham a ser apurados.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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