Moeda recua apesar de alta no exterior, Ibovespa encerra semana em alta e petróleo dispara com incertezas envolvendo Estados Unidos e Irã
Porto Velho, RO – O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana com valorização das ações e queda do dólar, mesmo diante do cenário de instabilidade internacional. O Ibovespa acumulou alta de 3,03% no período, interrompendo uma sequência de perdas, enquanto a moeda norte-americana recuou 1,27%.
Na sessão desta sexta-feira (27), o principal índice da bolsa brasileira registrou queda de 0,64%, aos 181.557 pontos, influenciado pelo desempenho negativo das bolsas em Nova York. Ainda assim, o saldo semanal permaneceu positivo. A piora do ambiente externo foi associada à queda de indicadores econômicos dos Estados Unidos e ao aumento das incertezas sobre os efeitos da guerra na economia global.
No mercado de câmbio, o dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,241, com recuo de 0,28%, equivalente a R$ 0,014. Durante a sessão, a moeda variou entre R$ 5,21 e R$ 5,27, em meio a ajustes técnicos e entrada de recursos no país. Apesar da queda na semana, a divisa ainda acumula alta de 2,10% no mês frente ao real.
O desempenho da moeda brasileira foi superior ao de outras moedas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano. A queda do dólar ocorreu mesmo com o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior e sem intervenções do Banco Central nesta sexta-feira.
Ao longo da semana, a autoridade monetária realizou operações no mercado de câmbio. Foram injetados US$ 2 bilhões por meio de leilões de linha realizados na terça-feira (24) e na quinta-feira (26), mecanismo em que dólares das reservas são vendidos com compromisso de recompra futura.
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Parte do alívio no câmbio foi associada a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicaram a possibilidade de adiamento de ações militares contra o Irã, embora não tenha havido confirmação de cessar-fogo.
No mercado internacional, o petróleo registrou forte valorização. O barril do tipo Brent, referência global, encerrou esta sexta-feira cotado a US$ 105,32, com alta de 3,37% no dia. O movimento foi impulsionado pela ausência de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã e pelos temores de restrição na oferta.
As tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, considerado estratégico para o comércio global de petróleo, também contribuíram para a elevação dos preços. Ainda assim, no acumulado da semana, o Brent apresenta leve recuo de 0,58%, refletindo a volatilidade gerada por declarações divergentes sobre um possível cessar-fogo.
A alta do petróleo favoreceu ações de empresas do setor de energia, especialmente petroleiras. Em contrapartida, papéis de bancos e companhias ligadas ao consumo registraram desempenho negativo ao longo da sessão.
Com informações de: Agência Brasil
