Secretaria de Estado da Saúde orienta famílias sobre limites no uso de celulares, computadores e tablets para proteger crianças, adolescentes e adultos
Porto Velho, RO – Ansiedade, esforço mental contínuo e prejuízos ao desenvolvimento neural estão entre os efeitos associados ao uso prolongado de telas, conforme alerta emitido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) de Rondônia. A orientação foi divulgada pelo governo estadual com foco na conscientização de crianças, adolescentes e adultos sobre a necessidade de estabelecer limites no tempo dedicado a dispositivos eletrônicos.
De acordo com o neurologista Eduardo Magalhães, da Policlínica Oswaldo Cruz (POC), o cérebro de crianças e adolescentes pode ter seu desenvolvimento comprometido quando submetido a estímulos constantes provenientes de celulares, computadores e tablets. Ele explica que o excesso de estímulo visual exige processamento contínuo de informações, o que pode resultar, nos adultos, em sobrecarga mental e ansiedade. Já entre os mais jovens, podem surgir déficits no desenvolvimento neural, afetando habilidades como comunicação social, concentração e imaginação. O especialista observa que, atualmente, brinquedos e atividades ao ar livre vêm sendo substituídos por telas, o que cria barreiras ao convívio social de qualidade. Em alguns países, acrescenta, leis já foram adotadas para proibir ou restringir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais.
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A necessidade de equilíbrio também foi ressaltada pelo governador Marcos Rocha. Segundo ele, a tecnologia integra o cotidiano no trabalho, na escola e no ambiente doméstico, mas o uso prolongado de dispositivos pode representar riscos à saúde. “É necessário reconhecer que o uso prolongado de computadores, celulares e tablets pode trazer séios riscos à saúde”, afirmou, ao defender que informação e limites contribuem para melhor qualidade de vida.
O secretário de Estado da Saúde, Jefferson Rocha, destacou que o tempo de qualidade entre pais e filhos deve ser priorizado e que o descanso mental é importante inclusive para adultos. Para ele, a tecnologia deve atuar como ferramenta de apoio, não como fator de ameaça à saúde, sendo fundamental a busca por equilíbrio na rotina.
Como medidas preventivas, a Sesau recomenda evitar o acesso às telas por crianças menores de cinco anos, controlar o tempo de uso entre crianças maiores e adolescentes e incluir atividades físicas na rotina. Também é orientado restringir o uso de dispositivos após as 20 horas, evitar telas durante intervalos e momentos de descanso no trabalho, ajustar brilho e cores para tons mais suaves e incentivar a prática regular de exercícios físicos.
