Informa Rondônia Desktop Informa Rondônia Mobile

OPERAÇÃO CONJUNTA
Operação em SP bloqueia até R$ 1,1 bilhão e mira grupo de eletrônicos por lavagem de dinheiro

🛠️ Acessibilidade:

Força-tarefa cumpre 23 mandados em São Paulo e Santa Catarina e identifica imóveis de luxo, contas bancárias e aplicações financeiras vinculadas ao esquema

Por Informa Rondônia - quinta-feira, 12/02/2026 - 09h39

Compartilhe
399 compartilhamentos
Facebook Instagram WhatsApp X

Porto Velho, RO – Valores que podem chegar a R$ 1,1 bilhão foram sequestrados por decisão obtida pelo Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), do Ministério Público de São Paulo, no âmbito de operação deflagrada nesta quinta-feira (12). Entre os bens já identificados e bloqueados estão ao menos R$ 25 milhões em imóveis de alto padrão, veículos, dezenas de contas bancárias registradas em nome de laranjas e diversas aplicações financeiras.

A ação é conduzida de forma conjunta pela Polícia Civil de São Paulo, pelo Ministério Público (MPSP) e pela Secretaria da Fazenda (Sefaz-SP). Ao todo, 20 mandados de busca e três de prisão são cumpridos nos estados de São Paulo e Santa Catarina. Cerca de 100 policiais civis, 20 auditores fiscais da Receita Estadual e dois promotores de Justiça foram mobilizados para atuar em quatro endereços ligados ao grupo investigado.

O esquema apurado envolve um grupo empresarial do setor de distribuição de produtos eletrônicos com base na capital paulista e atuação em todo o país. As vendas eram realizadas por meio da plataforma principal do conglomerado, enquanto os pagamentos eram direcionados a empresas de fachada que operavam como contas de passagem. A emissão das notas fiscais ficava a cargo de outras empresas vinculadas à estrutura.

De acordo com nota da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, essa estrutura financeira possibilitou a movimentação de ao menos R$ 1,1 bilhão em sete meses. “Essa engenharia financeira permitiu a movimentação de ao menos R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses, criando uma discrepância massiva entre o fluxo de caixa real e o patrimônio auditável das empresas operacionais”, informou a pasta.

Ainda segundo a SSP, pessoas com antecedentes criminais relacionados a facções foram utilizadas como sócios de fachada e indicadas como beneficiárias de imóveis de alto valor, com o objetivo de blindagem patrimonial. A investigação apontou a existência de confusão patrimonial sistemática, direcionada à fraude contra o fisco, credores e o sistema de Justiça.

A secretaria acrescentou que, embora a apuração atual esteja concentrada na lavagem de capitais por meio da mescla de recursos ilícitos com negócios lícitos, os crimes fiscais identificados serão formalmente comunicados aos órgãos competentes para as providências cabíveis.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





COMENTÁRIOS: