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INQUÉRITO DAS FAKE NEWS
Receita Federal reconhece acessos irregulares a dados fiscais de ministros do STF e familiares

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Órgão informa auditoria em sistemas após operação da Polícia Federal e afirma que desvios são rastreáveis e puníveis

Por Yan Simon - quarta-feira, 18/02/2026 - 08h03

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Porto Velho, RO – A existência de acessos irregulares a informações fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal e de familiares foi reconhecida pela Receita Federal do Brasil nesta terça-feira (17), em meio às investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre vazamento de dados sigilosos. Segundo o órgão, a apuração interna foi intensificada após determinação do próprio STF, que solicitou uma auditoria abrangendo os últimos três anos.

A investigação criminal resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, ocorreu a pedido da Procuradoria-Geral da República. Não houve prisões, mas foram impostas medidas cautelares, como afastamento de função pública, uso de tornozeleira eletrônica, restrição para deixar o país e cancelamento de passaportes.

De acordo com a Receita, a Corregedoria instaurou procedimento investigatório próprio antes mesmo do pedido formal do STF, a partir de informações divulgadas pela imprensa. A auditoria envolve dezenas de sistemas e contribuintes, e os desvios já identificados foram comunicados ao relator do inquérito no Supremo. Em nota, o órgão afirmou que não admite desvios, sobretudo aqueles relacionados ao sigilo fiscal, classificado como pilar do sistema tributário, e destacou que seus sistemas permitem rastreamento completo dos acessos.

As apurações indicaram quebra indevida do sigilo fiscal da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Também foi constatado acesso não autorizado à declaração de Imposto de Renda do filho de outro integrante da Corte. O caso tramita no Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news, sob relatoria do próprio ministro.

A Receita informou ainda que, desde 2023, adotou medidas adicionais de controle de acesso a dados fiscais, com restrição de perfis e reforço em sistemas de alerta. No período, sete processos disciplinares foram concluídos, resultando em três demissões e sanções administrativas aos demais envolvidos. O órgão afirmou que manterá o rigor na apuração e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

Em esclarecimento posterior, a Receita afirmou que não foram identificados acessos indevidos a dados fiscais do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nem de seus familiares. Segundo o órgão, o pedido do STF incluiu o nome do procurador-geral na auditoria de rotina, mas a análise não encontrou qualquer irregularidade relacionada a ele.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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