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JORNADA DE TRABALHO
Alckmin afirma que redução da jornada de trabalho é tendência mundial durante evento na Fiesp

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Presidente em exercício também assinou acordos de cooperação sobre defesa comercial e ambiente regulatório e comentou Selic e tarifa de 15% dos EUA

Por Yan Simon - terça-feira, 24/02/2026 - 09h19

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Porto Velho, RO – A redução da jornada de trabalho foi apontada como uma tendência mundial pelo presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, na noite desta segunda-feira (23), em São Paulo. Segundo ele, o tema já vem sendo debatido e implementado em diferentes países e deve ser tratado com aprofundamento, sem decisões precipitadas, diante das distintas realidades existentes no setor produtivo.

De acordo com Alckmin, “há uma tendência mundial de você ter uma redução”, ressaltando que o debate precisa ser amadurecido. A manifestação ocorreu após o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, solicitar que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja adiada para 2027, por se tratar de um ano eleitoral. Skaf afirmou que a entidade está aberta ao debate, mas defendeu que a discussão não avance em 2026 em razão do cenário político.

Durante a cerimônia, realizada na sede da Fiesp, foram assinados dois protocolos de intenções entre o ministério e a entidade. Um dos documentos trata de defesa comercial e estabelece bases para cooperação institucional voltada à promoção do comércio justo e ao uso adequado de instrumentos de combate a práticas desleais e ilegais previstas na legislação nacional e internacional. Entre as ações previstas está a criação de uma calculadora de margem de dumping, além do compartilhamento de experiências e ferramentas técnicas.

O segundo protocolo aborda o ambiente regulatório. A proposta prevê cooperação para promover a desburocratização, fortalecer a competitividade, elevar a qualidade regulatória, reduzir custos administrativos e regulatórios e desenvolver medidas para diminuir barreiras e custos sistêmicos ao investimento e ao empreendedorismo no país. Está prevista, por exemplo, a ampliação da digitalização de serviços públicos e a integração de sistemas.

Na cerimônia, Skaf declarou que a formalização das medidas busca assegurar uma defesa comercial eficiente, para impedir que setores produtivos e empregos sejam prejudicados por práticas consideradas injustas.

Em discurso à diretoria da entidade, Alckmin também afirmou estar confiante de que o Comitê de Política Monetária (Copom) inicie, na reunião prevista para março, a redução da taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano. Segundo ele, a expectativa está relacionada à apreciação do real e ao processo de desinflação dos alimentos, o que deve contribuir para melhora do cenário econômico.

Ainda durante o encontro com empresários e industriais, o presidente em exercício avaliou como positiva para o Brasil a tarifa global de 15% anunciada nesta semana pelo governo dos Estados Unidos. A medida foi aplicada a todos os países após decisão relacionada à política tarifária norte-americana. Para Alckmin, o cenário anterior, em que o Brasil era alvo de taxas de 10% mais 40%, representava maior impacto. Ele afirmou que, com a tarifa uniforme de 15%, o Brasil teria sido o país mais beneficiado, ao abrir possibilidade de ampliação do comércio exterior com os Estados Unidos.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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