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RESERVA EXTRATIVISTA
Safra 2026 da Castanha-da-Amazônia deve movimentar mais de R$ 1 milhão nas Reservas Extrativistas de Rondônia

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Produção estimada em 140 mil toneladas na Resex do Rio Cautário marca retomada após dois anos de baixa e reforça geração de renda sustentável no estado

Por Yan Simon - terça-feira, 24/02/2026 - 08h26

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Porto Velho, RO – Mais de R$ 1 milhão devem ser movimentados no comércio de Costa Marques, do distrito de São Domingos e de outros municípios de Rondônia com o avanço da safra 2026 da Castanha-da-Amazônia nas Reservas Extrativistas Estaduais. O aumento da produção, superior ao registrado nos dois anos anteriores, consolida a retomada da cadeia extrativista e amplia a circulação de recursos na economia regional.

A estimativa técnica levantada pela Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC), com base em informações repassadas pelos próprios produtores, aponta produção aproximada de 140 mil toneladas somente na Reserva Extrativista do Rio Cautário. O desempenho sinaliza recuperação consistente após a queda registrada em 2025, quando extrativistas atribuíram a redução da colheita à diminuição das chuvas durante a florada em 2024, o que comprometeu a formação dos frutos.

O crescimento da safra vem sendo acompanhado pelo governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam). A cadeia produtiva é considerada estratégica para a sociobioeconomia e para a geração de renda sustentável no estado. Além do impacto financeiro, a atividade assegura renda às famílias extrativistas, contribui para a segurança alimentar e mantém práticas tradicionais nas comunidades.

O governador Marcos Rocha afirmou que a castanha simboliza a floresta em pé e a força da população rondoniense, destacando que o crescimento da safra demonstra a possibilidade de geração de renda com preservação ambiental. Segundo ele, é possível promover dignidade às famílias extrativistas e preservar o meio ambiente de forma simultânea.

O coordenador da CUC, Daniel Santos de Souza, declarou que a safra representa impacto social relevante nas Reservas Extrativistas. De acordo com ele, a castanha não se limita à geração de renda, mas garante segurança alimentar, preservação de práticas culturais tradicionais e recursos financeiros essenciais para aquisição de bens duráveis e organização econômica ao longo do ano.

Para o secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, a safra possui papel estratégico no fortalecimento da política ambiental e na consolidação de uma economia sustentável em Rondônia. Ele ressaltou que preservação e desenvolvimento podem caminhar juntos e que o compromisso da gestão é apoiar as comunidades extrativistas, assegurar a conservação das reservas e fortalecer uma economia baseada na valorização da floresta.

Morador da Reserva Extrativista e atuando há anos na coleta da castanha, o extrativista Idalino Alves Nunes afirmou: “A castanha vai muito além dos números. Para nós, ela é alimento, é renda, é vida.” Segundo ele, é a atividade que garante o sustento da família e possibilita melhoria da qualidade de vida.

Com informações de: Governo de Rondônia

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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