Decisão do Tribunal do Júri responsabiliza mandante e executor por ataques ocorridos em 2019, com base em provas técnicas apresentadas pelo MPRO
Porto Velho, RO – Após mais de 14 horas de julgamento em plenário, dois réus foram condenados pelo Tribunal do Júri em Machadinho do Oeste a penas superiores a 29 anos de prisão, em regime inicial fechado, por envolvimento em crimes de homicídio relacionados a uma disputa de terras. A execução da pena foi iniciada imediatamente após a decisão, com os condenados deixando o tribunal sob custódia.
O veredito foi fundamentado em provas técnicas reunidas ao longo da investigação, incluindo interceptações telefônicas e laudos balísticos. Os elementos apresentados pelo Ministério Público de Rondônia permitiram ao Conselho de Sentença reconhecer a ligação direta entre a pessoa apontada como mandante e o executor dos crimes.
As investigações indicaram que os ataques tiveram como origem divergências sobre limites de propriedades rurais, além de prejuízos financeiros decorrentes de uma negociação imobiliária. Os dois episódios violentos atingiram membros da mesma família e causaram repercussão na região.
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O primeiro fato ocorreu em 27 de abril de 2019, quando um homem foi alvo de tentativa de homicídio dentro de sua propriedade rural, conseguindo sobreviver ao ataque. Meses depois, em 25 de agosto do mesmo ano, a mãe da vítima foi morta enquanto trabalhava em uma sorveteria no Núcleo São Marcos, em Vale do Anari. No momento do crime, ela segurava a neta de 3 anos, que não sofreu ferimentos.
A acusação foi conduzida pelos promotores de Justiça Alisson Xenofonte e Eduardo do Carmo. Durante o julgamento, o conjunto probatório apresentado sustentou a tese de que os crimes estavam interligados e motivados pelo mesmo conflito.
A decisão dos jurados fixou a pena em 29 anos e 4 meses de prisão para cada um dos condenados. No plenário, familiares das vítimas acompanharam o julgamento e reagiram com emoção ao resultado, afirmando que a decisão representa uma resposta esperada da Justiça após anos de espera.
Com informações de: Ministério Público de Rondônia
