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JUSTIÇA INTERNACIONAL
Defesa de Carla Zambelli recorre à Corte de Cassação na Itália contra extradição ao Brasil

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Recurso questiona decisão favorável à extradição e aponta supostas irregularidades processuais; análise pode durar até seis meses

Por Yan Simon - sábado, 11/04/2026 - 08h58

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Porto Velho, RO – A tentativa de impedir o retorno ao Brasil foi formalizada pela defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli junto à Corte de Cassação da Itália, instância máxima do Judiciário daquele país. O recurso foi protocolado com o objetivo de reverter a decisão que autorizou a extradição, tomada anteriormente pela Corte de Apelação italiana, ainda passível de contestação.

Segundo o advogado Fábio Pagnozzi, o pedido apresentado levanta questionamentos sobre supostas falhas no processo, além de apontar preocupações com o sistema prisional brasileiro e críticas à condução do caso pelo ministro Alexandre de Moraes. A defesa sustenta que houve inconsistências, incluindo a ausência de equivalência do crime de invasão de sistemas na legislação italiana e possíveis problemas na formalização do pedido de extradição. “Desde o início, apontamos falhas no processo, tanto na ausência de correspondência do crime de hackeragem na legislação italiana quanto na forma como o pedido de extradição foi formalizado”, afirmou.

A análise do recurso pela Corte de Cassação pode se estender por até seis meses. Caso a extradição seja mantida ao final desse processo, a decisão definitiva sobre o envio de Zambelli ao Brasil caberá ao Ministério da Justiça da Itália.

A ex-parlamentar foi presa em Roma, em julho do ano passado, enquanto tentava evitar o cumprimento de um mandado de prisão expedido no Brasil. Ela possui dupla cidadania e havia deixado o país após condenação do Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão.

A condenação está relacionada à invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça, ocorrida em 2023. As investigações indicaram que Zambelli teria atuado como autora intelectual da ação, que resultou na emissão de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. O ataque foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o serviço a mando da então deputada.

Após a saída do país, o governo brasileiro formalizou o pedido de extradição às autoridades italianas, dando início ao processo que segue em análise no Judiciário daquele país.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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