Atividade turística movimenta economia local e preserva memória histórica no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré
Porto Velho, RO –
A economia regional e o sustento de diversas famílias são impulsionados diretamente pela exploração turística nas águas que margeiam a capital rondoniense. Segundo o prefeito Léo Moraes, a valorização dessa atividade fortalece a identidade municipal e expande as frentes de oportunidade para a população. O gestor afirma que o rio Madeira é um componente essencial da história local e que o desenvolvimento da cidade passa pelo incentivo a experiências de conexão com o patrimônio húngaro e natural. Além do impacto financeiro, o serviço é classificado como patrimônio imaterial de Porto Velho por estreitar os laços entre a sociedade e o curso d’água responsável pelo surgimento do município.
O acesso ao público ocorre mediante bilhetes de quarenta reais, sendo estabelecida a gratuidade para menores de cinco anos e o pagamento de meia-entrada por crianças de seis a dez anos. O atendimento aos visitantes é realizado entre dez e dezoito horas aos sábados e domingos, enquanto nos dias úteis a operação se concentra das dezesseis às dezoito horas. A infraestrutura atual das embarcações dispõe de serviços de bar e restaurante, com transações financeiras aceitas via Pix ou cartões. O sistema de embarque é organizado por ordem de lotação.
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A consolidação do setor foi recordada por Marcos Barroso, que preside a associação dos barqueiros locais. Ele relatou que a iniciativa surgiu há mais de três décadas, inspirada no trabalho do pai, que operava o trecho fluvial entre Porto Velho e Manaus. De acordo com o representante, a migração para o porto da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré visou aproveitar o fluxo de pessoas na área histórica. Barroso destacou que, no período anterior à construção da usina hidrelétrica, a navegação alcançava a cachoeira de Santo Antônio. Ele ressaltou que a percepção do potencial turístico da região já existia há trinta e três anos como forma de exibir a riqueza natural local.
A contemplação do pôr do sol e da paisagem amazônica ocorre durante percursos com duração aproximada de sessenta minutos. Os usuários do serviço encontram no complexo ferroviário o ponto de partida para observar o cenário que é considerado um dos principais cartões-postais de Rondônia. A atividade é apresentada como uma ferramenta de resgate cultural que permite uma nova perspectiva sobre a capital. O trajeto proporciona o contato direto com a brisa e a imensidão fluvial, transformando o lazer em um exercício de memória sobre o desenvolvimento urbano de Porto Velho.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
