Batizado em homenagem ao ex-governador do Amazonas o espaço público foi revitalizado recentemente para preservar o marco inicial do urbanismo na capital
Porto Velho, RO –
A preservação da identidade de Porto Velho e a devolução de um local de convivência aos cidadãos foram destacadas pelo prefeito Léo Moraes durante a recente entrega das obras de revitalização da Praça Jonathas Pedrosa. O gestor municipal afirmou que a recuperação do espaço representa o zelo pelo patrimônio histórico local. Situada no centro histórico, a praça permanece como um registro vivo das origens rondonienses, permitindo que os pedestres circulem hoje pelo mesmo solo onde os fundadores da cidade projetaram o futuro da região.
O batismo do logradouro remete a um contexto geográfico e político específico de 1914, quando a localidade ainda integrava o estado do Amazonas, enquanto o município vizinho de Santo Antônio do Rio Madeira pertencia ao Mato Grosso. A escolha do nome serviu como um tributo a Jonathas de Freitas Pedrosa, então governador amazonense, responsável pela assinatura do decreto que oficializou a criação do município porto-velhense. A homenagem consolidou o reconhecimento ao administrador que validou a documentação inicial da nova cidade.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
++++
De acordo com o historiador Célio Leandro, o planejamento urbanístico focado na convivência humana foi demonstrado pela concretização do espaço apenas um ano após o surgimento de Porto Velho. O projeto foi idealizado pelo Major Guapindaia, primeiro superintendente da cidade, que vislumbrou a necessidade de uma área pública para o exercício do civismo e do lazer. Com esse título de primazia, a Jonathas Pedrosa tornou-se a primeira praça projetada em todo o território que hoje compreende o estado de Rondônia.
A configuração original do local contava com um coreto central e era marcada por uma intensa vibração social. Segundo Célio Leandro, o espaço funcionava como o principal ponto de encontro da sociedade, onde famílias se reuniam, casais iniciavam relacionamentos e debates políticos eram conduzidos. O historiador observa que, embora o ritmo urbano tenha sido transformado e as praças não exerçam mais o mesmo papel de outrora, o local ainda desperta um forte sentimento de nostalgia por um tempo em que os diálogos ocorriam de forma presencial e direta.
A necessidade de um refúgio para o descanso surgiu em 1915, em meio ao intenso fluxo de trabalhadores brasileiros e estrangeiros que atuavam na construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O cotidiano da época, antes restrito às obrigações laborais na floresta, ganhou um novo fôlego com a inauguração da praça. Desde seus primeiros anos, o terreno foi desenhado para atuar como o núcleo social de uma Porto Velho que crescia entre canteiros de obras e aspirações de desenvolvimento.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
