Informa Rondônia Desktop Informa Rondônia Mobile

ESTRATÉGIA
Porto Velho intensifica monitoramento do rio Madeira e avança para decretar situação de emergência

🛠️ Acessibilidade:

Ações integradas entre Semagric e Defesa Civil buscam reduzir impactos das cheias e antecipar perdas na produção rural

Por Yan Simon - quinta-feira, 23/04/2026 - 09h00

Compartilhe
317 compartilhamentos
Facebook Instagram WhatsApp X

Porto Velho, RO – A possibilidade de novos alagamentos e o avanço do nível do rio Madeira têm levado o município de Porto Velho a reforçar medidas preventivas, incluindo o andamento do processo para decretação de Situação de Emergência. A iniciativa ocorre diante de projeções que indicam elevação da cota do rio nos próximos dias, com risco de atingir entre 15 e 15,20 metros.

O acompanhamento da situação hídrica tem sido realizado de forma contínua pela Defesa Civil Municipal, com base em boletins meteorológicos e dados de órgãos oficiais. Segundo o superintendente Marcos Berti, existe previsão de repiquete, o que pode provocar novos impactos em localidades já atendidas e alcançar outras comunidades, como Ressaca.

Dentro desse cenário, foi realizada uma reunião de alinhamento estratégico entre a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) e a Defesa Civil. Durante o encontro, foram levantadas informações detalhadas sobre áreas suscetíveis a alagamentos, danos já registrados e projeções de perdas produtivas, especialmente nas comunidades rurais do Baixo Madeira.

O secretário da Semagric, Douglas Bener, afirmou que os dados estão sendo coletados diretamente nas comunidades para dimensionar os efeitos na produção rural. Segundo ele, o levantamento permitirá respostas mais rápidas, redução de prejuízos e planejamento da recomposição das áreas afetadas. Também foi informado que já estão sendo previstas perdas produtivas e discutidas alternativas para recuperação dessas regiões.

O processo administrativo para reconhecimento da situação de emergência já tramita na Secretaria-Geral de Governo (SGOV). Para a etapa de reconhecimento federal, ainda é necessário o parecer da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semias), conforme exigências legais.

A atuação conjunta também foi destacada pelo prefeito Léo Moraes, que afirmou que o trabalho vem sendo conduzido de forma preventiva e coordenada, com foco na redução dos impactos das cheias, no apoio às comunidades atingidas e na garantia de respostas rápidas por parte do município.

Levantamentos técnicos indicam que as áreas mais vulneráveis estão concentradas na região do Baixo Madeira. Na margem direita, são citadas as comunidades Conceição da Galera, Tira Fogo, Pombal, Santa Catarina, Bom Fim, Boa Vitória, Lago do Cuniã, Ilha Nova, Ressaca, Firmeza, Ilha de Assunção, Terra Firme e Papagaios. Já na margem esquerda, aparecem Ramal São Miguel (Gleba Cuniã), Maravilha II, Mutuns, Bom Jardim, Pau D’Arco e Itacoã.

Outras localidades ainda podem ser incluídas conforme a evolução do cenário e a atualização dos dados técnicos. A estratégia adotada pelo município tem como objetivo organizar as ações de forma antecipada, buscando minimizar os impactos sociais e econômicos provocados pelas cheias, principalmente entre produtores rurais.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





COMENTÁRIOS: