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FALANDO SÉRIO
Confúcio candidato à reeleição; Gurgacz quer Vinícius Miguel como governador de Rondônia; e Léo disputado por Marcos Rogério e Fúria

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Eleição é guerra e movimentos precisos faz de um candidato, um vencedor

Por Herbert Lins - sexta-feira, 24/04/2026 - 10h38

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Professor Me. Herbert Lins – DRT 1143 e Samuel Ribeiro – Marketólogo

CARO LEITOR, o estudioso do marketing político e eleitoral Carlos Augusto Manhanelli escreveu que eleição é guerra, inclusive recomendava estudá-las e aprender com elas o que nos for útil. Ele também alerta que, em política, a estratégia deve ser utilizada como se utilizam os generais em tempo de guerra, pois a única ação vergonhosa em campanhas eleitorais é perdê-las. Contudo, eleição não é guerra no sentido literal, como alguns podem pensar. Em uma democracia, o objetivo não é destruir o adversário, e sim convencer a maioria do eleitorado, dentro de regras legítimas, a decisão do voto. Quando campanhas eleitorais tratam política como guerra sem estratégia, como bem observou Manhanelli, tendem a cair em dois erros graves: radicalização excessiva e perda de credibilidade junto ao eleitor moderado, que normalmente decide eleições.

Flanquear

O flanquear consiste na teoria da “aproximação indireta”. Exemplo: na campanha à Prefeitura de Porto Velho, o candidato a prefeito Léo Moraes (Podemos) evitou ao máximo o ataque frontal aos candidatos Célio Lopes (PDT), Samuel Costa (Rede/PSOL) e Euma Tourinho (MDB).

Estratégia

O candidato a prefeito Léo Moraes (Podemos) preferiu flanquear a candidata a prefeita Mariana Carvalho (União), que representava uma linha de menor resistência e com certas vulnerabilidades. Essa estratégia é utilizada para minar as bases do concorrente e consolidar as posições conquistadas.

Trincheiras

Se o candidato consegue se fixar em uma posição, deve permanecer quieto e esperar ataques, fazendo apenas o trabalho de expansão, manutenção das posições conquistadas e previsão de defesa em caso de ataque.

Lançou

Exemplificamos: a candidata Euma Tourinho (MDB) à Prefeitura de Porto Velho lançou o conceito de patricinha e fujona dos debates à adversária Mariana Carvalho (União). Automaticamente, Euma se entrincheirou por detrás dessa posição, que tem forte segmento de acordo, e aguardou os ataques para se defender.

Artilharia

Na guerra e nas eleições, recorre à artilharia e à infantaria. O princípio primário é conquistar e ocupar o maior número de espaços possíveis, tanto geograficamente como nos meios de comunicação. No caso de eleições, a imprensa, as redes sociais e o corpo a corpo eleitoral em doses certas evitam o risco de desperdícios de artilharia e de cansar a infantaria.

Emocional

O candidato Célio Lopes (PDT) à Prefeitura de Porto Velho e o candidato Léo Moraes (Podemos) no pleito eleitoral de 2024 souberam usar bem a pouca artilharia e infantaria disponível para ambos no jogo eleitoral. Tanto Célio quanto Léo recorreram ao emocional do eleitor com mensagens simples e claras, gerando conexão com as dores das pessoas.

Força 

O princípio da força numa guerra, segundo Clausewitz, diz que é preciso antecipar e concentrar o maior número de soldados nos pontos decisivos no território a ser conquistado. Esse conceito aplicado em campanhas eleitorais consiste em reforçar apoios onde tem e conquistar apoios onde não tem.

Enfraqueceu 

O candidato Léo Moraes (Podemos) usou o princípio da força buscando o apoio dos candidatos a vereadores que completavam nominatas dos mais diversos partidos e estavam em situação de desprezo pelos dirigentes partidários e candidatos maiores. Esse trabalho de base enfraqueceu as outras candidaturas e fez dele um vencedor.

Retirada

Bater em retirada significa recuar ou aplicar a arte de negociar. A retirada ou recuo não pode parecer fuga e covardia. A tática é recorrer a um jogo de narrativas com construção de identidade, definição do problema, enquadramento do adversário, histórias simples e repetidas.

Demonstrou

O candidato a prefeito Célio Lopes (PDT) no pleito eleitoral de 2024, demonstrou capacidade de negociação ampla quando angariou apoios, recorreu a estratégias de comunicação que geraram conexão emocional com o eleitor mediante apresentação de propostas dentro da realidade, afirmação de identidade e discurso alinhado com atitudes.

Coordenação

Falando em conexão, o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicou que o senador Marcos Rogério (PL) deverá assumir a coordenação de campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026 em Rondônia.

Alinhamento

O alinhamento e a conexão política entre os senadores Marcos Rogério e Flávio Bolsonaro, ambos do PL, ficaram claros quando Flávio veio a Rondônia lançar Rogério pré-candidato a governador, bem como Fernando Máximo e Bruno Bolsonaro Scheid pré-candidatos a senadores pela legenda bolsonarista.

Vençam

Caso o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e a chapa majoritária do PL em Rondônia composta por Marcos Rogério, governador, e Fernando Máximo e Bruno Bolsonaro Scheid, vençam a eleição, será a primeira vez que Rondônia terá um alinhamento político direto com o Palácio do Planalto e Esplanada dos Ministérios.

Guerra

Falando em Bolsonaro, o pré-candidato a governador Adailton Fúria (PSD) partiu para a guerra de narrativas com o vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras falas na rede social. Fúria declarou guerra ao candidato mais forte, disputou percepção, confiança e atenção.

Prática

O pré-candidato a governador Adailton Fúria (PSD), com poucos recursos financeiros, sabe na prática que política é competição por atenção, bem como a narrativa é ferramenta de persuasão. Contudo, credibilidade é a moeda decisiva e não pode trocar a realidade por imaginação.

Agenda

O ex-prefeito de Cacoal e pré-candidato a governador Adailton Fúria (PSD) cumpre agenda no Vale do Jamari. Em Buritis, foi recebido pelo pré-candidato a deputado estadual Roni Irmãozinho (Avante) e em Campo Novo, pelo prefeito Alexandre do Fortaleza (União). Monte Negro foi recebido pelo prefeito Ivair Fernandes (PSD).

Dispensou

No podcast RD Entrevistas com Vinicius Canova, o pré-candidato a governador Hildon Chaves (União) dispensou o apoio do vice-governador Sérgio Gonçalves (União) e do seu irmão, Júnior Gonçalves, presidente estadual do União Brasil.

Juntar 

A declaração do pré-candidato a governador Hildon Chaves (União) desprezando o próprio presidente da própria legenda da qual é filiado não caiu bem no meio político, porque é hora de juntar e não de espalhar.

Navegando

Não se pode desprezar a inteligência, habilidade política e o poder de articulação de Júnior Gonçalves numa campanha eleitoral ou à frente de algum órgão público. Júnior é daquelas pessoas que levam pedradas e continuam navegando em direção aos seus objetivos.

Tabuleiro

A tabuleiro político das eleições de 2026 em Rondônia ainda não está com todas as peças postas. Existem pré-candidaturas a governador, vice-governador e senadores que serão lançadas.

Circular

Dentro do MDB, voltou a circular o nome do professor Pedro Abib, da Faculdade Católica, para disputar o governo de Rondônia e garantir palanque para o senador Confúcio Moura (MDB). Esse último será, sim, candidato à reeleição.

Confirmou 

O ex-senador Acir Gurgacz (PDT) confirmou à coluna a sua pré-candidatura ao Senado. Acir também defendeu o nome de Vinicius Miguel como pré-candidato ao governo do PSB em dobradinha com o PDT.

Confirme 

Caso Vinicius Miguel (PSB) lance a pré-candidatura e confirme a candidatura ao Governo de Rondônia, o atual pré-candidato ao governo Samuel Costa, recém-filiado ao PSB, sobraria disputar um mandato de deputado federal.

Disputado

O apoio do prefeito Léo Moraes (Podemos) tem sido disputado pelos pré-candidatos a governadores Marcos Rogério (PL) e Adailton Fúria (PSD). Léo pode indicar o candidato a vice-governador no PL e na chapa do PSD, o candidato a vice-governador e um senador.

Angariar

Falando em disputar, o pré-candidato a deputado federal Célio Lopes (União) visitou todas as colônias de pescadores no estado de Rondônia e começou a visitar aldeias indígenas para angariar apoios à sua pretensão de chegar à Câmara dos Deputados.

Caravana

O médico Luiz Ferrari, filiado ao Avante, divide-se entre plantões e atividades sociais. Neste final de semana, Dr. Ferrari está levando a sua caravana médica nos municípios de Alta Floresta do Oeste, Migrantinópolis, Nova Brasilândia e Rolim de Moura.

Conectar

O poder de articulação do vereador Dr. Breno Mendes (Avante) pode ser entendido como a capacidade de conectar interesses, construir alianças e transformar demandas da população em resultados concretos dentro e fora da Câmara Municipal de Porto Velho.

Surpreendeu 

O vereador Dr. Breno Mendes (Avante) surpreendeu a todos com a sua habilidade política de ir além do discurso e gerar na prática, impacto real na vida das pessoas mediante capacidade de diálogo e negociação sem perder identidade.

Sério

Falando sério, a afirmação de que eleição é guerra não passa de uma metáfora, a estratégia militar clássica de controle e domínio do território pode se aplicar sim a uma campanha eleitoral. Contudo, é preciso entender que o território é o voto. Além disso, é preciso lembrar que eleição é menos sobre fatos e mais sobre interpretação de fatos.

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AUTOR: HERBERT LINS





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