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RD ENTREVISTA
Expedito Netto intensifica críticas à bancada, defende Lula e afirma ter mudado posição sobre impeachment de Dilma

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Em entrevista ao RD Entrevista, pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo PT questiona adversários, cobra reconhecimento por recursos federais e descarta aliança com Confúcio Moura para o Executivo estadual

Por Vinicius Canova - segunda-feira, 04/05/2026 - 12h05

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Porto Velho, RO – A atuação de parlamentares de Rondônia que criticam o governo federal enquanto mantêm indicações em cargos da União foi colocada em xeque pelo secretário nacional da Pesca e pré-candidato ao Governo do Estado pelo PT, Expedito Netto. Durante participação no podcast RD Entrevista, apresentado por Vinícius Canova e realizado pelo Rondônia Dinâmica em parceria com o Informa Rondônia, ele afirmou que há incoerência nesse comportamento e classificou a postura como encenação política, chegando a dizer que se trata de “um teatro”.

Ao abordar diretamente nomes da bancada, o pré-candidato mencionou Lúcio Mosquini, Thiago Flores e Maurício Carvalho, questionando se mantêm cargos no governo federal no Estado. Em seguida, ele próprio sustentou que essas indicações existem e reforçou a cobrança pública. A crítica foi acompanhada de declarações anteriores no mesmo tom, nas quais classificou parlamentares como “artistas” e sugeriu que buscassem espaço em meios de comunicação.

A entrevista também foi marcada por ataques indiretos a adversários locais. Ao comentar sua relação com Adaílton Fúria, Expedito afirmou que ambos seguem trajetórias distintas e negou qualquer articulação conjunta envolvendo seu pai, o ex-senador Expedito Júnior. Na sequência, fez uma avaliação crítica sobre o entorno político do ex-prefeito de Cacoal, ao sugerir que afastamentos recorrentes poderiam indicar problemas internos. “Talvez o erro não esteja nas pessoas, esteja nele”, declarou.

No campo administrativo, o pré-candidato intensificou o discurso de valorização das ações federais em Rondônia. Ele afirmou que pretende ampliar as cobranças a prefeitos que, segundo sua avaliação, deixam de atribuir ao governo federal a origem de recursos utilizados em obras e programas. Expedito citou investimentos do PAC, entrega de casas populares, ônibus escolares e projetos de infraestrutura, destacando que tais iniciativas não deveriam ser apresentadas exclusivamente como resultado da gestão municipal. Em relação à capital, mencionou que Porto Velho teria recebido cerca de R$ 250 milhões e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é citado nessas entregas.

A defesa do governo federal também apareceu ao rebater críticas ideológicas. Ao reagir à associação de Lula ao comunismo, Expedito questionou os efeitos práticos dessa narrativa e mencionou o desempenho de empresários durante o atual governo. Ele citou o empresário Luciano Hang como exemplo para contestar a ideia de prejuízo ao setor privado, argumentando que o cenário econômico não sustenta esse tipo de acusação.

Em comparação com a gestão anterior, o secretário afirmou que Rondônia recebe mais investimentos atualmente. Ao mencionar o governo de Jair Bolsonaro, disse que as entregas foram limitadas, citando a conclusão da ponte sobre o rio Madeira, em Abunã, como obra já avançada. Em contraste, afirmou que há iniciativas federais distribuídas por todos os municípios no cenário atual.

A discussão sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff também foi retomada durante a entrevista. Expedito classificou o processo como “um golpe político”, embora tenha votado a favor do afastamento em 2016. Ele afirmou não se considerar golpista e atribuiu sua decisão ao contexto da época, destacando que o país enfrentava paralisação institucional. “Todos podem mudar de opinião”, disse, ao justificar a alteração de posicionamento ao longo do tempo.

Segundo o pré-candidato, a ex-presidente não foi afastada por corrupção, mas por pedaladas fiscais, ressaltando que não houve condenação criminal nem imposição de inelegibilidade. Ao comentar sua evolução política, afirmou que revisões de postura fazem parte da trajetória pública e defendeu a necessidade de adaptação às circunstâncias.

No campo eleitoral, Expedito descartou qualquer possibilidade de o PT apoiar uma candidatura de Confúcio Moura ao governo estadual, afirmando que o partido manterá candidatura própria. Apesar disso, declarou que gostaria de contar com o senador em uma eventual composição para o Senado.

Na parte final da entrevista, o pré-candidato apresentou sua trajetória política, mencionou os mandatos como deputado federal e a atuação atual no governo federal. Ele afirmou que sua candidatura será baseada no diálogo e negou foco ideológico. Também pediu que apoiadores adotem postura moderada diante de críticas, defendendo respostas com “educação”, mesmo em contextos de confronto.

AUTOR: VINICIUS CANOVA (DRT 1066/RO) – LinkedIn





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