Derrota anunciada: no futebol e na política, o vexame começa antes do apito
CARO LEITOR, a derrota do Brasil não começou no apito inicial. Ela foi construída muito antes, entre ilusões, decisões equivocadas e a velha crença de que camisa pesa mais que competência. O pênalti desperdiçado, as substituições tardias e a incapacidade de Ancelotti de ler o jogo apenas escancararam um roteiro escrito havia meses. Neymar discutindo com o goleiro nos acréscimos simboliza o Brasil que prefere o espetáculo ao resultado. Na política acontece o mesmo: campanhas não fracassam no dia da eleição, mas na arrogância de quem ignora os sinais, despreza críticas e confunde favoritismo com vitória. A Noruega venceu porque foi mais eficiente. Nas urnas, como no futebol, improviso cobra caro. Quem quiser vencer precisa trocar a soberba pelo planejamento antes que o placar transforme promessas em vexame.
Identidade
Quatro técnicos em três anos e nenhuma identidade. Cada novo salvador apagou o trabalho anterior com ideias próprias. Depois reclamam da derrota. No futebol, como na política, trocar de rumo a cada crise é receita para o fracasso. Menos improviso, mais planejamento.
Resultados
A derrota nunca nasce sozinha. É filha da incoerência. No futebol e na política, trocar técnico, marqueteiro ou discurso a cada tropeço só produz confusão. Quem muda de rumo conforme o vento não conquista confiança. É preciso planejar e persistir para colher bons resultados.
Coerência
O torcedor percebe quando falta identidade em campo. O eleitor também reconhece discurso sem convicção. Ensaiar personagens não vence jogo nem eleição. A plateia muda, mas o vexame é o mesmo. Tenha coerência antes que o apito e as urnas falem.
Memória
Falando em coerência, o pré-candidato a governador Pedro Abib (MDB) foi buscar conselhos políticos com Ivo Cassol (sem partido). Curiosa escolha para quem pretende representar o legado emedebista. Pelo visto, na pressa de somar apoios, a memória partidária virou detalhe descartável.
Legado
O neófito Pedro Abib (MDB) foi tomar chimarrão e buscar conselhos com Ivo Cassol sobre “como governar Rondônia”. No trajeto, parece ter esquecido o legado dos governadores emedebistas: Ângelo Angelin, Jerônimo Santana, Valdir Raupp e Confúcio Moura, justamente seu padrinho político.
Atalho
Se a ideia era aprender a governar Rondônia, Pedro Abib escolheu um atalho curioso. Buscar lições com um histórico adversário do partido soa, no mínimo, contraditório. Antes de reinventar a bússola, convém consultar quem escreveu o mapa.
Lançamento
Como o Brasil já está fora da Copa, não há desculpa para adiar compromissos. O encontro do PP em Ji-Paraná está mantido para o lançamento da pré-candidatura de Silvia Cristina ao Senado. O evento acontece sábado (11), às 18h, no Clube Vera Cruz. Agora, a torcida dá lugar à política. Hora de lotar o salão, não o sofá.
Teste I
Resta saber se Silvia Cristina (PP) praticará a coerência política e convidará Hildon Chaves (União), aliado da mesma federação partidária. Afinal, a União Progressista existe só no estatuto ou também no palanque? A política adora discursos; sábado será o teste da coerência política.
Teste II
Falando em convite, Silvia Cristina (PP) chamará a pré-candidata ao Senado Mariana Carvalho (Republicanos) — peça do mesmo arco de aliança — para o evento ou deixará a aliada de fora? Nos bastidores, comenta-se que cada uma fortalece seu próprio projeto de poder político. Sábado será um bom teste para descobrir quem soma apoios e quem prefere contar aliados sozinho.
Estrada
Bruno Scheid (PL) abriu a semana no ritmo de quem sabe que voto não cai do céu. A agenda percorre Chupinguaia, Corumbiara, Cerejeiras, Cabixi, Colorado do Oeste e Vilhena. Pré-campanha se faz na estrada, não apenas nas redes sociais. Quem quer apoio e voto, visite o eleitor.
Deseja
Falando em estrada, o pré-candidato a governador Hildon Chaves (União) colocou o pé na estrada e esteve em Buritis, cavalgou em Cacaulândia e viu o jogo da Seleção Brasileira em Porto Velho ao lado do neto. Quem deseja ganhar eleição precisa aparecer onde o povo está.
Anunciou
Primeiro, o vice-prefeito Tony Pablo (PSD) assumiu a Prefeitura de Cacoal e anunciou, aos quatro ventos, que o ex-prefeito e pré-candidato a governador Adailton Fúria (PSD) havia deixado um rombo nas contas do município. Agora, resta saber se o discurso resistirá ao confronto com os fatos.
Cobrou
Agora, o TCE-RO entrou em cena e cobrou esclarecimentos do ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) sobre uma divergência contábil de R$ 743.315,53 nas contas de Cacoal relativas a 2025. O caso já ganhou temperatura política. Na corrida pelo governo, transparência vale mais que versões. Hora de esclarecer os fatos.
Dividiram
O pré-candidato a governador Marcos Rogério e o pré-candidato a senador Fernando Máximo, ambos do PL, prestigiaram a Marcha para Jesus ao lado do deputado federal e pastor Marcos Feliciano, também do PL. Fé e política dividiram o mesmo palco de adoração a Jesus.
Agenda
O deputado federal e pastor Marcos Feliciano cumpre agenda política e religiosa até hoje (06) em Rondônia ao lado do pré-candidato a governador Marcos Rogério e do pré-candidato a senador Fernando Máximo, todos do PL. Em tempos de pré-campanha eleitoral, convém lembrar: culto é para adoração; voto, para a urna.
Posição
Quem acompanha a coluna conhece nossa posição: igreja não é palanque. Na Marcha para Jesus no sábado (04), em Porto Velho, sobraram discursos políticos e faltaram pregação, adoração e testemunhos de fé. Que cada espaço cumpra seu papel. O altar merece menos campanha eleitoral e mais Evangelho.
Caos
Enquanto o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) divulga o tambaqui na China, a crise na Saúde segue cobrando a conta em Rondônia. Nos bastidores, a indicação do secretário Edilton dos Santos à SESAU é atribuída a Euclides Cridão, de Cacoal, e ao secretário-adjunto da SEDAM, Gilmar Oliveira de Souza. Promoção lá fora é importante, mas governar exige prioridade aqui dentro.
Promove
A SESAU promove o caos na saúde no Cone Sul do Estado. Duas liminares do TJRO e do TCE-RO suspenderam a desocupação do Hospital Regional de Vilhena pela SESAU e mantiveram, provisoriamente, a atual gestão da Santa Casa de Chavantes. As decisões priorizaram a continuidade dos serviços e evitaram riscos ao atendimento da população.
Impasse
O impasse começou após a tentativa da SESAU de substituir a gestora da unidade sem concluir a transição do Hospital Regional de Vilhena. A disputa mobilizou a Prefeitura de Vilhena, o Governo do Estado, a Polícia Militar e o Judiciário, elevando a crise administrativa ao centro do debate público.
Risco
Agora, a troca de gestão do Hospital Regional de Vilhena deverá seguir os trâmites legais e administrativos, enquanto a atual administradora — Santa Casa de Chavantes — permanece no comando da unidade. Na saúde pública, decisões apressadas podem custar mais que disputas políticas: colocam pacientes em risco.
Prioridade
Outro foco de crise na SESAU é a escassez de servidores em diversas unidades de saúde. Os pedidos por reforço de equipes se multiplicam e chegam com urgência. Sem profissionais suficientes, a conta recai sobre pacientes e servidores. A prioridade precisa sair do papel.
Desmentir
O prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), tratou de desmentir o banner que o apontava como apoiador da pré-candidatura de Jaime Gazola (Podemos). Em tempos de pré-campanha, nem toda arte de rede social retrata a realidade. Antes de compartilhar, vale conferir os fatos.
Alimentou
Enquanto o prefeito Flori, de Vilhena (Podemos), alinhava apoios com aliados a Laércio Torres (Avante) para deputado estadual e Ezequiel Neiva (PL) para deputado federal, o também pré-candidato a deputado federal Jaime Gazola (Podemos) apareceu de surpresa na reunião, posou para a foto e alimentou interpretações. Na política, uma imagem nem sempre conta a história inteira.
Gestão
A Escola do Legislativo (ELERO) trocou o discurso por planejamento e os números responderam. De 294 certificados, em 2020, saltou para 15.667 em 2025. Resultado não nasce do acaso, mas de gestão eficiente. Que o exemplo inspire quem ainda confunde discurso com trabalho.
Coincidências
Os ataques seguidos ao prefeito Marcélio Brasileiro (PL), de Nova Mamoré, por setores da imprensa despertam uma dúvida: crítica legítima ou jogo político? Fogo amigo querendo espaço ou adversários tentando desgastar sua imagem? Em pré-campanha, coincidências são raras.
Sério
Falando sério, sete eliminações seguidas para seleções europeias desde 2006. A cada Copa do Mundo, caça-se um culpado e poupa-se o verdadeiro vilão: a falta de planejamento, identidade e coerência, ou seja, um padrão. Na política é igual. Quem ignora padrões, improvisa e muda de rumo coleciona derrotas.
Com informações de: Herbert Lins

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