Derrota por 2 a 1 para a seleção norueguesa encerra a campanha brasileira na Copa do Mundo de 2026, amplia a seca de títulos para pelo menos 28 anos até 2030 e levanta questionamentos sobre o novo ciclo da equipe.
Porto Velho, RO – A participação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 terminou antes do esperado. A derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final, disputadas em Nova Jersey, eliminou o Brasil ainda na primeira fase de mata-mata e ampliou o maior período sem conquistas mundiais desde que a equipe se tornou campeã pela primeira vez.
Com o resultado, o jejum iniciado após o pentacampeonato de 2002 chegará a, no mínimo, 28 anos caso o título não seja conquistado em 2030. O intervalo supera a sequência de 24 anos registrada entre o tricampeonato de 1970 e o tetracampeonato de 1994. Além disso, a campanha de 2026 foi a pior da seleção em Copas desde 1990, quando também caiu nas oitavas de final.
O principal nome da classificação norueguesa foi Erling Haaland. Depois de um primeiro tempo discreto, o atacante marcou duas vezes na etapa final. Primeiro, venceu Gabriel Magalhães pelo alto após cruzamento da esquerda. Nos minutos finais, ampliou com um chute de fora da área, praticamente definindo a vaga da Noruega. Neymar ainda descontou em cobrança de pênalti nos acréscimos, mas o gol não alterou o destino da partida.
Antes disso, o Brasil desperdiçou oportunidades que poderiam mudar o confronto. Bruno Guimarães teve a chance de abrir o placar ainda no primeiro tempo, após pênalti marcado com auxílio do VAR por falta sobre Matheus Cunha. No entanto, o goleiro Orjan Nyland defendeu a cobrança. Já na etapa complementar, Endrick recebeu passe de Vinícius Júnior, ficou frente a frente com o goleiro, mas não conseguiu concluir com precisão.
O início do duelo também foi marcado por um susto para os brasileiros. Patrick Berg chegou a balançar as redes logo nos primeiros minutos, porém o lance acabou invalidado por impedimento de Alexander Sørloth. Depois desse momento, a equipe comandada por Carlo Ancelotti passou a explorar os contra-ataques, enquanto a Noruega manteve maior controle da posse de bola durante boa parte da partida.
As mudanças promovidas pelo treinador italiano, com as entradas de Endrick e Neymar no segundo tempo, deram novo ritmo ao ataque brasileiro em alguns momentos. Ainda assim, a seleção encontrou dificuldades para transformar a pressão em gols, enquanto a equipe europeia aproveitou melhor as oportunidades criadas.
A eliminação também manteve um retrospecto desfavorável diante da Noruega. Em cinco confrontos entre as seleções, o Brasil segue sem vencer, acumulando três derrotas e dois empates. O resultado ainda prolonga a sequência negativa contra adversários europeus em confrontos eliminatórios de Copa do Mundo.
Apesar da queda precoce, Carlo Ancelotti permanece, em princípio, como comandante da seleção brasileira. Com vínculo até a Copa de 2030, o treinador inicia um novo ciclo de preparação, embora a eliminação deva intensificar o debate sobre o desempenho da equipe e o planejamento para os próximos anos.
Enquanto o Brasil encerra sua participação no Mundial, a Noruega avança às quartas de final e enfrentará o vencedor do confronto entre México e Inglaterra na luta por uma vaga nas semifinais.
Com informações de: Agência Brasil
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